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Brasil precisa de mais ecoparques


Do Diário do Grande ABC

25/02/2021 | 23:59


O descarte do lixo em locais inadequados é apenas o começo de um dos maiores problemas ambientais do mundo. De acordo com a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), o Brasil gerou 79 milhões de toneladas de lixo em 2020, sendo 6,3 milhões abandonadas no meio ambiente, 29 milhões jogadas em lixões e aterros controlados e 43 milhões para aterros sanitários, com consequências danosas para o ambiente e para a sociedade.

A decomposição dos resíduos descartados produz o chorume, que causa a poluição do solo e das águas subterrâneas; e o biogás, rico em metano, que contribui para o desequilíbrio do efeito estufa.

Já a remoção da vegetação afasta animais silvestres e atrai animais e insetos transmissores de doenças. E cai a qualidade de vida das pessoas que vivem no entorno, além de atrair catadores, que trabalham em condições precárias e insalubres.

A PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos) foi sancionada em 2010 e trouxe metas importantes, impactando os índices de coleta regular, coleta seletiva, reciclagem e destinação adequada dos resíduos sólidos urbanos, mas os números estão abaixo do ideal e do necessário para agregar melhoria de vida para a população.

Já existem maneiras mais eficientes de tratar o lixo, por meio da reciclagem ou reúso, em linha com a economia circular, que propõe o uso racional dos recursos, onde os resíduos de um setor são reaproveitados por outros como matéria-prima.

A criação de ecoparques é alternativa para evoluirmos na quantidade de lixo reciclado. Nessas instalações o lixo é separado, processado e transformado em produtos como recicláveis secos, resíduo para aproveitamento energético, composto, biogás/biometano e energia elétrica. O Brasil precisa evoluir na criação de ecoparques para reduzir a destinação final inadequada, como já aconteceu em diversos países na Europa.

Estamos trabalhando com a Abema (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente) na elaboração de normas dos ecoparques e as etapas do processo de transformação do resíduo, desde o ponto de coleta até a entrega do produto final para uso do consumidor.

Somente a regulamentação e a transparência das etapas dos processos relacionados poderão facilitar a estruturação deste modelo de negócios, trazendo segurança jurídica para que o mercado possa investir na criação de ecoparques.

Mario William Esper é presidente da ABNT, engenheiro civil, mestre em engenharia civil e diretor de relações institucionais da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland).


PALAVRA DO LEITOR

Inclusão social
O leitor ‘batateiro’ José Augusto da Silva, que enviou missiva, publicada neste prestigioso periódico Diário, deixa patente que está sob o viés do eugenismo, porque não quer ver pessoas em situações de vulnerabilidade e foras da lei ao lado da Biblioteca Machado de Assis, que fica no bairro do Riacho Grande, em São Bernardo (Coreto, dia 20). Reconheço que é perturbador se deparar como cenas relatadas pelo ‘diarionete’, mas temos que pressionar nossos governantes para serem mais incisivos em agilizar ações, com o escopo de melhorar a qualidade de vida desses nossos semelhantes desvalidos, porque a questão maior não é o local que ficam.
João Paulo de Oliveira
Diadema


Que país é este?
Fala-se à boca grande que o ex-juiz Moro e o procurador Deltan Dalangnol serão presos. Enquanto isso, vemos deputados e senadores fazendo farra com dinheiro público. São pegos com dinheiro na cueca, matam marido, fazem rachadinhas e nada acontece a eles. Será que vamos ver a imunidade parlamentar absolvendo ladrões e prendendo inocentes? Estou desconhecendo meu País. E vocês?
Izabel Avallone
Capital


Ouvidos moucos à saúde
O engomadinho governador de São Paulo, João Doria, dizia na frente das câmeras de TV e dos microfones dos jornalistas, desde o início da pandemia, que balizava as medidas adotadas pelo Estado no combate à pandemia à ciência, às orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e aos renomados profissionais da saúde que integram o comitê de especialistas que montou para auxiliá-lo nas decisões. Pois, então, por qual motivo ele resolveu praticamente ignorar as orientações do grupo ao anunciar medidas para tentar conter o avanço do novo coronavírus, que desde o começo do ano tem sido implacável, contaminando milhões de brasileiros, causando mais mortes do que nos meses de pico da doença em 2020. Afinal, o grupo de notáveis sugeriu ao governador a adoção de lockdown bem mais amplo do que o tal de ‘toque de restrição’, nome com o qual batizou as medidas.
Apolinário dos Anjos Costa
Santo André


