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Carreata exige manutenção das aulas presenciais em São Bernardo

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pais de alunos das redes pública e particular querem que educação seja considerada atividade essencial


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

24/02/2021 | 07:00


Cerca de 150 veículos participaram na noite de ontem de carreata no entorno do Paço de São Bernardo em protesto pela suspensão das aulas presenciais na rede privada e adiamento do retorno na rede pública. Decreto publicado ontem pelo prefeito Orlando Morando (PSDB) postergou de 1º para 15 de março a retomada na rede pública e suspendeu, a partir de 1º de março, as aulas presenciais na rede privada, que haviam sido retomadas em 18 de fevereiro.

A manifestação foi organizada por pais de alunos das redes públicas e privadas que defendem que a educação seja considerada atividade essencial. A justificativa da Prefeitura para a suspensão das aulas presenciais é a alta taxa de ocupação dos leitos adultos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva) destacados para Covid, que estavam 89% preenchidos ontem. A medida, aliada ao toque de recolher entre 22h e 5h, que entra em vigor sábado, faz parte da tentativa de conter o avanço da doença.

Para os pais, fechar escolas não é a melhor alternativa. “Estamos pleiteando que se mantenham as aulas que já estavam em andamento e queremos saber qual a condição das escolas públicas, se elas estão sendo preparadas de acordo com as normas sanitárias”, explicou a engenheira química Sabrina Casonato, 42 anos, uma das organizadoras da manifestação. “O que a gente nota é que como a Prefeitura não preparou as escolas municipais, resolveu suspender as aulas em todas as redes”, afirmou.

Sabrina destacou que já foi uma grande injustiça as escolas particulares retomarem as atividades presenciais antes da rede pública e que agora os pais solicitam uma resposta da administração. “Nós queremos que a escola seja vista como um serviço essencial. Que seja a primeira a abrir e a última a fechar”, completou a engenheira. O protesto seguiu até o prédio onde mora o prefeito, na Chácara Inglesa.

A Prefeitura de São Bernardo informou que as escolas da rede municipal estão totalmente preparadas para o retorno às aulas presenciais e que a suspensão das atividades tem como objetivo reduzir a circulação de professores, funcionários, pais e alunos, como maneira de minimizar as formas de contágio pelo coronavírus.

Os prefeitos das cidades do Grande ABC se reúnem hoje no Consórcio Intermunicipal para discutir a possibilidade de aumentar medidas de restrição nos municípios, à luz das mudanças que devem ser anunciadas pelo governo estadual também hoje. “Nós vamos ver o que o Estado definir, debater com os demais prefeitos do Consórcio e seguir uma linha enquanto região. Uma medida tomada sozinha tem menos eficácia do que uma medida coletiva”, destacou o prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT).

LEITOS
O deputado estadual Thiago Auricchio (PL) enviou ofício ao governo estadual solicitando recursos para ampliação dos leitos de UTI no Grande ABC. Essa é a segunda vez em menos de três dias que o parlamentar apresenta esse pleito ao Estado. Na sexta-feira o deputado havia solicitado repasses para a manutenção do hospital de campanha de Ribeirão Pires, que tem 87,5% dos leitos ocupados.

Questionado sobre apoio às cidades com ampliação de vagas, o Ministério da Saúde afirmou que o pedido de habilitação para o custeio dos leitos Covid-19 é feito pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde, que garantem a estrutura necessária para o funcionamento destas unidades, como o quadro de funcionários. A pasta realiza o repasse de recursos por 90 dias ou enquanto houver necessidade de apoio.

Já o governo estadual informou que a rede de leitos na Região Metropolitana é robusta e conta com 68,8% de ocupação nas UTIs, mas que é importante a colaboração da população neste momento com as medidas de prevenção.

Em Mauá, sindicato pede aulas on-line

Representantes da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) das subsedes de Mauá e Ribeirão Pires realizaram ontem protesto na Diretoria Regional de Ensino de Mauá, cobrando a suspensão das aulas presenciais e a manutenção do ensino on-line.

Segundo levantamento da Apeoesp, 18 funcionários entre professores e demais servidores em 15 escolas de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra foram contaminados pela Covid. Dez casos aguardam resultados de exames.

A alegação é a de que as contaminações ocorreram após a retomada das atividades presenciais nas escolas da rede. No Grande ABC, com exceção de São Caetano, as demais cidades ainda não estão recebendo alunos, mas as equipes estão nas unidades escolares desde o dia 29 de janeiro.

Os docentes reivindicam a manutenção das aulas à distância até que os profissionais de educação tenham sido vacinados. “Nas escolas onde os casos estão sendo confirmados, só é afastado quem está com sintomas e não tem teste para identificar os assintomáticos”, reclamou a diretora da sub-sede de Mauá, Rita de Cassia Cardoso.

Coordenadora da sub-sede de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Neusa Nakano esteve com o prefeito de Rio Grande da Serra, Claudinho da Geladeira (Podemos) para pedir que as aulas presenciais sejam suspensas.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação informou que segue os protocolos definidos por autoridades de saúde e preserva a segurança de professores, servidores e alunos, mas não respondeu sobre a disponibilidade de testes para os professores onde há casos confirmados. A pasta destacou que notificações de casos de Covid são de responsabilidade da área de saúde. A secretaria reforçou que as unidades estão preparadas para às aulas presenciais, de acordo com as orientações do Plano São Paulo e que a necessidade de fechamento de alguma escola por casos de contaminação segue orientação dos órgãos de saúde. A pasta não confirmou se reconhece os dados apresentados pela Apeoesp.  



