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Ribeirão aumenta pedida ao Estado por hospital de campanha local

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Após sinal negativo ao envio de R$ 3 mi, cidade solicita R$ 5 mi, mas deve ser frustrada de novo


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

24/02/2021 | 08:49


O prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PL), enviou ontem ofício ao governador João Doria (PSDB) pedindo que o Estado contribua com R$ 5 milhões para custear o hospital de campanha, quantia superior à primeira investida da cidade junto ao Palácio dos Bandeirantes.

O documento foi entregue depois de, extraoficialmente, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional ter sinalizado negativamente com solicitação de envio de recursos para a cidade em pedido feito pelo deputado estadual Thiago Auricchio (PL). O parlamentar estadual havia sugerido R$ 3 milhões.

No ofício, Volpi cita que 30% dos pacientes atualmente internados no hospital de campanha são de outras cidades – Mauá, Rio Grande da Serra e Suzano – e que, diante da dificuldade financeira pela qual a Prefeitura atravessa, não é possível custear sozinho o equipamento.

O governo municipal informou que, da primeira leva de investimentos feita pela gestão estadual, restam R$ 62,4 mil, dinheiro que mantém o funcionamento até a primeira semana de março. “Denota-se, portanto, que o valor afigura-se insuficiente para a continuidade do serviço, fato que nos aflige sobremaneira, uma vez que o município encontra-se em vias de desativação do hospital de campanha, a ponto de submeter a população do Grande ABC à sua própria sorte, com prejuízos irreparáveis de muitas vidas”, escreveu o prefeito.

O documento traz ainda relato de Malek Imad, coordenador do hospital de campanha, com dados sobre o aumento da procura pelos serviços em Ribeirão ao passo em que cai a verba para manter a unidade.
Ao Diário, o governo do Estado voltou a sinalizar que não haverá novos aportes para Ribeirão custear o hospital de campanha – bem como reduziu chances de bancar unidade temporária em Mauá, para desafogar o equipamento ribeirão-pirense.

“Na pandemia, Estado e municípios seguem atuando juntos para expandir a rede, inclusive no Grande ABC. Em janeiro de 2021, foram ativados 35 leitos para Covid-19 no Hospital Estadual Mário Covas (em Santo André), sendo dez de UTI. Esta unidade e o Hospital Estadual de Diadema contam com mais de 100 leitos destinados exclusivamente à assistência aos casos da doença, sendo 45 de UTI. Ambos são referência para casos graves de coronavírus para a região. Além disso, em dezembro de 2020, o Estado repassou mais de R$ 8 milhões para fortalecer a assistência regional por meio do Hospital de Urgência de São Bernardo”, destacou.

O Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Regional, ponderou que a Região Metropolitana tem taxa de ocupação em UTI em 68,8%, portanto, com condições de atender pacientes do Grande ABC. “Todas as medidas do Plano São Paulo são discutidas com os especialistas e médicos do centro de contingência e que todas as sugestões são analisadas de forma responsável, tendo como base a saúde e a segurança de todos.” 



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Ribeirão aumenta pedida ao Estado por hospital de campanha local

Após sinal negativo ao envio de R$ 3 mi, cidade solicita R$ 5 mi, mas deve ser frustrada de novo

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

24/02/2021 | 08:49


O prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PL), enviou ontem ofício ao governador João Doria (PSDB) pedindo que o Estado contribua com R$ 5 milhões para custear o hospital de campanha, quantia superior à primeira investida da cidade junto ao Palácio dos Bandeirantes.

O documento foi entregue depois de, extraoficialmente, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional ter sinalizado negativamente com solicitação de envio de recursos para a cidade em pedido feito pelo deputado estadual Thiago Auricchio (PL). O parlamentar estadual havia sugerido R$ 3 milhões.

No ofício, Volpi cita que 30% dos pacientes atualmente internados no hospital de campanha são de outras cidades – Mauá, Rio Grande da Serra e Suzano – e que, diante da dificuldade financeira pela qual a Prefeitura atravessa, não é possível custear sozinho o equipamento.

O governo municipal informou que, da primeira leva de investimentos feita pela gestão estadual, restam R$ 62,4 mil, dinheiro que mantém o funcionamento até a primeira semana de março. “Denota-se, portanto, que o valor afigura-se insuficiente para a continuidade do serviço, fato que nos aflige sobremaneira, uma vez que o município encontra-se em vias de desativação do hospital de campanha, a ponto de submeter a população do Grande ABC à sua própria sorte, com prejuízos irreparáveis de muitas vidas”, escreveu o prefeito.

O documento traz ainda relato de Malek Imad, coordenador do hospital de campanha, com dados sobre o aumento da procura pelos serviços em Ribeirão ao passo em que cai a verba para manter a unidade.
Ao Diário, o governo do Estado voltou a sinalizar que não haverá novos aportes para Ribeirão custear o hospital de campanha – bem como reduziu chances de bancar unidade temporária em Mauá, para desafogar o equipamento ribeirão-pirense.

“Na pandemia, Estado e municípios seguem atuando juntos para expandir a rede, inclusive no Grande ABC. Em janeiro de 2021, foram ativados 35 leitos para Covid-19 no Hospital Estadual Mário Covas (em Santo André), sendo dez de UTI. Esta unidade e o Hospital Estadual de Diadema contam com mais de 100 leitos destinados exclusivamente à assistência aos casos da doença, sendo 45 de UTI. Ambos são referência para casos graves de coronavírus para a região. Além disso, em dezembro de 2020, o Estado repassou mais de R$ 8 milhões para fortalecer a assistência regional por meio do Hospital de Urgência de São Bernardo”, destacou.

O Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Regional, ponderou que a Região Metropolitana tem taxa de ocupação em UTI em 68,8%, portanto, com condições de atender pacientes do Grande ABC. “Todas as medidas do Plano São Paulo são discutidas com os especialistas e médicos do centro de contingência e que todas as sugestões são analisadas de forma responsável, tendo como base a saúde e a segurança de todos.” 

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