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Sindicato emite nota de repúdio após suspensão das aulas presenciais em São Bernardo

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Texto afirma que decisão vai contra evidências científicas, pesquisas e observações médicas


Do dgabc.com.br

23/02/2021 | 11:17


O Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo) emitiu nota de repúdio contra a decisão da Prefeitura de São Bernardo que adiou o retorno das aulas presenciais nas escolas municipais e estaduais, além de interromper a autorização concedida para os colégios particulares, que reabriram as portas na semana passada e terão de fechar a partir de 1º de março. A justificativa da administração municipal foi o aumento na ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na cidade, que atingiu 87%. "Não são as crianças as vilãs do repentino aumento de casos de Covid-19 ou da maior ocupação de leitos de UTI. Pelo contrário: já está mais do que provado, no mundo inteiro, que as crianças se contaminam muito pouco e raramente transmitem a doença. E, mesmo contra todas as evidências científicas, pesquisas e observações médicas, além de estudos em escolas na Alemanha, França e outros países, mais uma vez uma autoridade municipal se vale de atitudes provadamente ineficazes e altamente danosas à saúde mental e física das crianças, alegando tratar-se de um problema de saúde", diz trecho da nota.

“Novamente são as crianças e as famílias dos alunos chamadas a pagar o preço da gestão pública ineficiente, pois o lockdown anunciado é somente contra as crianças, já que elas terão de continuar confinadas em casa. Enquanto isso, bares, buffets, academias, shoppings, todo o comércio de rua e toda a indústria, parques públicos, enfim, a cidade inteira pode continuar aberta", acrescentou o presidente do Sieeesp, Benjamin Ribeiro da Silva.

Além de suspender as aulas presenciais até que uma nova avaliação seja realizada no sistema de saúde municipal, São Bernardo também decretou toque de recolher a partir de sábado. Com isso, das 22h às 5h só podem funcionar na cidade centros médicos e farmácias. Nem mesmo postos de gasolina vão ter autorização de abrir neste período. Segundo o chefe do Executivo, essa ordem é por tempo indeterminado.

Confira a nota de repúdio na íntegra:

"O SIEEESP - Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo – repudia veementemente as informações que dão conta de que a Prefeitura de São Bernardo do Campo pretende postergar, mais uma vez, o retorno às aulas na rede particular de ensino básico da cidade para 15 de março. Não são as crianças as vilãs do repentino aumento de casos de Covid-19 ou da maior ocupação de leitos de UTI. Pelo contrário: já está mais do que provado, no mundo inteiro, que as crianças se contaminam muito pouco e raramente transmitem a doença. E, mesmo contra todas as evidências científicas, pesquisas e observações médicas, além de estudos em escolas na Alemanha, França e outros países, mais uma vez uma autoridade municipal se vale de atitudes provadamente ineficazes e altamente danosas à saúde mental e física das crianças, alegando tratar-se de um problema de saúde.

“Novamente são as crianças e as famílias dos alunos chamadas a pagar o preço da gestão pública ineficiente, pois o lockdown anunciado é somente contra as crianças, já que elas terão de continuar confinadas em casa. Enquanto isso, bares, buffets, academias, shoppings, todo o comércio de rua e toda a indústria, parques públicos, enfim, a cidade inteira pode continuar aberta. A escola não: fica fechada”, afirma o presidente do SIEEESP, Benjamin Ribeiro da Silva.

“Mais um fechamento das escolas não vai desocupar leitos em enfermarias e hospitais; não vai liberar leitos em UTI’s, nem vai fazer baixar o contágio da doença. Não vai ter nenhuma mágica aqui. Isso é vender ilusão, contra a verdade científica. Mais uma vez. Até quando?”, finaliza.

“Mais um fechamento das escolas não vai desocupar leitos em enfermarias e hospitais; não vai liberar leitos em UTI’s, nem vai fazer baixar o contágio da doença. Não vai ter nenhuma mágica aqui. Isso é vender ilusão, contra a verdade científica. Mais uma vez. Até quando?”, finaliza." 



