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Somos parte deste momento da história


Do Diário do Grande ABC

02/03/2021 | 23:59


Já vencemos dois meses de 2021, mas ainda tenho ouvido comentários do tipo: ‘Não teve nada para comemorar em 2020’. Oi? Como não? Está certo que o ano foi bem conturbado, mas também foi um marco na história e nós, que estamos aqui, fazemos parte desta história da humanidade. Independentemente de pandemia e afins, estamos historiando esse marco.

Agora, falando do assunto que me trouxe a escrever sobre isso. Se eu e você chegamos até aqui, depois de ter passado por toda essa turbulência no ano passado, com saúde e vivos, não temos nada para comemorar? É sério? Temos sim. E como temos!

Você pode dizer: ‘Mas você não perdeu ninguém da sua família ou alguém muito próximo para a Covid’. Não é questão de desrespeito. Muito pelo contrário. Sei muito bem o que esse vírus fez e faz e o que tem significado para a humanidade, mas falo sobre superação, independentemente de tudo que 2020 possa ter nos causado. Foi um ano que obrigou as pessoas a pararem, desligarem o motor do automático e passarem a reconhecer a sua família e a si mesmo como seres vivos e não máquinas que fazem tudo sem parar, em busca constante por mais coisas materiais do que para você, de olhar para seu lar e não para sua casa dormitório, que ocupa espaço com outras pessoas; essas pessoas são a sua família.

É preciso ainda parar de falar ‘não tenho tempo’, pois todos encontraram tempo para sentir saudades, lembrar do pai e da mãe, fazer uma chamada, mesmo que de vídeo, mas falar com as pessoas.

Então chegamos no fim do ano depois de tudo o que pudemos aprender com o tempo, com os sentimentos, com as perdas. Perdemos pessoas queridas, empregos nos quais muitos já se arrastavam para continuar, mas encontraram outras saídas. Encontraram dentro de casa o que é o amor, e descobriram que o melhor lugar do mundo para estar é em casa.

Estamos há dois meses da virada do ano, vivos, com saúde, com comida na mesa, um teto para morar, família e chegamos até aqui, e isso não é motivo para comemorar? Somos seres que tivemos o privilégio de estar aqui neste momento, mesmo que alguns não achem o mesmo, mas estamos aqui e continuamos na luta. Agradeça ao invés de reclamar, comemore sim a sua passagem. O ano de 2020 tem muito mais a ser comemorado do que qualquer outro. Celebre sua vida com alegria, não perca essa oportunidade. Olhe para a vida com olhos de águia, faça seu voo mais alto e agradeça tudo o que passou, tudo o que superou. Você foi um vencedor!

Maristela Prado é escritora, crítica literária e mantém o blog de crônicas asletrasdavida.online

PALAVRA DO LEITOR

Jornalista
Acho que se Bolsonaro morrer vai ter muito jornalista, inclusive deste jornal, que não vai ter o que escrever. Igual comentarista esportivo quando não tem futebol. E digo mais: um ‘ex-petralha’, que já foi prefeito de Mauá, vai pendurar as chuteiras, que demorou muito para sair do partido. Xô corruptos! Só para lembrar, há uns anos esse partido tinha mais de 700 prefeituras para administrar, em total de 5.570; hoje tem somente 183, e no Estado me parece que ó oito.
Breno Reginaldo Silva
Santo André


Homenagem
Bela e muito oportuna a homenagem que o leitor João Paulo de Oliveira fez à Livraria Alpharrabio (Alpharrabio, dia 26). Pois, além de ser um dos espaços culturais mais significativos do Grande ABC, em fevereiro completou 29 anos de existência/resistência. Infelizmente, devido ao momento em que precisamos evitar aglomerações, não foi possível realizar festa para comemorar, como sempre ocorreu nos anos anteriores. No entanto, é grande alento saber que há em nossa região pessoas como Dalila Telles Veras, seu marido, Valdecírio, e sua cunhada Luiza Maninha, que, unidos, não medem esforços para manter espaço tão fundamental para os que lá adentram em busca do alimento para o espírito. Como estamos ingressando no mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, aproveito para parabenizar a poeta e ativista cultural Dalila Telles Veras, pela importância no cenário cultural da região e do Brasil.
Neusa Maria Pereira Borges
São Bernardo


