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Bolsas de NY fecham em baixa com pressão de techs e mercado de Treasuries



02/03/2021 | 19:01


As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira, 2, devolvendo parte dos ganhos de ontem, com ações do setor de tecnologia caindo na maioria e pressionando os principais índices acionários. Investidores ainda reagiram à volatilidade vista no mercado de Treasuries hoje, que tem sido impactado por um movimento massivo de venda por conta de expectativas de avanço da inflação nos Estados Unidos, o que culminou na recente alta dos rendimentos dos títulos americanos.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,46%, aos 31.391,52 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,81%, aos 3.870,29 pontos. Já o Nasdaq encerrou o pregão em queda mais íngreme, de 1,69%, aos 13.358,79 pontos, com as ações da Apple e da Microsoft, as de maior peso do índice, caindo 2,09% e 1,30%, respectivamente.

O Facebook seguiu a tendência de queda das principais companhias de tecnologia e recuou 2,23% hoje, após o CFO da rede social, David Wehner, afirmar à CNBC que a taxa de crescimento de publicidade da empresa pode ser afetada à medida que mais consumidores são vacinados contra a covid-19 e direcionam seus gastos para serviços como viagens em vez de bens de consumo. Concorrente do Facebook, a ação do Twitter cedeu 5,10%, após a empresa anunciar sua intenção de vender US$ 1,25 bilhão em títulos conversíveis com vencimento em 2026.

Além das ações de techs, outro driver importante para os mercados hoje foi a volatilidade dos Treasuries, cujos juros caíram na maioria. Investidores buscaram orientação sobre a política monetária futura do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em falas de dirigentes da entidade, diante da perspectiva de alta na inflação provocada por mais apoio fiscal nos EUA.

Membro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed, Lael Brainard disse que uma mudança de postura por parte da instituição só deve ocorrer em caso de alta sustentada na inflação, em linha com o posicionamento geral de outros dirigentes. A presidente da distrital de São Francisco do Fed, Mary Daly, foi pelo mesmo caminho, ao afirmar que a política monetária e fiscal expansiva não ameaçam a estabilidade de preços nos EUA.

Em relatório, a Capital Economics destaca um movimento de rotação nas bolsas nova-iorquinas nas últimas semanas, com ações de setores mais afetados pela pandemia do coronavírus, como o energético e o financeiro, acumulando altas. Hoje, o papel da Royal Dutch Shell cresceu 1,27%, acompanhado pela Chevron, em avanço de 0,38%. Já o Morgan Stanley acumulou ganhos de 2,06%, seguido de alta de 0,31% do Goldman Sachs.

A consultoria aponta a alta recente dos juros dos Treasuries como uma das razões para este movimento, mas não o principal. "Nossa previsão é de que as vacinas permitirão a reabertura da maioria das economias desenvolvidas no segundo semestre deste ano, o que levará a uma maior recuperação da economia global. Consequentemente, esperamos que a rotação nas bolsas possa ir mais longe", projeta a Capital Economics, reforçando que este movimento não deve ser acompanhado por uma alta ainda maior nos rendimentos reais dos títulos.



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Bolsas de NY fecham em baixa com pressão de techs e mercado de Treasuries


02/03/2021 | 19:01


As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira, 2, devolvendo parte dos ganhos de ontem, com ações do setor de tecnologia caindo na maioria e pressionando os principais índices acionários. Investidores ainda reagiram à volatilidade vista no mercado de Treasuries hoje, que tem sido impactado por um movimento massivo de venda por conta de expectativas de avanço da inflação nos Estados Unidos, o que culminou na recente alta dos rendimentos dos títulos americanos.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,46%, aos 31.391,52 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,81%, aos 3.870,29 pontos. Já o Nasdaq encerrou o pregão em queda mais íngreme, de 1,69%, aos 13.358,79 pontos, com as ações da Apple e da Microsoft, as de maior peso do índice, caindo 2,09% e 1,30%, respectivamente.

O Facebook seguiu a tendência de queda das principais companhias de tecnologia e recuou 2,23% hoje, após o CFO da rede social, David Wehner, afirmar à CNBC que a taxa de crescimento de publicidade da empresa pode ser afetada à medida que mais consumidores são vacinados contra a covid-19 e direcionam seus gastos para serviços como viagens em vez de bens de consumo. Concorrente do Facebook, a ação do Twitter cedeu 5,10%, após a empresa anunciar sua intenção de vender US$ 1,25 bilhão em títulos conversíveis com vencimento em 2026.

Além das ações de techs, outro driver importante para os mercados hoje foi a volatilidade dos Treasuries, cujos juros caíram na maioria. Investidores buscaram orientação sobre a política monetária futura do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em falas de dirigentes da entidade, diante da perspectiva de alta na inflação provocada por mais apoio fiscal nos EUA.

Membro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed, Lael Brainard disse que uma mudança de postura por parte da instituição só deve ocorrer em caso de alta sustentada na inflação, em linha com o posicionamento geral de outros dirigentes. A presidente da distrital de São Francisco do Fed, Mary Daly, foi pelo mesmo caminho, ao afirmar que a política monetária e fiscal expansiva não ameaçam a estabilidade de preços nos EUA.

Em relatório, a Capital Economics destaca um movimento de rotação nas bolsas nova-iorquinas nas últimas semanas, com ações de setores mais afetados pela pandemia do coronavírus, como o energético e o financeiro, acumulando altas. Hoje, o papel da Royal Dutch Shell cresceu 1,27%, acompanhado pela Chevron, em avanço de 0,38%. Já o Morgan Stanley acumulou ganhos de 2,06%, seguido de alta de 0,31% do Goldman Sachs.

A consultoria aponta a alta recente dos juros dos Treasuries como uma das razões para este movimento, mas não o principal. "Nossa previsão é de que as vacinas permitirão a reabertura da maioria das economias desenvolvidas no segundo semestre deste ano, o que levará a uma maior recuperação da economia global. Consequentemente, esperamos que a rotação nas bolsas possa ir mais longe", projeta a Capital Economics, reforçando que este movimento não deve ser acompanhado por uma alta ainda maior nos rendimentos reais dos títulos.

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