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Sindicato emite nota de repúdio após suspensão das aulas presenciais em São Bernardo

Texto afirma que decisão vai contra evidências científicas, pesquisas e observações médicas

Do dgabc.com.br

23/02/2021 | 11:17


O Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo) emitiu nota de repúdio contra a decisão da Prefeitura de São Bernardo que adiou o retorno das aulas presenciais nas escolas municipais e estaduais, além de interromper a autorização concedida para os colégios particulares, que reabriram as portas na semana passada e terão de fechar a partir de 1º de março. A justificativa da administração municipal foi o aumento na ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na cidade, que atingiu 87%. "Não são as crianças as vilãs do repentino aumento de casos de Covid-19 ou da maior ocupação de leitos de UTI. Pelo contrário: já está mais do que provado, no mundo inteiro, que as crianças se contaminam muito pouco e raramente transmitem a doença. E, mesmo contra todas as evidências científicas, pesquisas e observações médicas, além de estudos em escolas na Alemanha, França e outros países, mais uma vez uma autoridade municipal se vale de atitudes provadamente ineficazes e altamente danosas à saúde mental e física das crianças, alegando tratar-se de um problema de saúde", diz trecho da nota.

“Novamente são as crianças e as famílias dos alunos chamadas a pagar o preço da gestão pública ineficiente, pois o lockdown anunciado é somente contra as crianças, já que elas terão de continuar confinadas em casa. Enquanto isso, bares, buffets, academias, shoppings, todo o comércio de rua e toda a indústria, parques públicos, enfim, a cidade inteira pode continuar aberta", acrescentou o presidente do Sieeesp, Benjamin Ribeiro da Silva.

Além de suspender as aulas presenciais até que uma nova avaliação seja realizada no sistema de saúde municipal, São Bernardo também decretou toque de recolher a partir de sábado. Com isso, das 22h às 5h só podem funcionar na cidade centros médicos e farmácias. Nem mesmo postos de gasolina vão ter autorização de abrir neste período. Segundo o chefe do Executivo, essa ordem é por tempo indeterminado.

Confira a nota de repúdio na íntegra:

"O SIEEESP - Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo – repudia veementemente as informações que dão conta de que a Prefeitura de São Bernardo do Campo pretende postergar, mais uma vez, o retorno às aulas na rede particular de ensino básico da cidade para 15 de março. Não são as crianças as vilãs do repentino aumento de casos de Covid-19 ou da maior ocupação de leitos de UTI. Pelo contrário: já está mais do que provado, no mundo inteiro, que as crianças se contaminam muito pouco e raramente transmitem a doença. E, mesmo contra todas as evidências científicas, pesquisas e observações médicas, além de estudos em escolas na Alemanha, França e outros países, mais uma vez uma autoridade municipal se vale de atitudes provadamente ineficazes e altamente danosas à saúde mental e física das crianças, alegando tratar-se de um problema de saúde.

“Novamente são as crianças e as famílias dos alunos chamadas a pagar o preço da gestão pública ineficiente, pois o lockdown anunciado é somente contra as crianças, já que elas terão de continuar confinadas em casa. Enquanto isso, bares, buffets, academias, shoppings, todo o comércio de rua e toda a indústria, parques públicos, enfim, a cidade inteira pode continuar aberta. A escola não: fica fechada”, afirma o presidente do SIEEESP, Benjamin Ribeiro da Silva.

“Mais um fechamento das escolas não vai desocupar leitos em enfermarias e hospitais; não vai liberar leitos em UTI’s, nem vai fazer baixar o contágio da doença. Não vai ter nenhuma mágica aqui. Isso é vender ilusão, contra a verdade científica. Mais uma vez. Até quando?”, finaliza.

“Mais um fechamento das escolas não vai desocupar leitos em enfermarias e hospitais; não vai liberar leitos em UTI’s, nem vai fazer baixar o contágio da doença. Não vai ter nenhuma mágica aqui. Isso é vender ilusão, contra a verdade científica. Mais uma vez. Até quando?”, finaliza." 

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