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Região abre 110 leitos de UTI, mas deve ampliar as restrições

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Estado vai arcar com os equipamentos por 90 dias; expectativa é que as sete cidades regridam para a fase vermelha


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

03/03/2021 | 00:01


O Grande ABC, assim como todas as outras regiões do Estado, vivem a expectativa de regredir hoje para a fase vermelha do Plano São Paulo, diante da aceleração da pandemia e a baixa oferta de leitos para tratar a Covid-19. Ontem, no entanto, as sete cidades conseguiram respiro ao receber do Estado aval para o custeio de 110 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), destinados a pacientes em estado grave. Os equipamentos começam a ser montados hoje em Santo André, São Caetano, Diadema e Ribeirão Pires. A expectativa é que o início do funcionamento ocorra até o fim de semana.

“A partir de amanhã (hoje), as cidades começam a montar esses 110 leitos que serão custeados por 90 dias pelo Estado. São leitos de UTI, que, apesar de ficarem em Santo André, São Caetano, Ribeirão e Diadema, vão atender às sete cidades”, afirmou o prefeito de Santo André e presidente do Consórcio Intermunicipal, Paulo Serra (PSDB).

Os leitos serão distribuídos da seguinte forma: 50 no hospital de campanha da UFABC (Universidade Federal do ABC), em Santo André; 30 no Hospital Municipal de São Caetano; 20 no Hospital Serraria, em Diadema; e dez no hospital de campanha em Ribeirão Pires. A estimativa é a de que a implantação custe R$ 16 milhões.

“A inclusão de 110 leitos é significativo (a região contava com 370 vagas de UTI). Junto com medidas de restrição, maior conscientização e ações do poder público para restringir a circulação das pessoas, esperamos que o Grande ABC não tenha cenas como temos visto em outros lugares, com pessoas esperando em fila uma vaga. Vamos trabalhar para sempre ter vagas disponíveis”, disse Paulo Serra, que destacou a ação conjunta das prefeituras, que mapeou os locais disponíveis para a abertura dos novos leitos.

SITUAÇÃO ALARMANTE
Ontem, em reunião por videoconferência com 600 prefeitos do Estado, o governador João Doria (PSDB) fez diagnóstico dos municípios. A expectativa é a de que hoje todas as 645 cidades paulistas regridam para a fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo, quando só podem funcionar os serviços essenciais, como farmácias, supermercados e postos de combustíveis.

“O momento é de união e mobilização diante de uma circunstância gravíssima como essa. As duas piores semanas desde o início da pandemia estão por vir, nós temos que estar preparados. Não podemos estar ausentes, indiferentes, tratarmos isso com frieza ou debaixo de pressões que não sejam exclusivamente pela proteção à vida”, disse Doria.

O governador reforçou que a situação é alarmante e que Estado e prefeituras precisam de ações coordenadas para reduzir a pressão sobre o SUS (Sistema Único de Saúde) e hospitais privados. “Esta é a prioridade absoluta em São Paulo. Queremos mostrar a todos a situação real e as ações que precisamos tomar agora em conjunto com as prefeituras”, afirmou o governador.

Ontem, os hospitais particulares da Capital atingiram 100% de ocupação nas UTIs para pacientes com coronavírus. “Se não aplicarmos medidas mais restritivas, teremos 11 dias até um colapso em nosso sistema de atendimento hospitalar”, disse o secretário da Saúde Jean Gorinchteyn.

“O cenário é alarmante e exige uma ação pronta e unificada de todos nós. Situação é preocupante em todas as regiões, com maior gravidade no Interior”, acrescentou o secretário de Desenvolvimento Regional Marco Vinholi. 



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Região abre 110 leitos de UTI, mas deve ampliar as restrições

Estado vai arcar com os equipamentos por 90 dias; expectativa é que as sete cidades regridam para a fase vermelha

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

03/03/2021 | 00:01


O Grande ABC, assim como todas as outras regiões do Estado, vivem a expectativa de regredir hoje para a fase vermelha do Plano São Paulo, diante da aceleração da pandemia e a baixa oferta de leitos para tratar a Covid-19. Ontem, no entanto, as sete cidades conseguiram respiro ao receber do Estado aval para o custeio de 110 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), destinados a pacientes em estado grave. Os equipamentos começam a ser montados hoje em Santo André, São Caetano, Diadema e Ribeirão Pires. A expectativa é que o início do funcionamento ocorra até o fim de semana.

“A partir de amanhã (hoje), as cidades começam a montar esses 110 leitos que serão custeados por 90 dias pelo Estado. São leitos de UTI, que, apesar de ficarem em Santo André, São Caetano, Ribeirão e Diadema, vão atender às sete cidades”, afirmou o prefeito de Santo André e presidente do Consórcio Intermunicipal, Paulo Serra (PSDB).

Os leitos serão distribuídos da seguinte forma: 50 no hospital de campanha da UFABC (Universidade Federal do ABC), em Santo André; 30 no Hospital Municipal de São Caetano; 20 no Hospital Serraria, em Diadema; e dez no hospital de campanha em Ribeirão Pires. A estimativa é a de que a implantação custe R$ 16 milhões.

“A inclusão de 110 leitos é significativo (a região contava com 370 vagas de UTI). Junto com medidas de restrição, maior conscientização e ações do poder público para restringir a circulação das pessoas, esperamos que o Grande ABC não tenha cenas como temos visto em outros lugares, com pessoas esperando em fila uma vaga. Vamos trabalhar para sempre ter vagas disponíveis”, disse Paulo Serra, que destacou a ação conjunta das prefeituras, que mapeou os locais disponíveis para a abertura dos novos leitos.

SITUAÇÃO ALARMANTE
Ontem, em reunião por videoconferência com 600 prefeitos do Estado, o governador João Doria (PSDB) fez diagnóstico dos municípios. A expectativa é a de que hoje todas as 645 cidades paulistas regridam para a fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo, quando só podem funcionar os serviços essenciais, como farmácias, supermercados e postos de combustíveis.

“O momento é de união e mobilização diante de uma circunstância gravíssima como essa. As duas piores semanas desde o início da pandemia estão por vir, nós temos que estar preparados. Não podemos estar ausentes, indiferentes, tratarmos isso com frieza ou debaixo de pressões que não sejam exclusivamente pela proteção à vida”, disse Doria.

O governador reforçou que a situação é alarmante e que Estado e prefeituras precisam de ações coordenadas para reduzir a pressão sobre o SUS (Sistema Único de Saúde) e hospitais privados. “Esta é a prioridade absoluta em São Paulo. Queremos mostrar a todos a situação real e as ações que precisamos tomar agora em conjunto com as prefeituras”, afirmou o governador.

Ontem, os hospitais particulares da Capital atingiram 100% de ocupação nas UTIs para pacientes com coronavírus. “Se não aplicarmos medidas mais restritivas, teremos 11 dias até um colapso em nosso sistema de atendimento hospitalar”, disse o secretário da Saúde Jean Gorinchteyn.

“O cenário é alarmante e exige uma ação pronta e unificada de todos nós. Situação é preocupante em todas as regiões, com maior gravidade no Interior”, acrescentou o secretário de Desenvolvimento Regional Marco Vinholi. 

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