Joio e trigo
Podemos definir joio e trigo como sendo o mal e o bem, o errado e o certo, a desonestidade e a honestidade. Como diz nas Sagradas Escrituras, chegará momento em que joio e trigo serão separados, mas, até lá, deverão crescer juntos em um mesmo mundo de provas e expiações. Como nosso mundo é de provas e expiações, observamos essa máxima bíblica diariamente em nosso cotidiano, com maior ênfase em épocas de pandemia como a que hoje vivenciamos. Podemos considerar joio quando verbas direcionadas à saúde são desviadas em beneficio próprio, ou quando criaturas sem o menor senso de coletividade procuram ‘furar’ a fila da vacinação. Mas existe também o trigo, que são todos aqueles que, direta ou indiretamente, estão trabalhando para o bem comum, mais preocupados com seu semelhante do que consigo mesmos. Estamos presenciando transição planetária onde, de um mundo de provas e expiações, a Terra passará a mundo de regeneração. Talvez essa transição seja o início da separação do joio e do trigo, propiciando ao trigo, continuar sua jornada evolutiva neste planeta. Restando ao joio o exílio em orbes mais primitivos, com ambientes mais compatíveis com sua atual evolução moral.
Vanderlei A. Retondo
Santo André


Das rachadinhas?
O governo de Jair Bolsonaro lembra bem o de Lula com o enriquecimento dos filhos. Neste caso, o senador Flavio Bolsonaro, investigado com cabeludos indícios de desvio de recursos com as rachadinhas. E para piorar a imagem do presidente, que faz até o diabo para salvá-lo de condenação, Flávio compra luxuosa mansão (lembra o sítio de Atibaia, ou triplex do Guarujá?) por quase R$ 6 milhões em Brasília, em que os corretores dizem que vale R$ 9 milhões. Seu salário bruto é de R$ 33,7 mil, e líquido, R$ 24,9 mil. A prestação, financiamento da Caixa (50% do valor do imóvel), é de R$ 23.222,93. Ou seja, vai precisar de auxilio emergencial para fazer supermercado. Lógico que essa história está mal contada. Esse problemão caiu no colo de Jair Bolsonaro.
Paulo Panossian
São Carlos (SP) 



Comentários

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Somos parte deste momento da história

Do Diário do Grande ABC

02/03/2021 | 23:59


Já vencemos dois meses de 2021, mas ainda tenho ouvido comentários do tipo: ‘Não teve nada para comemorar em 2020’. Oi? Como não? Está certo que o ano foi bem conturbado, mas também foi um marco na história e nós, que estamos aqui, fazemos parte desta história da humanidade. Independentemente de pandemia e afins, estamos historiando esse marco.

Agora, falando do assunto que me trouxe a escrever sobre isso. Se eu e você chegamos até aqui, depois de ter passado por toda essa turbulência no ano passado, com saúde e vivos, não temos nada para comemorar? É sério? Temos sim. E como temos!

Você pode dizer: ‘Mas você não perdeu ninguém da sua família ou alguém muito próximo para a Covid’. Não é questão de desrespeito. Muito pelo contrário. Sei muito bem o que esse vírus fez e faz e o que tem significado para a humanidade, mas falo sobre superação, independentemente de tudo que 2020 possa ter nos causado. Foi um ano que obrigou as pessoas a pararem, desligarem o motor do automático e passarem a reconhecer a sua família e a si mesmo como seres vivos e não máquinas que fazem tudo sem parar, em busca constante por mais coisas materiais do que para você, de olhar para seu lar e não para sua casa dormitório, que ocupa espaço com outras pessoas; essas pessoas são a sua família.

É preciso ainda parar de falar ‘não tenho tempo’, pois todos encontraram tempo para sentir saudades, lembrar do pai e da mãe, fazer uma chamada, mesmo que de vídeo, mas falar com as pessoas.

Então chegamos no fim do ano depois de tudo o que pudemos aprender com o tempo, com os sentimentos, com as perdas. Perdemos pessoas queridas, empregos nos quais muitos já se arrastavam para continuar, mas encontraram outras saídas. Encontraram dentro de casa o que é o amor, e descobriram que o melhor lugar do mundo para estar é em casa.

