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Bolsa vira no fim e fecha em leve alta de 0,11%, mas cede 0,67% na semana

Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


12/02/2021 | 18:44


Em dia de oscilação mista, com leve variação em Nova York, o Ibovespa colheu perda de 0,67% na semana, nesta cautelosa véspera de feriado na B3: na segunda, também não haverá negócios nos EUA, mas na terça apenas se poderá observar o que vier a acontecer lá fora. Assim, o índice se manteve em faixa mais estreita na sessão, entre mínima de 118.162,68 e máxima de 119.763,36 pontos, para virar no fim e fechar em leve alta de 0,11%, a 119.428,72 pontos, com giro financeiro a R$ 28,5 bilhões. Os ganhos no mês, que chegaram a se aproximar de 5% no melhor momento da primeira semana de fevereiro, estão limitados agora a 3,79%, após ajuste negativo de 0,67% nesta semana - na anterior, o ganho foi de 4,50% no encerramento do período.

"Além das questões domésticas, especialmente a situação fiscal, há outro fator a ser observado: esta pressão vendedora, natural em mês que concentrou grande volume de IPO e follow on, o que afeta o fluxo para Bolsa com a disponibilidade de alternativas de investimento que se tem em oferta - em momento em que o fluxo estrangeiro já não é o mesmo dos três meses anteriores", diz Mauro Orefice, diretor de investimentos da BS2 Asset. "A depender do que vier de auxílio emergencial, a reação do mercado pode ser até positiva, caso se confirme a indicação do valor, em torno de R$ 200, por até quatro meses. O mercado parece já ter assimilado isso", acrescenta.

Ainda assim, lá fora as negociações para o pacote fiscal nos EUA e, aqui, sobre a retomada do auxílio emergencial, possivelmente a partir de março, permanecem no centro da atenção. "Somente com o fortalecimento do arcabouço fiscal seria plausível estender o auxílio emergencial e ao mesmo tempo garantir a retomada consistente da economia com juros baixos", aponta o ASA Investments, em nota sobre o cenário macro, na qual defende aprovação da PEC Emergencial e da reforma administrativa para que se elimine incerteza sobre a "trajetória futura do gasto público".

A leitura do IBC-Br, em alta de 0,64% em dezembro ante novembro, a oitava consecutiva, contribuiu hoje para aliviar parte do receio despertado pela aguda retração das vendas do varejo no fim de 2020, e os efeitos que poderia carregar para este início de ano - marcado por leitura abaixo do esperado para o IPCA em janeiro, também divulgada nesta semana.

"Os próximos ''''leading indicators'''' (indicadores antecedentes) serão importantes para que se continue a monitorar de perto a resposta da economia, que vinha reagindo com base na concessão de estímulos. Houve algum ruído (na expectativa para o próximo Copom) que se refletiu em oscilação dos juros futuros, talvez com certo exagero, conforme observado pelo Campos Neto (presidente do BC). A janela para as reformas precisa ser aproveitada, o que acalmaria o mercado, contribuindo para a recuperação do apetite por risco", diz Orefice, da BS2.

O ânimo chegou a melhorar um pouco no início da tarde, quando o Ibovespa renovava discretas máximas, abaixo de 120 mil pontos, em meio a expectativa para algum desdobramento concreto do almoço, nesta sexta-feira, entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Da reunião não vieram novidades, sobretudo quanto ao fator central para o mercado: de onde sairão os recursos para bancar o auxílio.

Além das conversas sobre a retomada do auxílio, uma série de resultados trimestrais, como os de Banco do Brasil (ON -0,56%) Lojas Renner (ON +1,29%), Cesp (PNB -2,57%) e Cosan (ON +1,38%), também contribuiu para dar orientação aos negócios nesta sexta-feira. Na ponta do Ibovespa, CVC fechou em alta de 5,57%, à frente de Braskem (+3,03%) e de PetroRio (+2,92%). Na face oposta do índice, Cielo cedeu 6,63%, seguida por Hapvida (-2,38%) e BTG (-2,33%). Entre as blue chips, as ações de commodities tiveram desempenho positivo (Petrobras PN +1,28%, Vale ON +0,85%), misto nas de siderurgia (Usiminas +0,35%, CSN -0,58%), assim como nas de bancos (BB ON -0,56%, Santander +0,42%).

"O Ibovespa teve uma semana de total indecisão, sem mostrar força para retomada da tendência de alta, e sem ter força para testar o fundo anterior, de 115 mil pontos. Apesar da indecisão, a tendência ainda é de alta e, enquanto estiver acima dos 119 mil, dá sinais de possível retomada", observa Pam Semezzato, analista da Rico Investimentos.



