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Na nova temporada, Fórmula E busca estabilidade em ano de despedida de montadoras



26/02/2021 | 11:00


Após ser atingida em cheio pela pandemia e surpreendida pelo anúncio da saída de montadoras importantes, a Fórmula E inicia sua sétima temporada nesta sexta-feira buscando estabilidade, tanto no grid quanto no calendário. O campeonato de carros elétricos terá Lucas di Grassi e Sérgio Sette Câmara como representantes brasileiros na pista e maior alcance no Brasil neste ano, com transmissões tanto na TV aberta quanto na fechada.

Agora contando com status de Mundial, chancelado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o campeonato terá início com rodada dupla, o que virou tradição nos últimos anos. A cidade de Diriyah, na Arábia Saudita, vai receber as duas primeiras corridas do ano, nesta sexta-feira e no sábado, ambas com largada às 14h03 (de Brasília). Será a primeira vez que a categoria receberá provas noturnas.

A novidade, contudo, não esconde a preocupação com o que aconteceu na temporada passada, cujo calendário foi totalmente desfigurado pela pandemia. Etapas seguidas foram adiadas e, depois, canceladas. A organização precisou tomar medida drástica para finalizar o campeonato: concentrou seis corridas num mesmo local, no Aeroporto de Tempelhof, em Berlim, sem a presença de torcedores.

E a pandemia voltou a acender o sinal de alerta da F-E logo cedo em 2021. A nova temporada deveria ter iniciado no Chile, em janeiro. Mas as restrições impostas pela covid-19 atrapalhou os planos da organização e adiou a etapa sul-americana para junho. Além destas corridas, estão confirmadas apenas as provas em Roma, Valência, Mônaco e Marrakesh. A segunda metade do campeonato ainda não foi revelada, por precaução.

Nos bastidores, a instabilidade também é grande devido ao anúncio, quase simultâneo de Audi e BMW, de deixarem a categoria ao fim da nova temporada. As duas montadoras têm equipes próprias na competição e ainda fornecem unidades de potência para os times Virgin e Andretti.

"Com o anúncio das saídas de Audi e BMW, outras montadoras podem se questionar se a Fórmula E ainda é a categoria certa. O coronavírus obviamente não ajuda, mas eu acho que foi um facilitador para as saídas", diz o piloto holandês Robin Frijns, da Virgin.

Ao Estadão, Lucas di Grassi, piloto da Audi, admitiu a surpresa com o anúncio da saída da montadora. "Eu já esperava que em algum momento a Audi fosse procurar outros campeonatos. Mas me surpreende ter saído da Fórmula E. Acho que dava para fazer as duas coisas, combinando. A Audi está vindo com tantos veículos elétricos, com muita tecnologia transferida da F-E", declarou.

O brasileiro afirmou que a decisão do time alemão foi estratégica. "O automobilismo tem um ciclo. As montadoras ficam alguns anos nos campeonatos e saem. Ficamos sete anos com a Audi na F-E. Tivemos bons resultados, ganhamos campeonatos de piloto e construtores. E a Audi resolveu mudar de ciclo. Acho que é mais uma decisão estratégica do grupo do que a falta de desenvolvimento na F-E", disse o dono de um título na categoria, sem saber se seguirá na categoria em 2022.

A preocupação com a eventual saída de novas montadoras do campeonato é tanta que a direção da F-E estabeleceu uma multa no regulamento para as empresas que saírem da competição antes do fim. A categoria conta com montadoras do peso de Mercedes, Jaguar, Nissan e Porsche.

Na pista, a expectativa é de equilíbrio, após os testes coletivos de Valência, no fim do ano. "Teremos uma temporada super competitiva. Todas as equipes mostraram em Valência que evoluíram muito. Então, a gente tem praticamente todas as equipes com chances de vitória, o que deixa o campeonato muito complicado", projetou Di Grassi.

O Brasil também será representado por Sette Câmara, que foi piloto reserva da Red Bull e da AlphaTauri, da Fórmula 1, no ano passado. Felipe Massa deixou a categoria ao fim da última temporada e voltou a competir no Brasil, pela Stock Car.

Na pista, os brasileiros devem ter como maiores rivais a dupla da DS Techeetah, formada pelo português António Félix da Costa, atual campeão, e pelo francês Jean-Éric Vergne, dono de dois títulos na F-E.

Nesta temporada, os fãs brasileiros de automobilismo terão duas opções para assistir às corridas. Após ser transmitida pela Fox Sports nos últimos seis anos, a F-E será veiculada a partir de agora pelo SporTV, que não tem mais os direitos da Fórmula 1, e pela TV Cultura, que vai promover a estreia do campeonato em canais abertos no Brasil.



