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Um ano de terror


Do Diário do Grande ABC

25/02/2021 | 23:59


O dia 26 de fevereiro de 2020 marca o anúncio do primeiro caso de Covid-19 no Brasil. Um paulistano, recém-chegado da Itália, testou positivo para a doença. Pouco tempo depois veio a primeira vítima fatal. Passaram-se 365 dias desde a divulgação do diagnóstico e, neste período, ocorreu uma sucessão quase inacreditável de contaminações – hoje são 10.390.461 – e mais 251.498 vidas acabaram perdidas para o coronavírus.

Foi um ano terrível. Lamentável sob vários aspectos. A doença misteriosa abateu-se sobre o planeta de maneira impiedosa. Desafiou os profissionais de saúde nos cinco continentes. Gerou crise econômica, causou desemprego, fechamento de empresas e comércios.

Foi um ano de superação. Cientistas de todas as partes do mundo se empenharam na busca de um remédio que pudesse fazer frente ao vírus. Conseguiram, e em tempo recorde. Hoje existem pelo menos cinco opções de imunizantes sendo aplicados, dois deles com doses oferecidas aos brasileiros.

Foi um ano de mudanças e de descobertas. No qual as pessoas tiveram de encontrar formas de se proteger de um inimigo invisível e, mesmo assim, tentar seguir com suas vidas à espera de dias melhores. Em que palavras como empatia foram incorporadas ao vocabulário e as máscaras, às vestimentas.

Foi um ano de despedidas. Inúmeras famílias perderam parentes sem sequer ter o direito de oferecer-lhes um funeral digno.

Foi um ano de solidariedade. Em que multiplicaram-se as ações em prol dos que precisavam de ajuda.

Foi um ano de negação e de frases infelizes. Enquanto era chamada de ‘gripezinha’ e outras denominações, a doença mostrou sua face mais tenebrosa e avançou sem dó nem piedade.

Foi um ano de idas e vindas, no qual a política e os interesses de certas autoridades ofuscaram a lógica e os conhecimentos. E que alguns aproveitaram a falta de controle para lucrar com a desgraça alheia.

Não foi um ano para se esquecer. Pelo contrário. Foi um ano para se tirar lições. Para aprender com as ações e com as omissões e, quem sabe, progredir quando tudo passar.  



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Um ano de terror

Do Diário do Grande ABC

25/02/2021 | 23:59


O dia 26 de fevereiro de 2020 marca o anúncio do primeiro caso de Covid-19 no Brasil. Um paulistano, recém-chegado da Itália, testou positivo para a doença. Pouco tempo depois veio a primeira vítima fatal. Passaram-se 365 dias desde a divulgação do diagnóstico e, neste período, ocorreu uma sucessão quase inacreditável de contaminações – hoje são 10.390.461 – e mais 251.498 vidas acabaram perdidas para o coronavírus.

Foi um ano terrível. Lamentável sob vários aspectos. A doença misteriosa abateu-se sobre o planeta de maneira impiedosa. Desafiou os profissionais de saúde nos cinco continentes. Gerou crise econômica, causou desemprego, fechamento de empresas e comércios.

Foi um ano de superação. Cientistas de todas as partes do mundo se empenharam na busca de um remédio que pudesse fazer frente ao vírus. Conseguiram, e em tempo recorde. Hoje existem pelo menos cinco opções de imunizantes sendo aplicados, dois deles com doses oferecidas aos brasileiros.

Foi um ano de mudanças e de descobertas. No qual as pessoas tiveram de encontrar formas de se proteger de um inimigo invisível e, mesmo assim, tentar seguir com suas vidas à espera de dias melhores. Em que palavras como empatia foram incorporadas ao vocabulário e as máscaras, às vestimentas.

Foi um ano de despedidas. Inúmeras famílias perderam parentes sem sequer ter o direito de oferecer-lhes um funeral digno.

Foi um ano de solidariedade. Em que multiplicaram-se as ações em prol dos que precisavam de ajuda.

Foi um ano de negação e de frases infelizes. Enquanto era chamada de ‘gripezinha’ e outras denominações, a doença mostrou sua face mais tenebrosa e avançou sem dó nem piedade.

Foi um ano de idas e vindas, no qual a política e os interesses de certas autoridades ofuscaram a lógica e os conhecimentos. E que alguns aproveitaram a falta de controle para lucrar com a desgraça alheia.

Não foi um ano para se esquecer. Pelo contrário. Foi um ano para se tirar lições. Para aprender com as ações e com as omissões e, quem sabe, progredir quando tudo passar.  

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