Às pressas – 1
PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que blinda deputados, evitando que sejam presos, como no caso do deputado Daniel Silveira, foi aprovada às pressas na Câmara. A tramitação da proposta mostra que parcela significativa de parlamentares age por interesses corporativos. E precisa ser levado em consideração também que são muitos os projetos que estão no Congresso há muito tempo sem definição de quando serão colocados em andamento. São situações que não colaboram para manter conceito elevado de número significativo da classe política.
Uriel Villas Boas
Santos (SP)


Às pressas – 2
Com aval de Jair Bolsonaro, o investigado e já réu em duas ações presidente da Câmara, Arthur Lira, sem permitir que fosse debatido na casa, como exige emenda à Constituição, acelera para aprovar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem, ou literal PEC da Impunidade, que vai garantir a deputado ou senador, por qualquer crime que cometa, jamais ser preso, como ocorreu com Daniel Silveira. Essa PEC afronta a Nação! E, se for aprovada, vai beneficiar também Silveira, assim como todos os parlamentares eleitos nas urnas, como o réu Arthur Lira. E se o Senado também ratificar dando seu aval, certamente o STF (Supremo Tribunal Federal) será chamado a reverter essa vergonha. Em meio à dor, até aqui, de mais de 250 mil mortes pela Covid-19, sem vacinas, altíssimo nível de desemprego, aumento da pobreza, com a economia se afundando, ainda assim o nosso Parlamento se dá ao desplante de desafiar a população brasileira, o que deve também estar deixando esfuziante Bolsonaro, que também desafia nossas instituições, e para proteger a sua família, amigos e o Centrão, se nega a combater a corrupção. Ou seja, golpe completo.
Paulo Panossian
São Carlos (SP) 



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Brasil precisa de mais ecoparques

Do Diário do Grande ABC

25/02/2021 | 23:59


O descarte do lixo em locais inadequados é apenas o começo de um dos maiores problemas ambientais do mundo. De acordo com a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), o Brasil gerou 79 milhões de toneladas de lixo em 2020, sendo 6,3 milhões abandonadas no meio ambiente, 29 milhões jogadas em lixões e aterros controlados e 43 milhões para aterros sanitários, com consequências danosas para o ambiente e para a sociedade.

A decomposição dos resíduos descartados produz o chorume, que causa a poluição do solo e das águas subterrâneas; e o biogás, rico em metano, que contribui para o desequilíbrio do efeito estufa.

Já a remoção da vegetação afasta animais silvestres e atrai animais e insetos transmissores de doenças. E cai a qualidade de vida das pessoas que vivem no entorno, além de atrair catadores, que trabalham em condições precárias e insalubres.

A PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos) foi sancionada em 2010 e trouxe metas importantes, impactando os índices de coleta regular, coleta seletiva, reciclagem e destinação adequada dos resíduos sólidos urbanos, mas os números estão abaixo do ideal e do necessário para agregar melhoria de vida para a população.

Já existem maneiras mais eficientes de tratar o lixo, por meio da reciclagem ou reúso, em linha com a economia circular, que propõe o uso racional dos recursos, onde os resíduos de um setor são reaproveitados por outros como matéria-prima.

A criação de ecoparques é alternativa para evoluirmos na quantidade de lixo reciclado. Nessas instalações o lixo é separado, processado e transformado em produtos como recicláveis secos, resíduo para aproveitamento energético, composto, biogás/biometano e energia elétrica. O Brasil precisa evoluir na criação de ecoparques para reduzir a destinação final inadequada, como já aconteceu em diversos países na Europa.

Estamos trabalhando com a Abema (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente) na elaboração de normas dos ecoparques e as etapas do processo de transformação do resíduo, desde o ponto de coleta até a entrega do produto final para uso do consumidor.