Estamos há dois meses da virada do ano, vivos, com saúde, com comida na mesa, um teto para morar, família e chegamos até aqui, e isso não é motivo para comemorar? Somos seres que tivemos o privilégio de estar aqui neste momento, mesmo que alguns não achem o mesmo, mas estamos aqui e continuamos na luta. Agradeça ao invés de reclamar, comemore sim a sua passagem. O ano de 2020 tem muito mais a ser comemorado do que qualquer outro. Celebre sua vida com alegria, não perca essa oportunidade. Olhe para a vida com olhos de águia, faça seu voo mais alto e agradeça tudo o que passou, tudo o que superou. Você foi um vencedor!

Maristela Prado é escritora, crítica literária e mantém o blog de crônicas asletrasdavida.online

PALAVRA DO LEITOR

Jornalista
Acho que se Bolsonaro morrer vai ter muito jornalista, inclusive deste jornal, que não vai ter o que escrever. Igual comentarista esportivo quando não tem futebol. E digo mais: um ‘ex-petralha’, que já foi prefeito de Mauá, vai pendurar as chuteiras, que demorou muito para sair do partido. Xô corruptos! Só para lembrar, há uns anos esse partido tinha mais de 700 prefeituras para administrar, em total de 5.570; hoje tem somente 183, e no Estado me parece que ó oito.
Breno Reginaldo Silva
Santo André


Homenagem
Bela e muito oportuna a homenagem que o leitor João Paulo de Oliveira fez à Livraria Alpharrabio (Alpharrabio, dia 26). Pois, além de ser um dos espaços culturais mais significativos do Grande ABC, em fevereiro completou 29 anos de existência/resistência. Infelizmente, devido ao momento em que precisamos evitar aglomerações, não foi possível realizar festa para comemorar, como sempre ocorreu nos anos anteriores. No entanto, é grande alento saber que há em nossa região pessoas como Dalila Telles Veras, seu marido, Valdecírio, e sua cunhada Luiza Maninha, que, unidos, não medem esforços para manter espaço tão fundamental para os que lá adentram em busca do alimento para o espírito. Como estamos ingressando no mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, aproveito para parabenizar a poeta e ativista cultural Dalila Telles Veras, pela importância no cenário cultural da região e do Brasil.
Neusa Maria Pereira Borges
São Bernardo


Joio e trigo
Podemos definir joio e trigo como sendo o mal e o bem, o errado e o certo, a desonestidade e a honestidade. Como diz nas Sagradas Escrituras, chegará momento em que joio e trigo serão separados, mas, até lá, deverão crescer juntos em um mesmo mundo de provas e expiações. Como nosso mundo é de provas e expiações, observamos essa máxima bíblica diariamente em nosso cotidiano, com maior ênfase em épocas de pandemia como a que hoje vivenciamos. Podemos considerar joio quando verbas direcionadas à saúde são desviadas em beneficio próprio, ou quando criaturas sem o menor senso de coletividade procuram ‘furar’ a fila da vacinação. Mas existe também o trigo, que são todos aqueles que, direta ou indiretamente, estão trabalhando para o bem comum, mais preocupados com seu semelhante do que consigo mesmos. Estamos presenciando transição planetária onde, de um mundo de provas e expiações, a Terra passará a mundo de regeneração. Talvez essa transição seja o início da separação do joio e do trigo, propiciando ao trigo, continuar sua jornada evolutiva neste planeta. Restando ao joio o exílio em orbes mais primitivos, com ambientes mais compatíveis com sua atual evolução moral.
Vanderlei A. Retondo
Santo André


Das rachadinhas?
O governo de Jair Bolsonaro lembra bem o de Lula com o enriquecimento dos filhos. Neste caso, o senador Flavio Bolsonaro, investigado com cabeludos indícios de desvio de recursos com as rachadinhas. E para piorar a imagem do presidente, que faz até o diabo para salvá-lo de condenação, Flávio compra luxuosa mansão (lembra o sítio de Atibaia, ou triplex do Guarujá?) por quase R$ 6 milhões em Brasília, em que os corretores dizem que vale R$ 9 milhões. Seu salário bruto é de R$ 33,7 mil, e líquido, R$ 24,9 mil. A prestação, financiamento da Caixa (50% do valor do imóvel), é de R$ 23.222,93. Ou seja, vai precisar de auxilio emergencial para fazer supermercado. Lógico que essa história está mal contada. Esse problemão caiu no colo de Jair Bolsonaro.
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