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Vacinação e profissionais de limpeza


Do Diário do Grande ABC

22/02/2021 | 23:59


A pandemia do novo coronavírus nos trouxe série de lições valiosas sobre reconhecimento e valorização de profissões que, muitas vezes, passam despercebidas no cotidiano das grandes cidades. E colocou em nova e merecida perspectiva a atuação de profissionais de limpeza.

Como é significativo ver essa nova perspectiva se espalhando pelo Brasil a cada vez que uma dose da vacina é aplicada em trabalhador do setor de limpeza. Esses profissionais estão atuando incansavelmente desde o início da pandemia no combate à disseminação da Covid-19. Nos hospitais, são eles que proporcionam a higienização tão necessária para garantir as melhores condições sanitárias ao ambiente. Assim como seus colegas da saúde, eles encaram plantões que avançam por dias e noites em nome de uma missão.

Bons exemplos não faltam para acelerar esse processo de valorização e reconhecimento. É o caso da encarregada de limpeza Neura Cordeiro Barbosa, que atua no Hospital do Trabalhador, em Curitiba. Essa profissional, que trabalha há quase dois anos na instituição, foi uma das primeiras pessoas a receber a vacina no Paraná, assim que as primeiras doses foram disponibilizadas pela Secretaria de Saúde. Essa profissional, tal como inúmeros colegas, está atuando junto aos profissionais da saúde da linha de frente. Vaciná-la é ato simbólico muito importante para que a sociedade compreenda o quanto os trabalhadores da limpeza, asseio e conservação são essenciais.

E isso não apenas durante a pandemia e não apenas dentro dos hospitais e outras unidades de saúde. A limpeza e desinfecção correta dos ambientes são indispensáveis para todos nós. Todos somos beneficiados quando os espaços de convivência e circulação coletiva são corretamente higienizados e desinfetados.

Ninguém nasce sabendo limpar, essa é crença ultrapassada. Para que os ambientes realmente fiquem livres de contaminação, é necessário aplicar técnicas específicas com os equipamentos adequados e os produtos corretos. Só quem pode realizar esse trabalho com excelência são os especialistas em limpeza, profissionais devidamente capacitados para essa função.

Não à toa o serviço prestado por esses profissionais foi, em 2020, reconhecido como essencial no Brasil. A iniciativa de proteger a saúde dessas pessoas valorosas é louvável e precisa se expandir, no momento adequado, para os profissionais de limpeza que atuam fora do ambiente hospitalar. Esses trabalhadores também não pararam um só dia, garantindo nosso bem-estar e nos possibilitando estar em ambientes sempre saudáveis.


Cássia Almeida é superintendente executiva da Facop (Fundação de Asseio e Conservação, Serviços Especializados e Facilities).


PALAVRA DO LEITOR

Vexame
Que vexame a prisão do deputado pela Polícia Federal! Deveria ter sido contido. Para os bons entendedores: o que preocupa mais hoje já não são mais os ‘pastores’ e ‘mitos’, mas, sim, as ovelhas seguidoras. Que estrago podem fazer por todo o País. Esse bombado (Daniel Silveira), por exemplo, teve 31.789 votos.
Evaristo de Carvalho Neto
Santo André

Aprovo!
Subscrevo a irretocável missiva publicada neste prestigioso Diário enviada pelo ‘diarionete’ Paulo Panossian (Armas e vacina, dia 18). Fora, Bolsonaro.
João Paulo de Oliveira
Diadema


Eduardo Leite
Merece cumprimentos o vereador Eduardo Leite (Política, dia 20), determinado a votar segundo o que entende melhor para o município e não contra simplesmente por estar na oposição. É o que o eleitor espera de todos os políticos, não importa por qual partido se elegeram.
Nevino Antonio Rocco
São Bernardo

Supersalários – 1
No Editorial (Opinião, dia 21), este Diário afirma que a sociedade deveria pressionar o Congresso para que saia a reforma administrativa. Concordo. Sou servidor público e também sinto vergonha que poucos ganhem muito, enquanto a maioria dos servidores não ganha mais que R$ 3.000 ao mês, sem FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) nem auxílio-desemprego. O problema é que a reforma administrativa deixará de fora justamente os servidores dos poderes Judiciário e Legislativo, os que têm supersalários. Os servidores do Executivo são mal remunerados, ganhando abaixo do que paga a iniciativa privada. Conclusão: a reforma administrativa é oportunista, populista, hipócrita e contraditória, já que os que ganham menos terão 25% de desconto nos seus salários e, os que ganham mais, continuarão ganhando mais, onde o de cima sobe e o de baixo desce. O que ganho no ano todo é menos do que um juiz ou parlamentar recebe por mês.
Roberto L. Gabriele
Santo André