Somente a regulamentação e a transparência das etapas dos processos relacionados poderão facilitar a estruturação deste modelo de negócios, trazendo segurança jurídica para que o mercado possa investir na criação de ecoparques.

Mario William Esper é presidente da ABNT, engenheiro civil, mestre em engenharia civil e diretor de relações institucionais da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland).


PALAVRA DO LEITOR

Inclusão social
O leitor ‘batateiro’ José Augusto da Silva, que enviou missiva, publicada neste prestigioso periódico Diário, deixa patente que está sob o viés do eugenismo, porque não quer ver pessoas em situações de vulnerabilidade e foras da lei ao lado da Biblioteca Machado de Assis, que fica no bairro do Riacho Grande, em São Bernardo (Coreto, dia 20). Reconheço que é perturbador se deparar como cenas relatadas pelo ‘diarionete’, mas temos que pressionar nossos governantes para serem mais incisivos em agilizar ações, com o escopo de melhorar a qualidade de vida desses nossos semelhantes desvalidos, porque a questão maior não é o local que ficam.
João Paulo de Oliveira
Diadema


Que país é este?
Fala-se à boca grande que o ex-juiz Moro e o procurador Deltan Dalangnol serão presos. Enquanto isso, vemos deputados e senadores fazendo farra com dinheiro público. São pegos com dinheiro na cueca, matam marido, fazem rachadinhas e nada acontece a eles. Será que vamos ver a imunidade parlamentar absolvendo ladrões e prendendo inocentes? Estou desconhecendo meu País. E vocês?
Izabel Avallone
Capital


Ouvidos moucos à saúde
O engomadinho governador de São Paulo, João Doria, dizia na frente das câmeras de TV e dos microfones dos jornalistas, desde o início da pandemia, que balizava as medidas adotadas pelo Estado no combate à pandemia à ciência, às orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e aos renomados profissionais da saúde que integram o comitê de especialistas que montou para auxiliá-lo nas decisões. Pois, então, por qual motivo ele resolveu praticamente ignorar as orientações do grupo ao anunciar medidas para tentar conter o avanço do novo coronavírus, que desde o começo do ano tem sido implacável, contaminando milhões de brasileiros, causando mais mortes do que nos meses de pico da doença em 2020. Afinal, o grupo de notáveis sugeriu ao governador a adoção de lockdown bem mais amplo do que o tal de ‘toque de restrição’, nome com o qual batizou as medidas.
Apolinário dos Anjos Costa
Santo André


Às pressas – 1
PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que blinda deputados, evitando que sejam presos, como no caso do deputado Daniel Silveira, foi aprovada às pressas na Câmara. A tramitação da proposta mostra que parcela significativa de parlamentares age por interesses corporativos. E precisa ser levado em consideração também que são muitos os projetos que estão no Congresso há muito tempo sem definição de quando serão colocados em andamento. São situações que não colaboram para manter conceito elevado de número significativo da classe política.
Uriel Villas Boas
Santos (SP)


Às pressas – 2
Com aval de Jair Bolsonaro, o investigado e já réu em duas ações presidente da Câmara, Arthur Lira, sem permitir que fosse debatido na casa, como exige emenda à Constituição, acelera para aprovar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem, ou literal PEC da Impunidade, que vai garantir a deputado ou senador, por qualquer crime que cometa, jamais ser preso, como ocorreu com Daniel Silveira. Essa PEC afronta a Nação! E, se for aprovada, vai beneficiar também Silveira, assim como todos os parlamentares eleitos nas urnas, como o réu Arthur Lira. E se o Senado também ratificar dando seu aval, certamente o STF (Supremo Tribunal Federal) será chamado a reverter essa vergonha. Em meio à dor, até aqui, de mais de 250 mil mortes pela Covid-19, sem vacinas, altíssimo nível de desemprego, aumento da pobreza, com a economia se afundando, ainda assim o nosso Parlamento se dá ao desplante de desafiar a população brasileira, o que deve também estar deixando esfuziante Bolsonaro, que também desafia nossas instituições, e para proteger a sua família, amigos e o Centrão, se nega a combater a corrupção. Ou seja, golpe completo.
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