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Bolsa vira no fim e fecha em leve alta de 0,11%, mas cede 0,67% na semana


12/02/2021 | 18:44


Em dia de oscilação mista, com leve variação em Nova York, o Ibovespa colheu perda de 0,67% na semana, nesta cautelosa véspera de feriado na B3: na segunda, também não haverá negócios nos EUA, mas na terça apenas se poderá observar o que vier a acontecer lá fora. Assim, o índice se manteve em faixa mais estreita na sessão, entre mínima de 118.162,68 e máxima de 119.763,36 pontos, para virar no fim e fechar em leve alta de 0,11%, a 119.428,72 pontos, com giro financeiro a R$ 28,5 bilhões. Os ganhos no mês, que chegaram a se aproximar de 5% no melhor momento da primeira semana de fevereiro, estão limitados agora a 3,79%, após ajuste negativo de 0,67% nesta semana - na anterior, o ganho foi de 4,50% no encerramento do período.

"Além das questões domésticas, especialmente a situação fiscal, há outro fator a ser observado: esta pressão vendedora, natural em mês que concentrou grande volume de IPO e follow on, o que afeta o fluxo para Bolsa com a disponibilidade de alternativas de investimento que se tem em oferta - em momento em que o fluxo estrangeiro já não é o mesmo dos três meses anteriores", diz Mauro Orefice, diretor de investimentos da BS2 Asset. "A depender do que vier de auxílio emergencial, a reação do mercado pode ser até positiva, caso se confirme a indicação do valor, em torno de R$ 200, por até quatro meses. O mercado parece já ter assimilado isso", acrescenta.

Ainda assim, lá fora as negociações para o pacote fiscal nos EUA e, aqui, sobre a retomada do auxílio emergencial, possivelmente a partir de março, permanecem no centro da atenção. "Somente com o fortalecimento do arcabouço fiscal seria plausível estender o auxílio emergencial e ao mesmo tempo garantir a retomada consistente da economia com juros baixos", aponta o ASA Investments, em nota sobre o cenário macro, na qual defende aprovação da PEC Emergencial e da reforma administrativa para que se elimine incerteza sobre a "trajetória futura do gasto público".

A leitura do IBC-Br, em alta de 0,64% em dezembro ante novembro, a oitava consecutiva, contribuiu hoje para aliviar parte do receio despertado pela aguda retração das vendas do varejo no fim de 2020, e os efeitos que poderia carregar para este início de ano - marcado por leitura abaixo do esperado para o IPCA em janeiro, também divulgada nesta semana.

"Os próximos ''''leading indicators'''' (indicadores antecedentes) serão importantes para que se continue a monitorar de perto a resposta da economia, que vinha reagindo com base na concessão de estímulos. Houve algum ruído (na expectativa para o próximo Copom) que se refletiu em oscilação dos juros futuros, talvez com certo exagero, conforme observado pelo Campos Neto (presidente do BC). A janela para as reformas precisa ser aproveitada, o que acalmaria o mercado, contribuindo para a recuperação do apetite por risco", diz Orefice, da BS2.

O ânimo chegou a melhorar um pouco no início da tarde, quando o Ibovespa renovava discretas máximas, abaixo de 120 mil pontos, em meio a expectativa para algum desdobramento concreto do almoço, nesta sexta-feira, entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Da reunião não vieram novidades, sobretudo quanto ao fator central para o mercado: de onde sairão os recursos para bancar o auxílio.

Além das conversas sobre a retomada do auxílio, uma série de resultados trimestrais, como os de Banco do Brasil (ON -0,56%) Lojas Renner (ON +1,29%), Cesp (PNB -2,57%) e Cosan (ON +1,38%), também contribuiu para dar orientação aos negócios nesta sexta-feira. Na ponta do Ibovespa, CVC fechou em alta de 5,57%, à frente de Braskem (+3,03%) e de PetroRio (+2,92%). Na face oposta do índice, Cielo cedeu 6,63%, seguida por Hapvida (-2,38%) e BTG (-2,33%). Entre as blue chips, as ações de commodities tiveram desempenho positivo (Petrobras PN +1,28%, Vale ON +0,85%), misto nas de siderurgia (Usiminas +0,35%, CSN -0,58%), assim como nas de bancos (BB ON -0,56%, Santander +0,42%).

"O Ibovespa teve uma semana de total indecisão, sem mostrar força para retomada da tendência de alta, e sem ter força para testar o fundo anterior, de 115 mil pontos. Apesar da indecisão, a tendência ainda é de alta e, enquanto estiver acima dos 119 mil, dá sinais de possível retomada", observa Pam Semezzato, analista da Rico Investimentos.

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