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Carreata exige manutenção das aulas presenciais em São Bernardo

Pais de alunos das redes pública e particular querem que educação seja considerada atividade essencial

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

24/02/2021 | 07:00


Cerca de 150 veículos participaram na noite de ontem de carreata no entorno do Paço de São Bernardo em protesto pela suspensão das aulas presenciais na rede privada e adiamento do retorno na rede pública. Decreto publicado ontem pelo prefeito Orlando Morando (PSDB) postergou de 1º para 15 de março a retomada na rede pública e suspendeu, a partir de 1º de março, as aulas presenciais na rede privada, que haviam sido retomadas em 18 de fevereiro.

A manifestação foi organizada por pais de alunos das redes públicas e privadas que defendem que a educação seja considerada atividade essencial. A justificativa da Prefeitura para a suspensão das aulas presenciais é a alta taxa de ocupação dos leitos adultos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva) destacados para Covid, que estavam 89% preenchidos ontem. A medida, aliada ao toque de recolher entre 22h e 5h, que entra em vigor sábado, faz parte da tentativa de conter o avanço da doença.

Para os pais, fechar escolas não é a melhor alternativa. “Estamos pleiteando que se mantenham as aulas que já estavam em andamento e queremos saber qual a condição das escolas públicas, se elas estão sendo preparadas de acordo com as normas sanitárias”, explicou a engenheira química Sabrina Casonato, 42 anos, uma das organizadoras da manifestação. “O que a gente nota é que como a Prefeitura não preparou as escolas municipais, resolveu suspender as aulas em todas as redes”, afirmou.

Sabrina destacou que já foi uma grande injustiça as escolas particulares retomarem as atividades presenciais antes da rede pública e que agora os pais solicitam uma resposta da administração. “Nós queremos que a escola seja vista como um serviço essencial. Que seja a primeira a abrir e a última a fechar”, completou a engenheira. O protesto seguiu até o prédio onde mora o prefeito, na Chácara Inglesa.

A Prefeitura de São Bernardo informou que as escolas da rede municipal estão totalmente preparadas para o retorno às aulas presenciais e que a suspensão das atividades tem como objetivo reduzir a circulação de professores, funcionários, pais e alunos, como maneira de minimizar as formas de contágio pelo coronavírus.

Os prefeitos das cidades do Grande ABC se reúnem hoje no Consórcio Intermunicipal para discutir a possibilidade de aumentar medidas de restrição nos municípios, à luz das mudanças que devem ser anunciadas pelo governo estadual também hoje. “Nós vamos ver o que o Estado definir, debater com os demais prefeitos do Consórcio e seguir uma linha enquanto região. Uma medida tomada sozinha tem menos eficácia do que uma medida coletiva”, destacou o prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT).

LEITOS
O deputado estadual Thiago Auricchio (PL) enviou ofício ao governo estadual solicitando recursos para ampliação dos leitos de UTI no Grande ABC. Essa é a segunda vez em menos de três dias que o parlamentar apresenta esse pleito ao Estado. Na sexta-feira o deputado havia solicitado repasses para a manutenção do hospital de campanha de Ribeirão Pires, que tem 87,5% dos leitos ocupados.

Questionado sobre apoio às cidades com ampliação de vagas, o Ministério da Saúde afirmou que o pedido de habilitação para o custeio dos leitos Covid-19 é feito pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde, que garantem a estrutura necessária para o funcionamento destas unidades, como o quadro de funcionários. A pasta realiza o repasse de recursos por 90 dias ou enquanto houver necessidade de apoio.

Já o governo estadual informou que a rede de leitos na Região Metropolitana é robusta e conta com 68,8% de ocupação nas UTIs, mas que é importante a colaboração da população neste momento com as medidas de prevenção.

Em Mauá, sindicato pede aulas on-line

Representantes da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) das subsedes de Mauá e Ribeirão Pires realizaram ontem protesto na Diretoria Regional de Ensino de Mauá, cobrando a suspensão das aulas presenciais e a manutenção do ensino on-line.

Segundo levantamento da Apeoesp, 18 funcionários entre professores e demais servidores em 15 escolas de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra foram contaminados pela Covid. Dez casos aguardam resultados de exames.

A alegação é a de que as contaminações ocorreram após a retomada das atividades presenciais nas escolas da rede. No Grande ABC, com exceção de São Caetano, as demais cidades ainda não estão recebendo alunos, mas as equipes estão nas unidades escolares desde o dia 29 de janeiro.

Os docentes reivindicam a manutenção das aulas à distância até que os profissionais de educação tenham sido vacinados. “Nas escolas onde os casos estão sendo confirmados, só é afastado quem está com sintomas e não tem teste para identificar os assintomáticos”, reclamou a diretora da sub-sede de Mauá, Rita de Cassia Cardoso.

Coordenadora da sub-sede de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Neusa Nakano esteve com o prefeito de Rio Grande da Serra, Claudinho da Geladeira (Podemos) para pedir que as aulas presenciais sejam suspensas.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação informou que segue os protocolos definidos por autoridades de saúde e preserva a segurança de professores, servidores e alunos, mas não respondeu sobre a disponibilidade de testes para os professores onde há casos confirmados. A pasta destacou que notificações de casos de Covid são de responsabilidade da área de saúde. A secretaria reforçou que as unidades estão preparadas para às aulas presenciais, de acordo com as orientações do Plano São Paulo e que a necessidade de fechamento de alguma escola por casos de contaminação segue orientação dos órgãos de saúde. A pasta não confirmou se reconhece os dados apresentados pela Apeoesp.  

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