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Conta dividida


Do Diário do Grande ABC

28/02/2021 | 15:45


Desde o início da pandemia, nossos governantes buscam equilibrar discursos e ações entre preservação de vidas e manutenção da atividade econômica. Até porque cientistas foram claros em dizer, logo no começo da crise sanitária, que reduzir a circulação de pessoas era a medida prévia mais eficaz para mitigar a transmissão do vírus. Ao mesmo tempo, adoção de políticas duras de restrição de funcionamento de estabelecimentos colocariam em xeque muitos setores da nossa economia.

Em 12 meses de convivência com o vírus, as autoridades trabalharam com as mais variadas fórmulas, sempre percorrendo o meio termo. O saldo não foi bom para nenhum dos lados envolvidos. No Grande ABC, lamentamos as quase 5.000 mortes e nos preocupamos com os aproximadamente 130 mil casos confirmados. E, como mostra este Diário hoje, contabilizamos rombo de R$ 2,2 bilhões nas contas públicas.

Essa é a diferença entre o que as sete prefeituras estimavam arrecadar no ano passado e o que efetivamente ingressou nos cofres municipais. Os R$ 11,8 bilhões retroagiram o poder arrecadatório ao patamar de 2018, quando ainda buscávamos superar as crises política e econômica pós-impeachment de Dilma Rousseff (PT). Desta vez, com agravante do acréscimo de despesa, já que os sistemas públicos – em especial de saúde e educação – estão pressionados pelo aumento da procura de cidadãos.

Dentro desse ambiente tenso, é de se lamentar a postura da União e do governo do Estado com relação ao hospital de campanha de Ribeirão Pires. Ao tergiversar no auxílio para custear um equipamento que atende moradores de outras cidades, as duas esferas passam recado muito negativo aos municípios. Urge ajuda financeira enquanto a vacinação caminha a passos lentos.

É preciso reduzir a circulação de pessoas para desafogar o sobrecarregado sistema de saúde. Mas as prefeituras não podem pagar a conta, quase que exclusiva, dos efeitos colaterais de uma medida necessária. O auxílio emergencial é urgente, assim como transferência de recursos às cidades. Tanto de Brasília quanto de São Paulo. 



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28/02/2021 | 15:45


Desde o início da pandemia, nossos governantes buscam equilibrar discursos e ações entre preservação de vidas e manutenção da atividade econômica. Até porque cientistas foram claros em dizer, logo no começo da crise sanitária, que reduzir a circulação de pessoas era a medida prévia mais eficaz para mitigar a transmissão do vírus. Ao mesmo tempo, adoção de políticas duras de restrição de funcionamento de estabelecimentos colocariam em xeque muitos setores da nossa economia.

Em 12 meses de convivência com o vírus, as autoridades trabalharam com as mais variadas fórmulas, sempre percorrendo o meio termo. O saldo não foi bom para nenhum dos lados envolvidos. No Grande ABC, lamentamos as quase 5.000 mortes e nos preocupamos com os aproximadamente 130 mil casos confirmados. E, como mostra este Diário hoje, contabilizamos rombo de R$ 2,2 bilhões nas contas públicas.

Essa é a diferença entre o que as sete prefeituras estimavam arrecadar no ano passado e o que efetivamente ingressou nos cofres municipais. Os R$ 11,8 bilhões retroagiram o poder arrecadatório ao patamar de 2018, quando ainda buscávamos superar as crises política e econômica pós-impeachment de Dilma Rousseff (PT). Desta vez, com agravante do acréscimo de despesa, já que os sistemas públicos – em especial de saúde e educação – estão pressionados pelo aumento da procura de cidadãos.

Dentro desse ambiente tenso, é de se lamentar a postura da União e do governo do Estado com relação ao hospital de campanha de Ribeirão Pires. Ao tergiversar no auxílio para custear um equipamento que atende moradores de outras cidades, as duas esferas passam recado muito negativo aos municípios. Urge ajuda financeira enquanto a vacinação caminha a passos lentos.

É preciso reduzir a circulação de pessoas para desafogar o sobrecarregado sistema de saúde. Mas as prefeituras não podem pagar a conta, quase que exclusiva, dos efeitos colaterais de uma medida necessária. O auxílio emergencial é urgente, assim como transferência de recursos às cidades. Tanto de Brasília quanto de São Paulo. 

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