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Salário motiva novas trocas de acusações entre Arthur Zanetti, Marcos Goto e Prefeitura de São Caetano

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

26/02/2021 | 13:37


A dupla formada pelo ginasta Arthur Zanetti e seu técnico Marcos Goto expôs recentemente o descontentamento com a Prefeitura de São Caetano, admitiu se sentir desprestigiada por pessoas da atual administração e reivindicou alteração nos pagamentos de seus salários, que sofreram adequações, com o corte de 50% em 2020. A administração pública, por sua vez, resolveu contra-atacar. Explicou que a diminuição é parcial, tendo como justificativa a pandemia do novo coronavírus e as consequentes adaptações nas verbas para o esporte da cidade, e foi além: revelou que Zanetti e Goto, juntos, receberam mais de R$ 1,1 milhão entre 2017 e 2020. De acordo com informações, o treinador embolsou R$ 599.196 no período, enquanto o atleta e medalhista olímpico faturou R$ 463.050. O pagamento do competidor é feito através do SERC Santa Maria, que gere a ginástica são-caetanense atendendo a chamamento público.

Treinador e ginasta reclamam ainda do fato de a Prefeitura ter diminuído de dez para oito parcelas o pagamento mensal em 2021 e que, apesar de o teto salarial ter passado de R$ 5.000 para R$ 7.000 neste ano, multiplicando-se este valor por oito e dividindo-o por 12 meses, os vencimentos caem para R$ 4.666. "Falta sensibilidade a eles. Do valor total emprenhado à ginástica, Zanetti e Marcos recebem 40%", lamentou a secretária de Esporte, Lazer e Juventude de São Caetano, Renata Trevelin. "Não é corte, é redução. Nos anos posteriores, a secretaria deve ter aporte maior para as coisas voltarem à normalidade", completou.

"A gente gostaria que isso (celeuma) fosse sanado, que eles conversassem conosco. Não queremos ninguém fora daqui. Muito pelo contrário. Reconhecemos a importância dos dois. Mas a sensibilidade é necessária neste momento que estamos passando, com pandemia, mortes, vacina, contingenciamento de valores", emendou. Ainda segundo ela, a alteração no número de parcelas está relacionado à formatação de um novo chamamento público neste ano, que fará com que o contrato entre Prefeitura e as entidades entre em vigor em abril.

Via assessoria, o técnico Marcos Goto fez apenas uma consideração. "Não sou funcionário público e não tenho dois empregos registrados", bradou ele, em referência direta à secretária Renata Trevelin, que além de comandar a pasta também é diretora esportiva e cultural do colégio Eduardo Gomes. "Em janeiro, quando soube que assumiria (a secretaria), pedi afastamento sem remuneração, que a lei me permite", justificou ela.

A secretária também falou sobre o fato de Arthur Zanetti e Marcos Goto terem outras fontes de renda. De acordo com o portal da transparência do COB (Comitê Olímpico do Brasil), nos últimos cinco meses (período no qual o Diário teve acesso para consulta) o treinador recebeu R$ 137.356, valor no qual estão inclusos férias e 13º. Ele ainda recebe quantia da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), na qual é técnico da Seleção masculina. O ginasta, por sua vez, recebe o Bolsa Pódio do governo federal no valor de R$ 11 mil (segundo publicado no Diário Oficial da União em outubro), direito de imagem da CBG (segundo fonte ouvida pelo Diário, mais R$ 30 mil), tem remuneração do PAAR (Programa Atletas de Alto Rendimento) do Ministério da Defesa) por ser atleta da Aeronáutica (de acordo com o portal da transparência do ministério, foram R$ 29.123 entre abril e setembro de 2020) e tem ainda patrocínios da Adidas e da Caixa.

"As duas pessoas têm outras fontes de renda que não só a nossa. É difícil quando se tem uma fonte apenas. Precisamos, neste momento de pandemia, em que tantas pessoas estão recebendo R$ 300 para se subsidiar, ter sensibilidade", repetiu a secretária.

Depois de toda a repercussão negativa na mídia, chegou a ser especulada a saída de Zanetti e Goto de São Caetano. Ao Diário, entretanto, o treinador negou. "Não estou nem avaliando isso. Deixei claro para todos que trabalho e com quem trabalhei que quero que Arthur se aposente em São Caetano, que não precise sair para se preparar para (a a Olimpíada de) Tóquio. Tem chance de medalhar novamente. Não cogitamos saída, tenho respeito grande pela cidade, cidade tem por nós. Estamos passando por este momento por causa da administração, não pela cidade." 



