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Lojas da Ford podem fechar na região

Após anúncio de que montadora vai parar de fabricar carros no Brasil e portfólio será composto por modelos importados


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

03/03/2021 | 00:05


O destino das três concessionárias Ford será definido até o fim desta semana. Desde que a montadora anunciou que não mais iria fabricar veículos no Brasil, no início do ano, optando por apenas trazer do Exterior modelos de luxo, que custam acima de R$ 120 mil, o futuro de revendedoras da marca ficou em xeque.

Conforme avalia o consultor automotivo da Oikonomia, Raphael Galante, diante da redução da oferta de produtos da marca e da mudança da faixa de preço, é natural que haja uma reavaliação do número de revendedoras, e que até duas das três lojas podem fechar as portas no Grande ABC. “A operação começa a ficar inviável. Os custos muitas vezes superam os ganhos, já que a maior parte das vendas dessas concessionárias é de veículos de entrada da marca, caso do Ka e do EcoSport e, quando acabarem os estoques, só haverá modelos seminovos e usados deles e os zero-quilômetro do novo portfólio da Ford, como Ranger, Bronco e Territory”, cita. “Isso sem falar no aluguel, já que geralmente essas lojas estão em locais nobres das cidades, e podem desembolsar desde R$ 80 mil até R$ 150 mil. E, se não houver público que consuma esses novos veículos, a revendedora terá apenas os serviços de pós-venda, da garantia de três anos, e de oficina, o que não sustenta a operação.”

Na região, há duas lojas da Auto Prime, em Santo André e São Bernardo, e uma em São Caetano, da Ford Mix. Procuradas, as revendedoras afirmaram ao Diário que haverá reuniões até o fim da semana que devem definir o destino das operações, mas que, por ora, não sabem o que vai ocorrer.

Procurada, a Abradif (Associação Brasileira dos Distribuidores Ford) informou que está em andamento processo de negociação entre a Ford e as concessionárias, uma vez que 85% do portfólio de vendas era composto por modelos nacionais e o perfil do comprador irá mudar, com a oferta somente de modelos importados.

“Após o anúncio do fechamento das fábricas da Ford no Brasil, pelo menos metade das 283 concessionárias da marca ainda não foi contatada oficialmente pela montadora. A rede de distribuidores enxerga que a decisão da montadora inviabiliza financeiramente seus negócios, pois altera drasticamente o mix de vendas das lojas. Os carros fabricados em Camaçari (Bahia) são responsáveis atualmente por 85% dos veículos vendidos, como Ka e EcoSport. A nova configuração proposta pela Ford pressupõe apenas a venda de carros importados, o que preocupa os empresários considerando o perfil socioeconômico do brasileiro, em geral com menos apetite por carros premium. A estimativa é que 160 concessionárias sejam fechadas no Brasil”, disse, em nota. Ao todo, 15 mil profissionais atuam nas lojas Ford em todo o País. A montadora disse que não iria comentar. 



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Lojas da Ford podem fechar na região

Após anúncio de que montadora vai parar de fabricar carros no Brasil e portfólio será composto por modelos importados

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

03/03/2021 | 00:05


O destino das três concessionárias Ford será definido até o fim desta semana. Desde que a montadora anunciou que não mais iria fabricar veículos no Brasil, no início do ano, optando por apenas trazer do Exterior modelos de luxo, que custam acima de R$ 120 mil, o futuro de revendedoras da marca ficou em xeque.

Conforme avalia o consultor automotivo da Oikonomia, Raphael Galante, diante da redução da oferta de produtos da marca e da mudança da faixa de preço, é natural que haja uma reavaliação do número de revendedoras, e que até duas das três lojas podem fechar as portas no Grande ABC. “A operação começa a ficar inviável. Os custos muitas vezes superam os ganhos, já que a maior parte das vendas dessas concessionárias é de veículos de entrada da marca, caso do Ka e do EcoSport e, quando acabarem os estoques, só haverá modelos seminovos e usados deles e os zero-quilômetro do novo portfólio da Ford, como Ranger, Bronco e Territory”, cita. “Isso sem falar no aluguel, já que geralmente essas lojas estão em locais nobres das cidades, e podem desembolsar desde R$ 80 mil até R$ 150 mil. E, se não houver público que consuma esses novos veículos, a revendedora terá apenas os serviços de pós-venda, da garantia de três anos, e de oficina, o que não sustenta a operação.”

Na região, há duas lojas da Auto Prime, em Santo André e São Bernardo, e uma em São Caetano, da Ford Mix. Procuradas, as revendedoras afirmaram ao Diário que haverá reuniões até o fim da semana que devem definir o destino das operações, mas que, por ora, não sabem o que vai ocorrer.

Procurada, a Abradif (Associação Brasileira dos Distribuidores Ford) informou que está em andamento processo de negociação entre a Ford e as concessionárias, uma vez que 85% do portfólio de vendas era composto por modelos nacionais e o perfil do comprador irá mudar, com a oferta somente de modelos importados.

“Após o anúncio do fechamento das fábricas da Ford no Brasil, pelo menos metade das 283 concessionárias da marca ainda não foi contatada oficialmente pela montadora. A rede de distribuidores enxerga que a decisão da montadora inviabiliza financeiramente seus negócios, pois altera drasticamente o mix de vendas das lojas. Os carros fabricados em Camaçari (Bahia) são responsáveis atualmente por 85% dos veículos vendidos, como Ka e EcoSport. A nova configuração proposta pela Ford pressupõe apenas a venda de carros importados, o que preocupa os empresários considerando o perfil socioeconômico do brasileiro, em geral com menos apetite por carros premium. A estimativa é que 160 concessionárias sejam fechadas no Brasil”, disse, em nota. Ao todo, 15 mil profissionais atuam nas lojas Ford em todo o País. A montadora disse que não iria comentar. 

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