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Política de Trump elevou número de mortes na pandemia, diz relatório da 'Lancet'

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


11/02/2021 | 16:22


Quatro em cada dez mortes pela pandemia de coronavírus nos Estados Unidos poderia ter sido evitada caso o país seguisse a tendência do grupo de países mais ricos do mundo. A conclusão é de um estudo conduzido por uma comissão de especialistas em saúde e política públicas, coordenado pela revista científica The Lancet, que atribui à política do ex-presidente Donald Trump milhares de mortes que seriam evitáveis, tanto no enfrentamento da pandemia quanto antes dela.

O estudo diz que a recusa de Trump em desenvolver uma estratégia nacional para enfrentar a crise sanitária levou à escassez de materiais de proteção pessoal e testes para identificar a covid-19. Além disso, os dados mostram que, durante o período da pandemia, a mortalidade aumentou mais entre negros e hispânicos do que entre brancos - aumentando a desigualdade na expectativa de vida entre esses grupos.

A revista é a primeira a analisar com profundidade os efeitos do governo Trump na área da saúde nos EUA. O estudo também identificou o efeito de políticas públicas anteriores a Trump que deixaram o país com uma expectativa de vida pior do que em outros países de alta renda, o que deixou os EUA em condições piores para responder à pandemia quando a crise começou. A comissão, formada em 2017, reúne 33 especialistas das áreas de medicina clínica, saúde pública, epidemiologia, medicina comunitária, economia, nutrição, direito e ciência política dos EUA, do Reino Unido e do Canadá.

Segundo os autores, a condução da pandemia no governo Trump aumentou em 50% a diferença na taxa de mortalidade entre negros e brancos no país, e reduziu a expectativa de vida dos latinos em mais de três anos e meio. O estudo também condena a retirada dos EUA da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a redução do financiamento à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) - órgãos estratégicos para a resposta global à pandemia.

"A saúde dos americanos estava deteriorando mesmo enquanto nossa economia estava indo bem", disse o professor Steffie Woolhandler, da Universidade da Cidade de Nova York, um dos coordenadores da comissão. "Essa dissociação sem precedentes entre a saúde e a riqueza nacional sinaliza que nossa sociedade está doente. Enquanto os ricos prosperaram, a maioria dos americanos perderam terreno economicamente e em termos médicos."

Era pré-Trump também tinha problemas

O estudo enfatiza que um retorno às políticas da era pré-Trump não seria suficiente para proteger a área da saúde. Em vez disso, os especialistas propõem reformas para reduzir desigualdades no sistema que, segundo a pesquisa, remontam a quatro décadas de políticas que enfraqueceram a rede de segurança social e de saúde.

A comissão diz que esse cenário anterior à entrada de Trump na Casa Branca deixaram os EUA particularmente vulneráveis à pandemia de coronavírus. Cortes no financiamento a agências públicas de saúde levaram à perda de 50 mil profissionais que atuavam na linha de frente do atendimento à saúde entre 2008 e 2016, segundo o estudo.



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Política de Trump elevou número de mortes na pandemia, diz relatório da 'Lancet'


11/02/2021 | 16:22


Quatro em cada dez mortes pela pandemia de coronavírus nos Estados Unidos poderia ter sido evitada caso o país seguisse a tendência do grupo de países mais ricos do mundo. A conclusão é de um estudo conduzido por uma comissão de especialistas em saúde e política públicas, coordenado pela revista científica The Lancet, que atribui à política do ex-presidente Donald Trump milhares de mortes que seriam evitáveis, tanto no enfrentamento da pandemia quanto antes dela.

O estudo diz que a recusa de Trump em desenvolver uma estratégia nacional para enfrentar a crise sanitária levou à escassez de materiais de proteção pessoal e testes para identificar a covid-19. Além disso, os dados mostram que, durante o período da pandemia, a mortalidade aumentou mais entre negros e hispânicos do que entre brancos - aumentando a desigualdade na expectativa de vida entre esses grupos.

A revista é a primeira a analisar com profundidade os efeitos do governo Trump na área da saúde nos EUA. O estudo também identificou o efeito de políticas públicas anteriores a Trump que deixaram o país com uma expectativa de vida pior do que em outros países de alta renda, o que deixou os EUA em condições piores para responder à pandemia quando a crise começou. A comissão, formada em 2017, reúne 33 especialistas das áreas de medicina clínica, saúde pública, epidemiologia, medicina comunitária, economia, nutrição, direito e ciência política dos EUA, do Reino Unido e do Canadá.

Segundo os autores, a condução da pandemia no governo Trump aumentou em 50% a diferença na taxa de mortalidade entre negros e brancos no país, e reduziu a expectativa de vida dos latinos em mais de três anos e meio. O estudo também condena a retirada dos EUA da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a redução do financiamento à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) - órgãos estratégicos para a resposta global à pandemia.

"A saúde dos americanos estava deteriorando mesmo enquanto nossa economia estava indo bem", disse o professor Steffie Woolhandler, da Universidade da Cidade de Nova York, um dos coordenadores da comissão. "Essa dissociação sem precedentes entre a saúde e a riqueza nacional sinaliza que nossa sociedade está doente. Enquanto os ricos prosperaram, a maioria dos americanos perderam terreno economicamente e em termos médicos."

Era pré-Trump também tinha problemas

O estudo enfatiza que um retorno às políticas da era pré-Trump não seria suficiente para proteger a área da saúde. Em vez disso, os especialistas propõem reformas para reduzir desigualdades no sistema que, segundo a pesquisa, remontam a quatro décadas de políticas que enfraqueceram a rede de segurança social e de saúde.

A comissão diz que esse cenário anterior à entrada de Trump na Casa Branca deixaram os EUA particularmente vulneráveis à pandemia de coronavírus. Cortes no financiamento a agências públicas de saúde levaram à perda de 50 mil profissionais que atuavam na linha de frente do atendimento à saúde entre 2008 e 2016, segundo o estudo.

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