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Salário motiva novas trocas de acusações entre Arthur Zanetti, Marcos Goto e Prefeitura de São Caetano

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

26/02/2021 | 13:37


A dupla formada pelo ginasta Arthur Zanetti e seu técnico Marcos Goto expôs recentemente o descontentamento com a Prefeitura de São Caetano, admitiu se sentir desprestigiada por pessoas da atual administração e reivindicou alteração nos pagamentos de seus salários, que sofreram adequações, com o corte de 50% em 2020. A administração pública, por sua vez, resolveu contra-atacar. Explicou que a diminuição é parcial, tendo como justificativa a pandemia do novo coronavírus e as consequentes adaptações nas verbas para o esporte da cidade, e foi além: revelou que Zanetti e Goto, juntos, receberam mais de R$ 1,1 milhão entre 2017 e 2020. De acordo com informações, o treinador embolsou R$ 599.196 no período, enquanto o atleta e medalhista olímpico faturou R$ 463.050. O pagamento do competidor é feito através do SERC Santa Maria, que gere a ginástica são-caetanense atendendo a chamamento público.

Treinador e ginasta reclamam ainda do fato de a Prefeitura ter diminuído de dez para oito parcelas o pagamento mensal em 2021 e que, apesar de o teto salarial ter passado de R$ 5.000 para R$ 7.000 neste ano, multiplicando-se este valor por oito e dividindo-o por 12 meses, os vencimentos caem para R$ 4.666. "Falta sensibilidade a eles. Do valor total emprenhado à ginástica, Zanetti e Marcos recebem 40%", lamentou a secretária de Esporte, Lazer e Juventude de São Caetano, Renata Trevelin. "Não é corte, é redução. Nos anos posteriores, a secretaria deve ter aporte maior para as coisas voltarem à normalidade", completou.

"A gente gostaria que isso (celeuma) fosse sanado, que eles conversassem conosco. Não queremos ninguém fora daqui. Muito pelo contrário. Reconhecemos a importância dos dois. Mas a sensibilidade é necessária neste momento que estamos passando, com pandemia, mortes, vacina, contingenciamento de valores", emendou. Ainda segundo ela, a alteração no número de parcelas está relacionado à formatação de um novo chamamento público neste ano, que fará com que o contrato entre Prefeitura e as entidades entre em vigor em abril.

Via assessoria, o técnico Marcos Goto fez apenas uma consideração. "Não sou funcionário público e não tenho dois empregos registrados", bradou ele, em referência direta à secretária Renata Trevelin, que além de comandar a pasta também é diretora esportiva e cultural do colégio Eduardo Gomes. "Em janeiro, quando soube que assumiria (a secretaria), pedi afastamento sem remuneração, que a lei me permite", justificou ela.

A secretária também falou sobre o fato de Arthur Zanetti e Marcos Goto terem outras fontes de renda. De acordo com o portal da transparência do COB (Comitê Olímpico do Brasil), nos últimos cinco meses (período no qual o Diário teve acesso para consulta) o treinador recebeu R$ 137.356, valor no qual estão inclusos férias e 13º. Ele ainda recebe quantia da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), na qual é técnico da Seleção masculina. O ginasta, por sua vez, recebe o Bolsa Pódio do governo federal no valor de R$ 11 mil (segundo publicado no Diário Oficial da União em outubro), direito de imagem da CBG (segundo fonte ouvida pelo Diário, mais R$ 30 mil), tem remuneração do PAAR (Programa Atletas de Alto Rendimento) do Ministério da Defesa) por ser atleta da Aeronáutica (de acordo com o portal da transparência do ministério, foram R$ 29.123 entre abril e setembro de 2020) e tem ainda patrocínios da Adidas e da Caixa.

"As duas pessoas têm outras fontes de renda que não só a nossa. É difícil quando se tem uma fonte apenas. Precisamos, neste momento de pandemia, em que tantas pessoas estão recebendo R$ 300 para se subsidiar, ter sensibilidade", repetiu a secretária.

Depois de toda a repercussão negativa na mídia, chegou a ser especulada a saída de Zanetti e Goto de São Caetano. Ao Diário, entretanto, o treinador negou. "Não estou nem avaliando isso. Deixei claro para todos que trabalho e com quem trabalhei que quero que Arthur se aposente em São Caetano, que não precise sair para se preparar para (a a Olimpíada de) Tóquio. Tem chance de medalhar novamente. Não cogitamos saída, tenho respeito grande pela cidade, cidade tem por nós. Estamos passando por este momento por causa da administração, não pela cidade." 

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