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Combate à Covid-19 custou R$ 109 milhões em janeiro

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Valor empenhado pela região só neste ano já é maior que toda a receita de Rio Grande em 2020


Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

22/02/2021 | 00:01


Levantamento feito pelo Diário mostra que as sete prefeituras do Grande ABC já destinaram R$ 109 milhões para combater a pandemia de Covid-19 só no mês passado. O valor total é referente ao acúmulo do primeiro mês do ano no enfrentamento da doença que já matou quase 4.500 pessoas da região. 

Os dados, compilados e publicados pelo TCE (Tribunal de Contas), mostram que a quantia é maior, inclusive, que o valor que Rio Grande da Serra arrecadou durante todo o ano passado, de R$ 92 milhões. Também supera um terço da receita de Ribeirão Pires em 2020, que chegou a R$ 326,5 milhões no exercício que se encerrou há dois meses. 

Desde março do ano passado, as cidades do Grande ABC têm enfrentado de maneiras diferentes a pandemia. Alguns municípios montaram estruturas específicas para dar conta dos pacientes e ergueram hospitais de campanha. Outras, não. Em Santo André, por exemplo, o governo do prefeito Paulo Serra (PSDB) chegou a montar três unidades: uma no Estádio Bruno Daniel, outra no Complexo Esportivo Pedro Della’Antonia e uma outra na quadra poliesportiva da UFABC (Universidade Federal do ABC) – essa primeira foi desativada em meados de agosto, quando as medidas de isolamento impostas meses antes começaram a impactar na queda da curva de contaminados e mortos pela Covid. Só o governo andreense reservou quase R$ 4 milhões para o combate à pandemia no mês passado. 

Em Diadema, o coronavírus chegou ainda no governo do hoje ex-prefeito Lauro Michels (PV). O verde passou meses prometendo instalar hospital de campanha, mas terceirizou o custeio da unidade ao governo do Estado, que não atendeu ao pleito. Antes de transmitir o cargo ao sucessor, o atual prefeito José de Filippi Júnior (PT), Lauro inaugurou novos leitos no Hospital Municipal, em Piraporinha. Ao todo, a cidade empenhou R$ 1,3 milhão para enfrentar a crise só no mês passado. 

No ranking de despesas, São Caetano desponta na liderança em termos numéricos: foram R$ 53 milhões destinados ao combate à doença, ou quase a metade (48,6%) do total empenhado pelas sete cidades juntas em 2021. Em seguida vem São Bernardo, que reservou R$ 49,2 milhões. Apenas Rio Grande da Serra não apresenta números (veja os valores totais na tabela ao lado). 

REPASSES 

Ao mesmo tempo em que já supera os R$ 100 milhões em despesas empenhadas só neste ano, o Grande ABC registrou R$ 13 milhões em repasses dos governos federal e estadual em janeiro. Desse total, R$ 4,4 milhões vieram da União e R$ R$ 8,6 milhões do Palácio dos Bandeirantes. 

As despesas com o combate à Covid tendem a aumentar. No início do mês, o Consórcio Intermunicipal assinou protocolo de intenção para compra de 300 mil doses da vacina russa Sputnik V, desenvolvida pelo Centro Gamaleya. A previsão é de que a aquisição demandará investimento na ordem de R$ 17 milhões. Os imunizantes seriam destinados aos profissionais da educação. 



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Combate à Covid-19 custou R$ 109 milhões em janeiro

Valor empenhado pela região só neste ano já é maior que toda a receita de Rio Grande em 2020

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

22/02/2021 | 00:01


Levantamento feito pelo Diário mostra que as sete prefeituras do Grande ABC já destinaram R$ 109 milhões para combater a pandemia de Covid-19 só no mês passado. O valor total é referente ao acúmulo do primeiro mês do ano no enfrentamento da doença que já matou quase 4.500 pessoas da região. 

Os dados, compilados e publicados pelo TCE (Tribunal de Contas), mostram que a quantia é maior, inclusive, que o valor que Rio Grande da Serra arrecadou durante todo o ano passado, de R$ 92 milhões. Também supera um terço da receita de Ribeirão Pires em 2020, que chegou a R$ 326,5 milhões no exercício que se encerrou há dois meses. 

Desde março do ano passado, as cidades do Grande ABC têm enfrentado de maneiras diferentes a pandemia. Alguns municípios montaram estruturas específicas para dar conta dos pacientes e ergueram hospitais de campanha. Outras, não. Em Santo André, por exemplo, o governo do prefeito Paulo Serra (PSDB) chegou a montar três unidades: uma no Estádio Bruno Daniel, outra no Complexo Esportivo Pedro Della’Antonia e uma outra na quadra poliesportiva da UFABC (Universidade Federal do ABC) – essa primeira foi desativada em meados de agosto, quando as medidas de isolamento impostas meses antes começaram a impactar na queda da curva de contaminados e mortos pela Covid. Só o governo andreense reservou quase R$ 4 milhões para o combate à pandemia no mês passado. 

Em Diadema, o coronavírus chegou ainda no governo do hoje ex-prefeito Lauro Michels (PV). O verde passou meses prometendo instalar hospital de campanha, mas terceirizou o custeio da unidade ao governo do Estado, que não atendeu ao pleito. Antes de transmitir o cargo ao sucessor, o atual prefeito José de Filippi Júnior (PT), Lauro inaugurou novos leitos no Hospital Municipal, em Piraporinha. Ao todo, a cidade empenhou R$ 1,3 milhão para enfrentar a crise só no mês passado. 

No ranking de despesas, São Caetano desponta na liderança em termos numéricos: foram R$ 53 milhões destinados ao combate à doença, ou quase a metade (48,6%) do total empenhado pelas sete cidades juntas em 2021. Em seguida vem São Bernardo, que reservou R$ 49,2 milhões. Apenas Rio Grande da Serra não apresenta números (veja os valores totais na tabela ao lado). 

REPASSES 

Ao mesmo tempo em que já supera os R$ 100 milhões em despesas empenhadas só neste ano, o Grande ABC registrou R$ 13 milhões em repasses dos governos federal e estadual em janeiro. Desse total, R$ 4,4 milhões vieram da União e R$ R$ 8,6 milhões do Palácio dos Bandeirantes. 

As despesas com o combate à Covid tendem a aumentar. No início do mês, o Consórcio Intermunicipal assinou protocolo de intenção para compra de 300 mil doses da vacina russa Sputnik V, desenvolvida pelo Centro Gamaleya. A previsão é de que a aquisição demandará investimento na ordem de R$ 17 milhões. Os imunizantes seriam destinados aos profissionais da educação. 

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