Supersalários – 2
Vergonha que não tem dimensões o que mostra a reportagem neste Diário sobre os supersalários das câmaras municipais (Política, dia 21). Vergonha por quanto cada um dos citados no gráfico ganha, seja em salários ou aposentadorias. Será, por exemplo, que o senhor João Francisco de Abreu Hildebrand, aposentado do Legislativo de São Caetano, não tem vergonha para comentar com seus filhos e netos que todo mês recebe em sua conta bancária R$ 97.148,38, dinheiro sagrado oriundo dos cofres públicos, produto da alta carga tributária que os munícipes são obrigados a pagar? Está certo que essa vergonha está amparada na legislação em vigor. Ou seja, pagar quase R$ 100 mil de aposentadoria, com dinheiro dos contribuintes, é legal. Mas é preciso que essa gente entenda que é imoral. E essa reportagem neste Diário vem justamente em época de crise, onde famílias choram pelas mortes de seus entes queridos, causadas pela Covid-19 ou que encontram-se internados e onde políticos batem o pé com firmeza, exigindo que o presidente da República pague o tal de auxílio emergencial.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Festa! Viva!
Dia 20, desde a saída da casa do meu pai rumo ao local da vacinação, foi um acontecimento. Os feirantes do Parque das Nações, que por tanto tempo ficaram sem vê-lo por conta da pandemia, se aproximavam – mantendo distância – emocionados, fazendo piadas, falando do quanto o amavam, sentiam falta dele; outros até choravam. Enfim, meu pai é amado demais em Santo André e no nosso bairro. Até chegarmos ao carro foi trabalho, pois parecia que Cartola estava em terra. Será? Não, era o Ciciá Oliveira mesmo, na passarela. Já no posto de vacinação, uma festa, afinal, meu pai continua sendo, aos 85 anos, totalmente debochado. Foi só risada. E eu? Eu, debochada igualzinho ao meu pai, já estacionei o carro diante das enfermeiras festejando e cantando ‘é hoje o dia, da alegria, e a tristeza, nem pode pensar em chegar’. Pronto, gelo quebrado, emoção e alegria compartilhadas a se estender até a segunda dose. Sinceramente, torcendo para que ela aconteça, pois o que ouvi lá não me deixou segura disso. Mas deixarei essa parte para outro momento, afinal, meu pai foi vacinado! Gratidão!
Kiusam de Oliveira
Santo André 



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Vacinação e profissionais de limpeza

Do Diário do Grande ABC

22/02/2021 | 23:59


A pandemia do novo coronavírus nos trouxe série de lições valiosas sobre reconhecimento e valorização de profissões que, muitas vezes, passam despercebidas no cotidiano das grandes cidades. E colocou em nova e merecida perspectiva a atuação de profissionais de limpeza.

Como é significativo ver essa nova perspectiva se espalhando pelo Brasil a cada vez que uma dose da vacina é aplicada em trabalhador do setor de limpeza. Esses profissionais estão atuando incansavelmente desde o início da pandemia no combate à disseminação da Covid-19. Nos hospitais, são eles que proporcionam a higienização tão necessária para garantir as melhores condições sanitárias ao ambiente. Assim como seus colegas da saúde, eles encaram plantões que avançam por dias e noites em nome de uma missão.

Bons exemplos não faltam para acelerar esse processo de valorização e reconhecimento. É o caso da encarregada de limpeza Neura Cordeiro Barbosa, que atua no Hospital do Trabalhador, em Curitiba. Essa profissional, que trabalha há quase dois anos na instituição, foi uma das primeiras pessoas a receber a vacina no Paraná, assim que as primeiras doses foram disponibilizadas pela Secretaria de Saúde. Essa profissional, tal como inúmeros colegas, está atuando junto aos profissionais da saúde da linha de frente. Vaciná-la é ato simbólico muito importante para que a sociedade compreenda o quanto os trabalhadores da limpeza, asseio e conservação são essenciais.

E isso não apenas durante a pandemia e não apenas dentro dos hospitais e outras unidades de saúde. A limpeza e desinfecção correta dos ambientes são indispensáveis para todos nós. Todos somos beneficiados quando os espaços de convivência e circulação coletiva são corretamente higienizados e desinfetados.

Ninguém nasce sabendo limpar, essa é crença ultrapassada. Para que os ambientes realmente fiquem livres de contaminação, é necessário aplicar técnicas específicas com os equipamentos adequados e os produtos corretos. Só quem pode realizar esse trabalho com excelência são os especialistas em limpeza, profissionais devidamente capacitados para essa função.

