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Consórcio empresta R$ 300 mil para Ribeirão manter hospital de campanha

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Reunião entre prefeito Clóvis Volpi e presidente da entidade, Paulo Serra, sela transferência para continuidade dos serviços contra Covid-19


Raphael Rocha
Vinicius Castelli
Do Diário do Grande ABC

27/02/2021 | 16:08


O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC fará aporte para que a Prefeitura de Ribeirão Pires mantenha aberto o hospital de campanha da cidade por pelo menos mais um mês. O anúncio foi feito neste sábado (27) pelo prefeito de Ribeirão, Clóvis Volpi (PL). Será feito um empréstimo de aproximadamente R$ 300 mil, que posteriormente será devolvido pelo governo municipal à instituição regional.

Há duas semanas Volpi vem publicamente pleiteando recursos para sustentar o equipamento, sob alegação de problemas financeiros da Prefeitura e alta demanda da unidade com a acréscimo do número de casos e internações por Covid-19. Foram feitos apelos ao governo do Estado e à União, em vão. Na sexta-feira, a Prefeitura de Ribeirão havia informado que, sem verba, fecharia a unidade montada no ginásio da cidade até do dia 10 de março.

“Falei com o prefeito de Santo André, nosso querido amigo Paulo Serra, e ele está nos ajudando. O Consórcio vai nos auxiliar com recursos financeiros para que possamos continuar por 30 dias. Não fecharemos o hospital de campanha porque a pandemia cresce a cada dia. É, de certa forma, uma irresponsabilidade do Estado e da União não nos ajudar e nos atender, atender ao nosso apelo. O Consórcio definiu que fará aporte para manter o hospital de campanha”, disse Volpi.

"Com economia que estamos fazendo vamos poder restituir o Consórcio em breve tempo. Mesmo assim, peço e imploro à população. Não vão às ruas sem máscara e não se aglomerem”, emendou o prefeito, em vídeo divulgado pelas redes sociais.

Até sexta-feira, a Prefeitura argumentou ter em caixa R$ 62 mil para custear a unidade provisória, dinheiro que manteria a estrutura até dia 10. Diante disso, havia suspendido o ingresso de novos pacientes. Acometidos pela Covid-19 seriam destinados à Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde), que tem atuação de busca de vagas de leitos em hospitais em todo o Estado.

O hospital de campanha em Ribeirão Pires, montado no ano passado, conta com 24 leitos de enfermaria e outros 17 de emergência. Na semana passada, chegou a atingir 100% da capacidade.

Paulo Serra discorreu que a entidade regional possui instrumento jurídico para auxiliar com o repasse. “O Consórcio fará sua contribuição. No momento que passamos, isso é muito importante. Já está tudo bem encaminhado e devemos viabilizar nesta semana”, comentou o tucano. “A região não pode correr o risco de perder esses 41 leitos. Se nossa taxa de ocupação aumentar teremos mais consequências. Isso mostra a importância do Consórcio com todos os municípios.”

Ribeirão chegou a pedir R$ 5 milhões ao governo paulista para manter o hospital de campanha, sob alegação de receber doentes de outras cidades. Somente em fevereiro, a média era de 30% de pacientes de Mauá, Rio Grande da Serra e Suzano. A gestão paulista evitou confirmar atendimento ao pedido, argumentando que, no ano passado, tinha ajudado municípios do Grande ABC em ações de combate à Covid-19.



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Consórcio empresta R$ 300 mil para Ribeirão manter hospital de campanha

Reunião entre prefeito Clóvis Volpi e presidente da entidade, Paulo Serra, sela transferência para continuidade dos serviços contra Covid-19

Raphael Rocha
Vinicius Castelli
Do Diário do Grande ABC

27/02/2021 | 16:08


O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC fará aporte para que a Prefeitura de Ribeirão Pires mantenha aberto o hospital de campanha da cidade por pelo menos mais um mês. O anúncio foi feito neste sábado (27) pelo prefeito de Ribeirão, Clóvis Volpi (PL). Será feito um empréstimo de aproximadamente R$ 300 mil, que posteriormente será devolvido pelo governo municipal à instituição regional.

Há duas semanas Volpi vem publicamente pleiteando recursos para sustentar o equipamento, sob alegação de problemas financeiros da Prefeitura e alta demanda da unidade com a acréscimo do número de casos e internações por Covid-19. Foram feitos apelos ao governo do Estado e à União, em vão. Na sexta-feira, a Prefeitura de Ribeirão havia informado que, sem verba, fecharia a unidade montada no ginásio da cidade até do dia 10 de março.

“Falei com o prefeito de Santo André, nosso querido amigo Paulo Serra, e ele está nos ajudando. O Consórcio vai nos auxiliar com recursos financeiros para que possamos continuar por 30 dias. Não fecharemos o hospital de campanha porque a pandemia cresce a cada dia. É, de certa forma, uma irresponsabilidade do Estado e da União não nos ajudar e nos atender, atender ao nosso apelo. O Consórcio definiu que fará aporte para manter o hospital de campanha”, disse Volpi.

"Com economia que estamos fazendo vamos poder restituir o Consórcio em breve tempo. Mesmo assim, peço e imploro à população. Não vão às ruas sem máscara e não se aglomerem”, emendou o prefeito, em vídeo divulgado pelas redes sociais.

Até sexta-feira, a Prefeitura argumentou ter em caixa R$ 62 mil para custear a unidade provisória, dinheiro que manteria a estrutura até dia 10. Diante disso, havia suspendido o ingresso de novos pacientes. Acometidos pela Covid-19 seriam destinados à Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde), que tem atuação de busca de vagas de leitos em hospitais em todo o Estado.

O hospital de campanha em Ribeirão Pires, montado no ano passado, conta com 24 leitos de enfermaria e outros 17 de emergência. Na semana passada, chegou a atingir 100% da capacidade.

Paulo Serra discorreu que a entidade regional possui instrumento jurídico para auxiliar com o repasse. “O Consórcio fará sua contribuição. No momento que passamos, isso é muito importante. Já está tudo bem encaminhado e devemos viabilizar nesta semana”, comentou o tucano. “A região não pode correr o risco de perder esses 41 leitos. Se nossa taxa de ocupação aumentar teremos mais consequências. Isso mostra a importância do Consórcio com todos os municípios.”

Ribeirão chegou a pedir R$ 5 milhões ao governo paulista para manter o hospital de campanha, sob alegação de receber doentes de outras cidades. Somente em fevereiro, a média era de 30% de pacientes de Mauá, Rio Grande da Serra e Suzano. A gestão paulista evitou confirmar atendimento ao pedido, argumentando que, no ano passado, tinha ajudado municípios do Grande ABC em ações de combate à Covid-19.

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