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De alta, morador de rua revê família após 15 anos

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Rodrigo Andrade, 34 anos, ficou 12 dias no hospital de campanha de Santo André tratando a Covid


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

11/02/2021 | 00:01


Apesar de causar milhares de mortes no Brasil e no mundo, a Covid-19 aproximou pessoas. Ontem, teve alta do hospital de campanha do Pedro Dell’Antonia, em Santo André, Rodrigo Cristian de Andrade, 34 anos, morador de rua que passou 12 dias internados. Ele teve grande surpresa ao sair. Na porta estavam familiares que ele não via há 15 anos.

Bastante emocionado com o reencontro, Rodrigo não escondeu as lágrimas e afirmou que agora “é partir para a vida nova” e que não voltará mais para as ruas. “Vou arrumar um trabalho”, prometeu.

O reencontro de Rodrigo com os familiares foi promovido pelas assistentes sociais do hospital de campanha, que conseguiram achar os familiares do morador de rua após força-tarefa, que contou com a ajuda de pessoas que o auxiliavam com mantimentos, como Nelson Lara de Lima, 48, e Bruna de Lima, 26, e a agente de saúde da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Centreville, Vanda Aparecida Vitoriano da Silva, 52. Por meio de foto publicada nas redes sociais, a família o reconheceu e pôde falar com ele, por meio da videochamada feita enquanto ele estava internado.

Rodrigo afirma ter “ficado muito feliz” ao rever sua irmã, Renata Andrade de Morais Ferreira, 35, e suas primas Priscila Daniela de Andrade, 37, e Karla de Andrade, 30, mesmo que por vídeo. Ontem, somente as primas foram buscá-lo, já que sua irmã mora em Porto Feliz, no Interior, de onde ele saiu antes de ficar nas ruas.
“Nós perdemos dos nossos pais e ficamos com uma tia. Todos fugimos de casa, mas meus irmãos (Rodrigo tem um irmão gêmeo, chamado Robert, que morreu há dez anos) foram para a rua e não soube mais deles”, contou a irmã, Renata. “Agora ele vai vir morar comigo, meu esposo e meu filho em Porto Feliz”, celebrou a irmã.

As primas Priscila, de Mauá, e Karla, de Jundiaí, afirmaram que há cerca de 15 anos Rodrigo as procurou para informar a morte do irmão, vítima de um tiro na lateral da cabeça. “Oferecemos ajuda e tentamos fazer com que ele ficasse conosco, mas ele não apareceu mais”, lamentou Priscila.

As irmãs relataram que Rodrigo, mesmo sabendo onde as encontraria, não voltou mais. “No dia em que ele nos contou da perda do irmão, revelou que Robert tinha duas filhas gêmeas. Pedi para que ele tentasse trazer as meninas para a gente conhecer e, desde então, nunca mais soubemos dele”, contou Karla.

O ex-morador de rua optou por viver no Centreville, em Santo André, onde, além de fazer amigos, tinha cuidado das agentes de saúde do posto.

Nelson revelou que conheceu Rodrigo quando ele pedia ajuda nas ruas. “Sempre dava para ele cobertor, comida e acabamos tendo amizade”, disse. Já Bruna foi a responsável por publicar foto dele nas redes sociais. “Foi assim que conseguimos chegar até a família. É muito emocionante estar aqui (na alta dele)”, afirmou.

Com ajuda de duas colegas de trabalho, a agente de saúde levou cesta de presente para Rodrigo, com bolo, bolachas, sucos e roupas. Todas choraram ao vê-lo recuperado da Covid. “O Alemão (como apelidaram ele) sempre foi muito bem recebido por nós no posto do Centreville. Tornou-se um amigo”, garantiu Vanda.
Rodrigo comemorou a vitória contra a doença e disse que “está animado para voltar à cidade natal”. 



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De alta, morador de rua revê família após 15 anos

Rodrigo Andrade, 34 anos, ficou 12 dias no hospital de campanha de Santo André tratando a Covid

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

11/02/2021 | 00:01


Apesar de causar milhares de mortes no Brasil e no mundo, a Covid-19 aproximou pessoas. Ontem, teve alta do hospital de campanha do Pedro Dell’Antonia, em Santo André, Rodrigo Cristian de Andrade, 34 anos, morador de rua que passou 12 dias internados. Ele teve grande surpresa ao sair. Na porta estavam familiares que ele não via há 15 anos.

Bastante emocionado com o reencontro, Rodrigo não escondeu as lágrimas e afirmou que agora “é partir para a vida nova” e que não voltará mais para as ruas. “Vou arrumar um trabalho”, prometeu.

O reencontro de Rodrigo com os familiares foi promovido pelas assistentes sociais do hospital de campanha, que conseguiram achar os familiares do morador de rua após força-tarefa, que contou com a ajuda de pessoas que o auxiliavam com mantimentos, como Nelson Lara de Lima, 48, e Bruna de Lima, 26, e a agente de saúde da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Centreville, Vanda Aparecida Vitoriano da Silva, 52. Por meio de foto publicada nas redes sociais, a família o reconheceu e pôde falar com ele, por meio da videochamada feita enquanto ele estava internado.

Rodrigo afirma ter “ficado muito feliz” ao rever sua irmã, Renata Andrade de Morais Ferreira, 35, e suas primas Priscila Daniela de Andrade, 37, e Karla de Andrade, 30, mesmo que por vídeo. Ontem, somente as primas foram buscá-lo, já que sua irmã mora em Porto Feliz, no Interior, de onde ele saiu antes de ficar nas ruas.
“Nós perdemos dos nossos pais e ficamos com uma tia. Todos fugimos de casa, mas meus irmãos (Rodrigo tem um irmão gêmeo, chamado Robert, que morreu há dez anos) foram para a rua e não soube mais deles”, contou a irmã, Renata. “Agora ele vai vir morar comigo, meu esposo e meu filho em Porto Feliz”, celebrou a irmã.

As primas Priscila, de Mauá, e Karla, de Jundiaí, afirmaram que há cerca de 15 anos Rodrigo as procurou para informar a morte do irmão, vítima de um tiro na lateral da cabeça. “Oferecemos ajuda e tentamos fazer com que ele ficasse conosco, mas ele não apareceu mais”, lamentou Priscila.

As irmãs relataram que Rodrigo, mesmo sabendo onde as encontraria, não voltou mais. “No dia em que ele nos contou da perda do irmão, revelou que Robert tinha duas filhas gêmeas. Pedi para que ele tentasse trazer as meninas para a gente conhecer e, desde então, nunca mais soubemos dele”, contou Karla.

O ex-morador de rua optou por viver no Centreville, em Santo André, onde, além de fazer amigos, tinha cuidado das agentes de saúde do posto.

Nelson revelou que conheceu Rodrigo quando ele pedia ajuda nas ruas. “Sempre dava para ele cobertor, comida e acabamos tendo amizade”, disse. Já Bruna foi a responsável por publicar foto dele nas redes sociais. “Foi assim que conseguimos chegar até a família. É muito emocionante estar aqui (na alta dele)”, afirmou.

Com ajuda de duas colegas de trabalho, a agente de saúde levou cesta de presente para Rodrigo, com bolo, bolachas, sucos e roupas. Todas choraram ao vê-lo recuperado da Covid. “O Alemão (como apelidaram ele) sempre foi muito bem recebido por nós no posto do Centreville. Tornou-se um amigo”, garantiu Vanda.
Rodrigo comemorou a vitória contra a doença e disse que “está animado para voltar à cidade natal”. 

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