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Almirante Flávio Rocha deve substituir Wajngarten na Secom



26/02/2021 | 07:48


O presidente Jair Bolsonaro deve mudar pela terceira vez, desde o início do seu mandato, o comando da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom). Para acabar com divergências internas e tentar melhorar a comunicação do governo, o almirante Flávio Rocha deve ser o escolhido para substituir o atual secretário, Fábio Wajngarten. Rocha, amigo pessoal de Bolsonaro, chefia atualmente a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE) e, possivelmente, seguirá acumulando os dois cargos.

A mudança foi articulada para tentar por um fim nos desentendimentos na comunicação do governo, especialmente entre Wajngarten e o ministro das Comunicações, Fábio Faria. Há tempos que os dois estavam completamente desalinhados. A Secom é responsável pela comunicação oficial do governo e também pelo repasse de verbas publicitárias, o que aumenta o poder político da secretaria.

O próprio presidente tem reconhecido que a área está muito aquém do que poderia ser. Especialmente para lidar com crises de imagem, como na pandemia e também na recente demissão do presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco.

Apesar da troca, a tendência é a de que Bolsonaro mantenha Wajngarten no seu entorno, como assessor especial. Apesar do temperamento explosivo, o empresário é visto como um aliado fiel e uma pessoa inteligente, que pode seguir colaborando com o governo. Além disso, ele é muito próximo dos filhos do presidente e do grupo ligado a Olavo de Carvalho.

Com um perfil oposto, o almirante Flávio Rocha é considerado um militar conciliador e de diálogo. Sem deixar a ativa, entrou no governo no ano passado e é figura constante ao lado do presidente nos eventos do Planalto. Segundo um ministro, o almirante é "bom de jogo", fazendo a ponte política entre Bolsonaro e outros setores. No dia 7 de setembro, por exemplo, organizou em sua casa um encontro entre Bolsonaro e ministros do Supremo Tribunal Federal, como Dias Toffoli.

Nos últimos meses, Rocha ampliou sua proximidade com Fábio Faria e integrou a delegação que promoveu uma espécie de "road show" pela Ásia para avançar nas discussões sobre a adoção da tecnologia 5G. Como fala seis línguas, o almirante tem ajudado também nas conciliações diplomáticas com outros países, como foi o caso com a China. Na terça-feira, os dois se reuniram com o presidente para tratar da troca na Secom.

Se essa habilidade ajudou a somar pontos a seu favor, Rocha também já deu suas derrapadas. Foi ele quem levou para o presidente o nome de Carlos Alberto Decotelli como possível ministro da Educação. A nomeação foi cancelada após publicação de notícias de que o ex-futuro ministro tinha turbinado o próprio currículo.

Se for confirmado na Secom, o almirante será o terceiro ocupante do cargo. Antes, o posto esteve com Floriano Amorim, que ficou até abril de 2019, quando foi trocado por Wajngarten.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Almirante Flávio Rocha deve substituir Wajngarten na Secom


26/02/2021 | 07:48


O presidente Jair Bolsonaro deve mudar pela terceira vez, desde o início do seu mandato, o comando da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom). Para acabar com divergências internas e tentar melhorar a comunicação do governo, o almirante Flávio Rocha deve ser o escolhido para substituir o atual secretário, Fábio Wajngarten. Rocha, amigo pessoal de Bolsonaro, chefia atualmente a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE) e, possivelmente, seguirá acumulando os dois cargos.

A mudança foi articulada para tentar por um fim nos desentendimentos na comunicação do governo, especialmente entre Wajngarten e o ministro das Comunicações, Fábio Faria. Há tempos que os dois estavam completamente desalinhados. A Secom é responsável pela comunicação oficial do governo e também pelo repasse de verbas publicitárias, o que aumenta o poder político da secretaria.

O próprio presidente tem reconhecido que a área está muito aquém do que poderia ser. Especialmente para lidar com crises de imagem, como na pandemia e também na recente demissão do presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco.

Apesar da troca, a tendência é a de que Bolsonaro mantenha Wajngarten no seu entorno, como assessor especial. Apesar do temperamento explosivo, o empresário é visto como um aliado fiel e uma pessoa inteligente, que pode seguir colaborando com o governo. Além disso, ele é muito próximo dos filhos do presidente e do grupo ligado a Olavo de Carvalho.

Com um perfil oposto, o almirante Flávio Rocha é considerado um militar conciliador e de diálogo. Sem deixar a ativa, entrou no governo no ano passado e é figura constante ao lado do presidente nos eventos do Planalto. Segundo um ministro, o almirante é "bom de jogo", fazendo a ponte política entre Bolsonaro e outros setores. No dia 7 de setembro, por exemplo, organizou em sua casa um encontro entre Bolsonaro e ministros do Supremo Tribunal Federal, como Dias Toffoli.

Nos últimos meses, Rocha ampliou sua proximidade com Fábio Faria e integrou a delegação que promoveu uma espécie de "road show" pela Ásia para avançar nas discussões sobre a adoção da tecnologia 5G. Como fala seis línguas, o almirante tem ajudado também nas conciliações diplomáticas com outros países, como foi o caso com a China. Na terça-feira, os dois se reuniram com o presidente para tratar da troca na Secom.

Se essa habilidade ajudou a somar pontos a seu favor, Rocha também já deu suas derrapadas. Foi ele quem levou para o presidente o nome de Carlos Alberto Decotelli como possível ministro da Educação. A nomeação foi cancelada após publicação de notícias de que o ex-futuro ministro tinha turbinado o próprio currículo.

Se for confirmado na Secom, o almirante será o terceiro ocupante do cargo. Antes, o posto esteve com Floriano Amorim, que ficou até abril de 2019, quando foi trocado por Wajngarten.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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