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Dúvidas e certezas


Do Diário do Grande ABC

22/02/2021 | 23:59


Pelo andar da carruagem dos números, decisões ou quase decisões de prefeitos, o novo coronavírus voltou a mostrar sua força e letalidade ao Grande ABC, o que serve também para lembrar a todos que ainda não foi vencido, como muita gente parece acreditar após a chegada da vacina e flexibilização de regras. Se em algum momento houve intenção de alguém do poder público querer mascarar a situação, aparentemente, agora não há mais como esconder que o momento é de risco, inclusive porque há expressivo aumento no número de casos e também de mortes, além de a ocupação de leitos de UTI estar no limite em parte das cidades da região.

Não fosse assim, o comandante em chefe de São Bernardo não teria decidido adiar do dia 1º para 15 de março a retomada das aulas presenciais nas escolas municipais e estaduais, além de suspender o funcionamento das particulares – tinham voltado há menos de uma semana – até a mesma data.

Para além disso, a administração do prefeito Orlando Morando adotará medida ainda mais drástica a partir de sábado, quando será implantado toque de recolher entre 22h e 5h. Regra, por ora, sem prazo para acabar.

Se há preocupação em evitar que estudantes voltem às escolas a fim de impedir a proliferação do vírus, há que se perguntar por que o governo do Estado autorizou bares e restaurantes a servirem bebida alcoólica até as 22h, obviamente permissão que significa estabelecimentos lotados, sem respeito ao distanciamento físico e ao uso de máscara. Não se discute a importância de tal medida para a sobrevivência do negócio e manutenção de empregos. No entanto, acima de tudo está a vida.

Vida que poderá estar ainda mais ameaçada na região com a possibilidade de Ribeirão Pires descontinuar o hospital de campanha, porque sozinho o município não terá como arcar com os custos, como afirma o prefeito Clóvis Volpi. É ele quem admite que deverá fechar o equipamento, caso não tenha ajuda do Estado ou mesmo de cidades vizinhas, como Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, municípios dos quais recebe pacientes de Covid-19, para pagar a conta. 



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Dúvidas e certezas

Do Diário do Grande ABC

22/02/2021 | 23:59


Pelo andar da carruagem dos números, decisões ou quase decisões de prefeitos, o novo coronavírus voltou a mostrar sua força e letalidade ao Grande ABC, o que serve também para lembrar a todos que ainda não foi vencido, como muita gente parece acreditar após a chegada da vacina e flexibilização de regras. Se em algum momento houve intenção de alguém do poder público querer mascarar a situação, aparentemente, agora não há mais como esconder que o momento é de risco, inclusive porque há expressivo aumento no número de casos e também de mortes, além de a ocupação de leitos de UTI estar no limite em parte das cidades da região.

Não fosse assim, o comandante em chefe de São Bernardo não teria decidido adiar do dia 1º para 15 de março a retomada das aulas presenciais nas escolas municipais e estaduais, além de suspender o funcionamento das particulares – tinham voltado há menos de uma semana – até a mesma data.

Para além disso, a administração do prefeito Orlando Morando adotará medida ainda mais drástica a partir de sábado, quando será implantado toque de recolher entre 22h e 5h. Regra, por ora, sem prazo para acabar.

Se há preocupação em evitar que estudantes voltem às escolas a fim de impedir a proliferação do vírus, há que se perguntar por que o governo do Estado autorizou bares e restaurantes a servirem bebida alcoólica até as 22h, obviamente permissão que significa estabelecimentos lotados, sem respeito ao distanciamento físico e ao uso de máscara. Não se discute a importância de tal medida para a sobrevivência do negócio e manutenção de empregos. No entanto, acima de tudo está a vida.

Vida que poderá estar ainda mais ameaçada na região com a possibilidade de Ribeirão Pires descontinuar o hospital de campanha, porque sozinho o município não terá como arcar com os custos, como afirma o prefeito Clóvis Volpi. É ele quem admite que deverá fechar o equipamento, caso não tenha ajuda do Estado ou mesmo de cidades vizinhas, como Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, municípios dos quais recebe pacientes de Covid-19, para pagar a conta. 

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