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Testamos: Hyundai HB20 Sense Pack é básico, mas cumpre seu papel

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Leo Alves
Do Garagem360

11/02/2021 | 06:48


O cenário não é nada animador para quem busca um carro de entrada no Brasil. Atualmente há pouquíssimas opções abaixo dos R$ 50 mil, e diversos modelos básicos já até ultrapassam a barreira dos R$ 60 mil. No caso do Hyundai HB20, a versão mais em conta é a Sense, que tem preço sugerido de R$ 53.290 no estado de São Paulo. Porém, o carro testado pelo Garagem360 é a Sense Pack, que acrescenta airbags laterais e os controles de tração e estabilidade por R$ 1 mil a mais.

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E mesmo sendo a configuração mais enxuta do hatch, ela não decepciona em termos de custo-benefício e muito menos ao volante.

Hyundai HB20 Sense Pack: convivência

O design do HB20 já foi abordado nos testes da versão Diamond Plus do hatch e do sedã. Assim sendo, é chover no molhado dizer que trata-se de um desenho polêmico e que divide opiniões. Passado o choque inicial, parece que o mercado se habitou com as linhas do carro, já que em 2020 ele só perdeu para o Onix em vendas, sendo o segundo carro mais vendido no Brasil.

Acontece que o hatch da Hyundai alia um bom custo-benefício com uma das melhores dirigibilidades da categoria. E isso é notado mesmo nesta versão mais básica. O câmbio manual de cinco marchas tem engates curtos e precisos, feitos de modo tão fácil quanto cortar um pedaço de manteiga com uma faca quente. Os três pedais são extremamente leves e facilitam a condução no trânsito caótico. Além disso, o carro conta com o auxílio de partida em rampa, que impede que a carroceria desça ao parar completamente em aclives. Pode confiar: basta engatar a primeira marcha, tirar o pé da embreagem e acelerar para que o carro arranque sem sustos. Bom recurso para um modelo de entrada.

Aliado ao bom câmbio manual, o motor 1.0 Kappa de 80 cv é ágil e econômico. Mesmo propulsor da primeira geração do HB20, o tricilíndrico segue atual. Não espere um grande desempenho, até porque não é o propósito do carro. Mas para o que se propõe, está ótimo. Ele é ideal para o uso em cidades, e até se vira bem em rodovias. É perfeitamente possível viajar com este carro, mas as rotações são altas a 110 km/h, atingindo as 3.500 rpm, o que comprova a vocação urbana do modelo.

O consumo foi mediano durante o teste, encerrando com média de 8 km/l com etanol, rodando a maior parte do tempo na cidade e com o ar-condicionado ligado. De acordo com o Inmetro, o HB20 1.0 faz 9,1 km/l e 12,8 km/l na cidade, e 10,1 km/l e 14,6 km/l na estrada com etanol e gasolina, respectivamente.

Boa lista de equipamentos

Não espere por grandes luxos no modelo Sense Pack. Até mesmo a chave é convencional. Retrovisores têm ajuste manual e acabamento externo em preto fosco, mesma cor das maçanetas. As rodas são de 14 polegadas e utilizam calotas. Faróis de neblina e apliques pretos na coluna B são alguns dos outros itens inexistentes. Mesmo assim, o consumidor conta com o pacote básico: direção elétrica – que é bem leve e precisa –, ar-condicionado e travas elétricas. Os vidros dianteiros contam com acionamento elétrico, mas os traseiros sobem e descem por meio da tradicional manivela.

LEIA MAIS: Testamos: novo Peugeot 208 agrada pela dinâmica e surpreende pelo motor

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O painel conta com um sistema de som com conexão Bluetooth, mas não tem uma grande tela colorida sensível ao toque, muito menos é compatível com os sistemas Apple Car Play e Android Auto. Seu display é monocromático e, embora seja um dispositivo simples, é cumpridor de sua tarefa.

Veredito

Assim como os demais modelos, o HB20 de entrada é bom ao volante e relativamente espaçoso. Por mais que os preços estejam altos, para quem busca um carro básico e com o mínimo do que se espera em um carro moderno, esta versão pode ser uma boa opção. Seu preço é próximo ao de modelos menores, como o Renault Kwid e o Fiat Mobi, com a vantagem de entregar mais espaço interno.

Dessa forma, mesmo sendo simples, a versão Sense Pack agrada. Seus principais defeitos são a ausência de regulagem de altura do volante, que sempre é bem-vinda, a falta de um sistema de alarme, e a baixa nota que o carro tirou no teste de colisão do Latin NCAP. Por mais que a Hyundai conteste o resultado e ofereça quatro airbags nesta versão, nunca é bom zerar um teste de impacto. Sendo assim, cabe a marca sul-coreana correr atrás do prejuízo para melhorar o desempenho do modelo.

