Fechar
Publicidade

Domingo, 11 de Abril

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

É mesmo necessário?


Do Diário do Grande ABC

27/02/2021 | 14:23


Toque de restrição ou lockdown noturno? Duas denominações para a mesma ação, que é fazer com que as pessoas parem de se aglomerar para que o novo coronavírus deixe de avançar e fazer vítimas. Até porque, os hospitais estão superlotados e os leitos destinados ao atendimento de pessoas com Covid-19 são cada vez mais escassos. O que eleva sobremaneira o risco de um colapso do sistema de saúde.

Desde a última quarta-feira, quando o governador de São Paulo, João Doria, anunciou a limitação de circulação das 23h às 5h, não faltam questionamentos, reclamações e até mesmo piadas sobre o processo que foi nomeado – por ele ou sua equipe de marketing – de toque de restrição. No mesmo dia, os prefeitos do Grande ABC se reuniram e dois deles resolveram seguir as determinações do Estado. Os outros cinco foram além e optaram pelo lockdown noturno, que começa hoje à noite e vai das 22h às 4h.

Qual será o efeito prático? Vai funcionar? Estas e muitas outras perguntas são feitas o tempo todo. As respostas só poderão ser dadas em pelo menos 14 dias, que é o período necessário para que a doença se manifeste.

Outra questão frequente versa sobre a necessidade de se tomar tais medidas. Realmente não seria preciso fechar nada, desde que as pessoas tivessem um mínimo de consciência do perigo que o coronavírus representa e evitassem se expor desnecessariamente ao contágio.

Vale sempre a lembrança dos inúmeros apelos feitos pelas autoridades para que fossem evitadas as festas de fim de ano e Carnaval, sob pena de aumento nos casos de contágio. O que se viu nas duas ocasiões foram bares lotados, estradas congestionadas e praias apinhadas de banhistas. O resultado foi o crescimento exponencial de casos e de mortes.

Faz um ano e um dia que o coronavírus deu as caras no País. São 252 mil mortes. Está na hora de mostrar um pouco de maturidade. Até porque, só reclamar não está adiantando coisa alguma. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

É mesmo necessário?

Do Diário do Grande ABC

27/02/2021 | 14:23


Toque de restrição ou lockdown noturno? Duas denominações para a mesma ação, que é fazer com que as pessoas parem de se aglomerar para que o novo coronavírus deixe de avançar e fazer vítimas. Até porque, os hospitais estão superlotados e os leitos destinados ao atendimento de pessoas com Covid-19 são cada vez mais escassos. O que eleva sobremaneira o risco de um colapso do sistema de saúde.

Desde a última quarta-feira, quando o governador de São Paulo, João Doria, anunciou a limitação de circulação das 23h às 5h, não faltam questionamentos, reclamações e até mesmo piadas sobre o processo que foi nomeado – por ele ou sua equipe de marketing – de toque de restrição. No mesmo dia, os prefeitos do Grande ABC se reuniram e dois deles resolveram seguir as determinações do Estado. Os outros cinco foram além e optaram pelo lockdown noturno, que começa hoje à noite e vai das 22h às 4h.

Qual será o efeito prático? Vai funcionar? Estas e muitas outras perguntas são feitas o tempo todo. As respostas só poderão ser dadas em pelo menos 14 dias, que é o período necessário para que a doença se manifeste.

Outra questão frequente versa sobre a necessidade de se tomar tais medidas. Realmente não seria preciso fechar nada, desde que as pessoas tivessem um mínimo de consciência do perigo que o coronavírus representa e evitassem se expor desnecessariamente ao contágio.

Vale sempre a lembrança dos inúmeros apelos feitos pelas autoridades para que fossem evitadas as festas de fim de ano e Carnaval, sob pena de aumento nos casos de contágio. O que se viu nas duas ocasiões foram bares lotados, estradas congestionadas e praias apinhadas de banhistas. O resultado foi o crescimento exponencial de casos e de mortes.

Faz um ano e um dia que o coronavírus deu as caras no País. São 252 mil mortes. Está na hora de mostrar um pouco de maturidade. Até porque, só reclamar não está adiantando coisa alguma. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;