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Etanol passa de R$ 4 no Grande ABC após mais um reajuste da Petrobras

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Derivado da cana sobe R$ 0,28, gasolina mais R$ 0,13 e, diesel, R$ 0,10 a partir de hoje


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

02/03/2021 | 00:09


A cada semana, o ato de abastecer os veículos torna-se cada vez mais desafiador ao bolso do motorista. Além de aumentos na sequência da gasolina, que fez com que o litro do combustível passasse dos R$ 5 em postos do Grande ABC, agora é a vez do etanol também pesar na bomba, na esteira do derivado de petróleo. O combustível renovável agora passa dos R$ 4 com o novo aumento, de R$ 0,28, e vai a R$ 4,09.

Ontem, a Petrobras anunciou mais um reajuste: o quinto do ano. Após dez dias da demissão do seu principal executivo, houve mais um ajuste nas refinarias. A partir de hoje, a gasolina fica 4,8% mais cara para as distribuidoras; o óleo diesel, 5%; e o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), o gás de cozinha, 5,2%.

Desta forma, a gasolina é acrescida de R$ 0,13 nos postos da região, e, segundo fontes de mercado, a média do litro vai a R$ 5,19. O diesel ganha R$ 0,10 e sobe a R$ 4,44.

Segundo o presidente do Regran, Wagner Souza, o dólar nas alturas é o grande responsável pelo cenário, já que a matéria-prima da gasolina e do diesel é o petróleo, uma commodity cotada no mercado internacional, e com o insumo do etanol, a cana-de-açúcar, tem direcionado a produção nacional mais ao açúcar do que ao combustível, a fim de mirar na exportação. Ontem, o dólar encerrou cotado a R$ 5,60. “Só em fevereiro, o etanol subiu R$ 0,75. Isso porque o mercado internacional está mais vantajoso no açúcar, o que redireciona a produção. Além disso, estamos na entressafra da cana, que só começa em abril”, explicou.

Porém, um redirecionamento do consumo, da gasolina para o etanol, em busca de preços mais competitivos, também pode ter contribuído a elevar os valores cobrados pelo combustível renovável.

Para saber com qual deles abastecer, no caso de veículos flex, basta multiplicar o preço da gasolina por 70% ou 0,7. No exemplo do preço médio da região, de R$ 5,19, a conta resulta em R$ 3,63. Assim, o etanol vale a pena até esse limite. Ou seja, em R$ 4,09 não compensa.

Com relação a gasolina, Souza explica que, em um efeito em cadeira, o aumento do etanol anidro, usado na mistura da gasolina, acabou contribuindo também ao novo preço, com alta de R$ 0,09, e o aumento na refinaria, em R$ 0,04. Mesma explicação dada ao diesel, de R$ 0,09 por causa do biodiesel e R$ 0,01, pela Petrobras. 



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Etanol passa de R$ 4 no Grande ABC após mais um reajuste da Petrobras

Derivado da cana sobe R$ 0,28, gasolina mais R$ 0,13 e, diesel, R$ 0,10 a partir de hoje

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

02/03/2021 | 00:09


A cada semana, o ato de abastecer os veículos torna-se cada vez mais desafiador ao bolso do motorista. Além de aumentos na sequência da gasolina, que fez com que o litro do combustível passasse dos R$ 5 em postos do Grande ABC, agora é a vez do etanol também pesar na bomba, na esteira do derivado de petróleo. O combustível renovável agora passa dos R$ 4 com o novo aumento, de R$ 0,28, e vai a R$ 4,09.

Ontem, a Petrobras anunciou mais um reajuste: o quinto do ano. Após dez dias da demissão do seu principal executivo, houve mais um ajuste nas refinarias. A partir de hoje, a gasolina fica 4,8% mais cara para as distribuidoras; o óleo diesel, 5%; e o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), o gás de cozinha, 5,2%.

Desta forma, a gasolina é acrescida de R$ 0,13 nos postos da região, e, segundo fontes de mercado, a média do litro vai a R$ 5,19. O diesel ganha R$ 0,10 e sobe a R$ 4,44.

Segundo o presidente do Regran, Wagner Souza, o dólar nas alturas é o grande responsável pelo cenário, já que a matéria-prima da gasolina e do diesel é o petróleo, uma commodity cotada no mercado internacional, e com o insumo do etanol, a cana-de-açúcar, tem direcionado a produção nacional mais ao açúcar do que ao combustível, a fim de mirar na exportação. Ontem, o dólar encerrou cotado a R$ 5,60. “Só em fevereiro, o etanol subiu R$ 0,75. Isso porque o mercado internacional está mais vantajoso no açúcar, o que redireciona a produção. Além disso, estamos na entressafra da cana, que só começa em abril”, explicou.

Porém, um redirecionamento do consumo, da gasolina para o etanol, em busca de preços mais competitivos, também pode ter contribuído a elevar os valores cobrados pelo combustível renovável.

Para saber com qual deles abastecer, no caso de veículos flex, basta multiplicar o preço da gasolina por 70% ou 0,7. No exemplo do preço médio da região, de R$ 5,19, a conta resulta em R$ 3,63. Assim, o etanol vale a pena até esse limite. Ou seja, em R$ 4,09 não compensa.

Com relação a gasolina, Souza explica que, em um efeito em cadeira, o aumento do etanol anidro, usado na mistura da gasolina, acabou contribuindo também ao novo preço, com alta de R$ 0,09, e o aumento na refinaria, em R$ 0,04. Mesma explicação dada ao diesel, de R$ 0,09 por causa do biodiesel e R$ 0,01, pela Petrobras. 

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