Raio-X

Hyundai HB20 Sense Pack

Motorização: 1,0l Kappa 12 válvulas 82 cv / 75 a 6 mil RPM (etanol/gasolina)

Torque máximo líquido: 10,2 kgfm / 9,4 kgfm a 4.500 RPM (etanol/gasolina)

Transmissão: manual de cinco marchas

Dimensões: 3,94 m x 1,72 m x 1,47 m (comprimento x largura x altura)

Distância entre eixos: 2,53 m

Peso em ordem de marcha: 1.091 kg

Tanque de combustível: 50 L

Consumo etanol (Conpet/Inmetro): 9,1 km/l (cidade) / 10,1 km/l (estrada)

Consumo gasolina (Conpet/Inmetro): 12,8 km/l  (cidade) / 14,6 km/l (estrada)

Porta-malas: 300 L

Preço: R$ 54.290 (no estado de São Paulo)

Pontos positivos: dirigibilidade, equipamentos – por ser uma versão de entrada – e custo-benefício

Pontos negativos: nota baixa no Latin NCAP, ausência de alarme e regulagem de altura do volante

Nota: 4,35



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Testamos: Hyundai HB20 Sense Pack é básico, mas cumpre seu papel

Leo Alves
Do Garagem360

11/02/2021 | 06:48


O cenário não é nada animador para quem busca um carro de entrada no Brasil. Atualmente há pouquíssimas opções abaixo dos R$ 50 mil, e diversos modelos básicos já até ultrapassam a barreira dos R$ 60 mil. No caso do Hyundai HB20, a versão mais em conta é a Sense, que tem preço sugerido de R$ 53.290 no estado de São Paulo. Porém, o carro testado pelo Garagem360 é a Sense Pack, que acrescenta airbags laterais e os controles de tração e estabilidade por R$ 1 mil a mais.

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Hyundai HB20 Sense Pack: convivência

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Acontece que o hatch da Hyundai alia um bom custo-benefício com uma das melhores dirigibilidades da categoria. E isso é notado mesmo nesta versão mais básica. O câmbio manual de cinco marchas tem engates curtos e precisos, feitos de modo tão fácil quanto cortar um pedaço de manteiga com uma faca quente. Os três pedais são extremamente leves e facilitam a condução no trânsito caótico. Além disso, o carro conta com o auxílio de partida em rampa, que impede que a carroceria desça ao parar completamente em aclives. Pode confiar: basta engatar a primeira marcha, tirar o pé da embreagem e acelerar para que o carro arranque sem sustos. Bom recurso para um modelo de entrada.

Aliado ao bom câmbio manual, o motor 1.0 Kappa de 80 cv é ágil e econômico. Mesmo propulsor da primeira geração do HB20, o tricilíndrico segue atual. Não espere um grande desempenho, até porque não é o propósito do carro. Mas para o que se propõe, está ótimo. Ele é ideal para o uso em cidades, e até se vira bem em rodovias. É perfeitamente possível viajar com este carro, mas as rotações são altas a 110 km/h, atingindo as 3.500 rpm, o que comprova a vocação urbana do modelo.

O consumo foi mediano durante o teste, encerrando com média de 8 km/l com etanol, rodando a maior parte do tempo na cidade e com o ar-condicionado ligado. De acordo com o Inmetro, o HB20 1.0 faz 9,1 km/l e 12,8 km/l na cidade, e 10,1 km/l e 14,6 km/l na estrada com etanol e gasolina, respectivamente.

Boa lista de equipamentos

Não espere por grandes luxos no modelo Sense Pack. Até mesmo a chave é convencional. Retrovisores têm ajuste manual e acabamento externo em preto fosco, mesma cor das maçanetas. As rodas são de 14 polegadas e utilizam calotas. Faróis de neblina e apliques pretos na coluna B são alguns dos outros itens inexistentes. Mesmo assim, o consumidor conta com o pacote básico: direção elétrica – que é bem leve e precisa –, ar-condicionado e travas elétricas. Os vidros dianteiros contam com acionamento elétrico, mas os traseiros sobem e descem por meio da tradicional manivela.

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O painel conta com um sistema de som com conexão Bluetooth, mas não tem uma grande tela colorida sensível ao toque, muito menos é compatível com os sistemas Apple Car Play e Android Auto. Seu display é monocromático e, embora seja um dispositivo simples, é cumpridor de sua tarefa.

Veredito

Assim como os demais modelos, o HB20 de entrada é bom ao volante e relativamente espaçoso. Por mais que os preços estejam altos, para quem busca um carro básico e com o mínimo do que se espera em um carro moderno, esta versão pode ser uma boa opção. Seu preço é próximo ao de modelos menores, como o Renault Kwid e o Fiat Mobi, com a vantagem de entregar mais espaço interno.

Dessa forma, mesmo sendo simples, a versão Sense Pack agrada. Seus principais defeitos são a ausência de regulagem de altura do volante, que sempre é bem-vinda, a falta de um sistema de alarme, e a baixa nota que o carro tirou no teste de colisão do Latin NCAP. Por mais que a Hyundai conteste o resultado e ofereça quatro airbags nesta versão, nunca é bom zerar um teste de impacto. Sendo assim, cabe a marca sul-coreana correr atrás do prejuízo para melhorar o desempenho do modelo.

Raio-X

Hyundai HB20 Sense Pack

Motorização: 1,0l Kappa 12 válvulas 82 cv / 75 a 6 mil RPM (etanol/gasolina)

Torque máximo líquido: 10,2 kgfm / 9,4 kgfm a 4.500 RPM (etanol/gasolina)

Transmissão: manual de cinco marchas

Dimensões: 3,94 m x 1,72 m x 1,47 m (comprimento x largura x altura)

Distância entre eixos: 2,53 m

Peso em ordem de marcha: 1.091 kg

Tanque de combustível: 50 L

Consumo etanol (Conpet/Inmetro): 9,1 km/l (cidade) / 10,1 km/l (estrada)

Consumo gasolina (Conpet/Inmetro): 12,8 km/l  (cidade) / 14,6 km/l (estrada)

Porta-malas: 300 L

Preço: R$ 54.290 (no estado de São Paulo)

Pontos positivos: dirigibilidade, equipamentos – por ser uma versão de entrada – e custo-benefício

Pontos negativos: nota baixa no Latin NCAP, ausência de alarme e regulagem de altura do volante

Nota: 4,35

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