Não à toa o serviço prestado por esses profissionais foi, em 2020, reconhecido como essencial no Brasil. A iniciativa de proteger a saúde dessas pessoas valorosas é louvável e precisa se expandir, no momento adequado, para os profissionais de limpeza que atuam fora do ambiente hospitalar. Esses trabalhadores também não pararam um só dia, garantindo nosso bem-estar e nos possibilitando estar em ambientes sempre saudáveis.


Cássia Almeida é superintendente executiva da Facop (Fundação de Asseio e Conservação, Serviços Especializados e Facilities).


PALAVRA DO LEITOR

Vexame
Que vexame a prisão do deputado pela Polícia Federal! Deveria ter sido contido. Para os bons entendedores: o que preocupa mais hoje já não são mais os ‘pastores’ e ‘mitos’, mas, sim, as ovelhas seguidoras. Que estrago podem fazer por todo o País. Esse bombado (Daniel Silveira), por exemplo, teve 31.789 votos.
Evaristo de Carvalho Neto
Santo André

Aprovo!
Subscrevo a irretocável missiva publicada neste prestigioso Diário enviada pelo ‘diarionete’ Paulo Panossian (Armas e vacina, dia 18). Fora, Bolsonaro.
João Paulo de Oliveira
Diadema


Eduardo Leite
Merece cumprimentos o vereador Eduardo Leite (Política, dia 20), determinado a votar segundo o que entende melhor para o município e não contra simplesmente por estar na oposição. É o que o eleitor espera de todos os políticos, não importa por qual partido se elegeram.
Nevino Antonio Rocco
São Bernardo

Supersalários – 1
No Editorial (Opinião, dia 21), este Diário afirma que a sociedade deveria pressionar o Congresso para que saia a reforma administrativa. Concordo. Sou servidor público e também sinto vergonha que poucos ganhem muito, enquanto a maioria dos servidores não ganha mais que R$ 3.000 ao mês, sem FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) nem auxílio-desemprego. O problema é que a reforma administrativa deixará de fora justamente os servidores dos poderes Judiciário e Legislativo, os que têm supersalários. Os servidores do Executivo são mal remunerados, ganhando abaixo do que paga a iniciativa privada. Conclusão: a reforma administrativa é oportunista, populista, hipócrita e contraditória, já que os que ganham menos terão 25% de desconto nos seus salários e, os que ganham mais, continuarão ganhando mais, onde o de cima sobe e o de baixo desce. O que ganho no ano todo é menos do que um juiz ou parlamentar recebe por mês.
Roberto L. Gabriele
Santo André

Supersalários – 2
Vergonha que não tem dimensões o que mostra a reportagem neste Diário sobre os supersalários das câmaras municipais (Política, dia 21). Vergonha por quanto cada um dos citados no gráfico ganha, seja em salários ou aposentadorias. Será, por exemplo, que o senhor João Francisco de Abreu Hildebrand, aposentado do Legislativo de São Caetano, não tem vergonha para comentar com seus filhos e netos que todo mês recebe em sua conta bancária R$ 97.148,38, dinheiro sagrado oriundo dos cofres públicos, produto da alta carga tributária que os munícipes são obrigados a pagar? Está certo que essa vergonha está amparada na legislação em vigor. Ou seja, pagar quase R$ 100 mil de aposentadoria, com dinheiro dos contribuintes, é legal. Mas é preciso que essa gente entenda que é imoral. E essa reportagem neste Diário vem justamente em época de crise, onde famílias choram pelas mortes de seus entes queridos, causadas pela Covid-19 ou que encontram-se internados e onde políticos batem o pé com firmeza, exigindo que o presidente da República pague o tal de auxílio emergencial.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Festa! Viva!
Dia 20, desde a saída da casa do meu pai rumo ao local da vacinação, foi um acontecimento. Os feirantes do Parque das Nações, que por tanto tempo ficaram sem vê-lo por conta da pandemia, se aproximavam – mantendo distância – emocionados, fazendo piadas, falando do quanto o amavam, sentiam falta dele; outros até choravam. Enfim, meu pai é amado demais em Santo André e no nosso bairro. Até chegarmos ao carro foi trabalho, pois parecia que Cartola estava em terra. Será? Não, era o Ciciá Oliveira mesmo, na passarela. Já no posto de vacinação, uma festa, afinal, meu pai continua sendo, aos 85 anos, totalmente debochado. Foi só risada. E eu? Eu, debochada igualzinho ao meu pai, já estacionei o carro diante das enfermeiras festejando e cantando ‘é hoje o dia, da alegria, e a tristeza, nem pode pensar em chegar’. Pronto, gelo quebrado, emoção e alegria compartilhadas a se estender até a segunda dose. Sinceramente, torcendo para que ela aconteça, pois o que ouvi lá não me deixou segura disso. Mas deixarei essa parte para outro momento, afinal, meu pai foi vacinado! Gratidão!
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