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Desfaçatez salarial


Do Diário do Grande ABC

21/02/2021 | 09:44


A lista com supersalários pagos pelas Câmaras do Grande ABC a funcionários ativos e aposentados, compilada pela reportagem do Diário nos portais de transparência dos Legislativos regionais, chega a embrulhar o estômago dos leitores mais sensíveis. Enquanto a pandemia do novo coronavírus segue fazendo vítimas e destruindo a economia mundial, provocando desemprego e carestia, servidores se dão ao luxo de, em ao menos um caso determinado, receber quase dez vezes mais que os próprios vereadores. Em boa parte dos casos, os contracheques abusivos são referendados por decisões emitidas pela Justiça. É preciso, todavia, impor limites.

A sociedade não consegue mais pagar a conta do descaramento de determinados funcionários públicos. Inclusive dos inativos. Qual senso de justiça há em depositar R$ 97.148,39 a um servidor aposentado, como ocorreu em novembro em São Caetano, quando o Executivo precisou raspar os cofres para honrar, não sem atraso, compromissos salariais e sociais com os demais munícipes?

São Caetano é o caso que mais chama a atenção, mas está longe de ser isolado. Em todas as outras seis cidades do Grande ABC existem exemplos de funcionários das Câmaras que recebem, no fim de cada mês, vencimentos superiores aos dos vereadores. Por força de legislação federal, nenhum servidor deveria ganhar mais que R$ 39.293,32 por mês, pois o teto é estabelecido pelo contracheque dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Essa é a lei. Mas, ora, a lei.

Existem alguns privilegiados que ganham muito dinheiro à custa da miséria de muitos. Exatamente por isso é que a sociedade deveria pressionar deputados federais e senadores para que promovam, finalmente, a reforma administrativa que pode pôr fim aos chamados supersalários. Sem pressão popular, os donos do poder não vão ceder. Pelo contrário. Recentemente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que ministros do STF “têm que receber muito mais do que recebem hoje pela responsabilidade do cargo”. Desfaçatez total. 



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Desfaçatez salarial

Do Diário do Grande ABC

21/02/2021 | 09:44


A lista com supersalários pagos pelas Câmaras do Grande ABC a funcionários ativos e aposentados, compilada pela reportagem do Diário nos portais de transparência dos Legislativos regionais, chega a embrulhar o estômago dos leitores mais sensíveis. Enquanto a pandemia do novo coronavírus segue fazendo vítimas e destruindo a economia mundial, provocando desemprego e carestia, servidores se dão ao luxo de, em ao menos um caso determinado, receber quase dez vezes mais que os próprios vereadores. Em boa parte dos casos, os contracheques abusivos são referendados por decisões emitidas pela Justiça. É preciso, todavia, impor limites.

A sociedade não consegue mais pagar a conta do descaramento de determinados funcionários públicos. Inclusive dos inativos. Qual senso de justiça há em depositar R$ 97.148,39 a um servidor aposentado, como ocorreu em novembro em São Caetano, quando o Executivo precisou raspar os cofres para honrar, não sem atraso, compromissos salariais e sociais com os demais munícipes?

São Caetano é o caso que mais chama a atenção, mas está longe de ser isolado. Em todas as outras seis cidades do Grande ABC existem exemplos de funcionários das Câmaras que recebem, no fim de cada mês, vencimentos superiores aos dos vereadores. Por força de legislação federal, nenhum servidor deveria ganhar mais que R$ 39.293,32 por mês, pois o teto é estabelecido pelo contracheque dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Essa é a lei. Mas, ora, a lei.

Existem alguns privilegiados que ganham muito dinheiro à custa da miséria de muitos. Exatamente por isso é que a sociedade deveria pressionar deputados federais e senadores para que promovam, finalmente, a reforma administrativa que pode pôr fim aos chamados supersalários. Sem pressão popular, os donos do poder não vão ceder. Pelo contrário. Recentemente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que ministros do STF “têm que receber muito mais do que recebem hoje pela responsabilidade do cargo”. Desfaçatez total. 

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