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Na nova temporada, Fórmula E busca estabilidade em ano de despedida de montadoras


26/02/2021 | 11:00


Após ser atingida em cheio pela pandemia e surpreendida pelo anúncio da saída de montadoras importantes, a Fórmula E inicia sua sétima temporada nesta sexta-feira buscando estabilidade, tanto no grid quanto no calendário. O campeonato de carros elétricos terá Lucas di Grassi e Sérgio Sette Câmara como representantes brasileiros na pista e maior alcance no Brasil neste ano, com transmissões tanto na TV aberta quanto na fechada.

Agora contando com status de Mundial, chancelado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o campeonato terá início com rodada dupla, o que virou tradição nos últimos anos. A cidade de Diriyah, na Arábia Saudita, vai receber as duas primeiras corridas do ano, nesta sexta-feira e no sábado, ambas com largada às 14h03 (de Brasília). Será a primeira vez que a categoria receberá provas noturnas.

A novidade, contudo, não esconde a preocupação com o que aconteceu na temporada passada, cujo calendário foi totalmente desfigurado pela pandemia. Etapas seguidas foram adiadas e, depois, canceladas. A organização precisou tomar medida drástica para finalizar o campeonato: concentrou seis corridas num mesmo local, no Aeroporto de Tempelhof, em Berlim, sem a presença de torcedores.

E a pandemia voltou a acender o sinal de alerta da F-E logo cedo em 2021. A nova temporada deveria ter iniciado no Chile, em janeiro. Mas as restrições impostas pela covid-19 atrapalhou os planos da organização e adiou a etapa sul-americana para junho. Além destas corridas, estão confirmadas apenas as provas em Roma, Valência, Mônaco e Marrakesh. A segunda metade do campeonato ainda não foi revelada, por precaução.

Nos bastidores, a instabilidade também é grande devido ao anúncio, quase simultâneo de Audi e BMW, de deixarem a categoria ao fim da nova temporada. As duas montadoras têm equipes próprias na competição e ainda fornecem unidades de potência para os times Virgin e Andretti.

"Com o anúncio das saídas de Audi e BMW, outras montadoras podem se questionar se a Fórmula E ainda é a categoria certa. O coronavírus obviamente não ajuda, mas eu acho que foi um facilitador para as saídas", diz o piloto holandês Robin Frijns, da Virgin.

Ao Estadão, Lucas di Grassi, piloto da Audi, admitiu a surpresa com o anúncio da saída da montadora. "Eu já esperava que em algum momento a Audi fosse procurar outros campeonatos. Mas me surpreende ter saído da Fórmula E. Acho que dava para fazer as duas coisas, combinando. A Audi está vindo com tantos veículos elétricos, com muita tecnologia transferida da F-E", declarou.

O brasileiro afirmou que a decisão do time alemão foi estratégica. "O automobilismo tem um ciclo. As montadoras ficam alguns anos nos campeonatos e saem. Ficamos sete anos com a Audi na F-E. Tivemos bons resultados, ganhamos campeonatos de piloto e construtores. E a Audi resolveu mudar de ciclo. Acho que é mais uma decisão estratégica do grupo do que a falta de desenvolvimento na F-E", disse o dono de um título na categoria, sem saber se seguirá na categoria em 2022.

A preocupação com a eventual saída de novas montadoras do campeonato é tanta que a direção da F-E estabeleceu uma multa no regulamento para as empresas que saírem da competição antes do fim. A categoria conta com montadoras do peso de Mercedes, Jaguar, Nissan e Porsche.

Na pista, a expectativa é de equilíbrio, após os testes coletivos de Valência, no fim do ano. "Teremos uma temporada super competitiva. Todas as equipes mostraram em Valência que evoluíram muito. Então, a gente tem praticamente todas as equipes com chances de vitória, o que deixa o campeonato muito complicado", projetou Di Grassi.

O Brasil também será representado por Sette Câmara, que foi piloto reserva da Red Bull e da AlphaTauri, da Fórmula 1, no ano passado. Felipe Massa deixou a categoria ao fim da última temporada e voltou a competir no Brasil, pela Stock Car.

Na pista, os brasileiros devem ter como maiores rivais a dupla da DS Techeetah, formada pelo português António Félix da Costa, atual campeão, e pelo francês Jean-Éric Vergne, dono de dois títulos na F-E.

Nesta temporada, os fãs brasileiros de automobilismo terão duas opções para assistir às corridas. Após ser transmitida pela Fox Sports nos últimos seis anos, a F-E será veiculada a partir de agora pelo SporTV, que não tem mais os direitos da Fórmula 1, e pela TV Cultura, que vai promover a estreia do campeonato em canais abertos no Brasil.

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