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MP apura denúncias de fura-fila da vacina na região

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ouvidoria recebeu relatos de problemas em 100 cidades, incluindo Mauá e Diadema


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

09/02/2021 | 07:00


A vacinação contra a Covid tem sido alvo de denúncias em várias cidades. Levantamento da ouvidoria do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) mostrou que, até janeiro, foram cerca de 100 reclamações sobre fura-fila no Estado. Entre as cidades citadas estão Diadema e Mauá, que tiveram seus casos comunicados à Promotoria de Justiça da Capital.

O MP não respondeu sobre a quantidade de denúncias recebidas nas sete cidades e disse que o dado de janeiro é o mais recente. O Diário denunciou em janeiro dois casos que ocorreram em São Bernardo, quando os servidores Marilia Batista, que trabalha no Centro de Zoonoses, mas está afastada até o dia 1º de abril, e Wanderley Tavares, que atua na área burocrática do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e é responsável pelo direcionamento das ambulâncias, foram imunizados antes de profissionais da saúde da linha de frente. Além deles, o jornal também mostrou que em um asilo de São Bernardo funcionários acusaram a proprietária de vacinar parentes (leia mais abaixo).

A Prefeitura de Mauá informou que a Secretaria de Saúde ainda não foi notificada das denúncias feitas ao MP. “Todo o processo da vacinação tem sido acompanhado pela secretaria e estamos respeitando todos os critérios estabelecidos no plano estadual de saúde. Informamos ainda que está à disposição da população a ouvidoria da saúde, que está disponível para denúncias de qualquer pessoa pelo 0800 760 9000”, afirmou o Paço, por meio de nota.

Diadema, disse, também por nota, que, diante de apuração realizada pela Secretaria de Saúde, essa informação não procede e toda a rede municipal tem seguido os critérios do PNI (Plano Nacional de Imunização). “Duas enfermeiras de cada UBS (Unidade Básica de Saúde), sendo uma delas responsável técnica, têm feito a supervisão direta das vacinas da Covid-19.”

Diário mostrou ontem que há pelo menos três projetos de autoria dos parlamentares da região para punir quem for imunizado antes de grupos prioritários. Na esfera federal, a proposta foi apresentada pelo deputado Alex Manente (Cidadania), de São Bernardo, e prevê a responsabilização criminal de quem furar a fila. Em Santo André, a proposta do vereador Eduardo Leite (PT) fixa multa de R$ 2.500 para os infratores no município. A quantia sobe para R$ 5.000 caso seja servidor público. Já a parlamentar Amanda Nabeshima (PTB), de Ribeirão Pires, anunciou iniciativa semelhante nas redes sociais que visa “criminalizar e multar aqueles que furarem a fila da vacinação” na cidade, mas não detalhou quais seriam as sanções.

Funcionários são demitidos de asilo após reclamação

No dia 28 de janeiro, o Diário publicou denúncia de funcionários da Casa de Repouso Residence Care, no Planalto, em São Bernardo, sobre fura-fila. Na ocasião, os trabalhadores informaram que parentes da proprietária foram imunizados antes de profissionais da limpeza do local. A dona, Luciana Fontes, assumiu, também na ocasião, que faltou vacina nos dois dias de campanha. Segundo ela, a vacinação foi realizada pelas enfermeiras da UBS (Unidade Básica de Saúde) Planalto. Nesta semana, funcionários voltaram a entrar em contato com o Diário sobre demissões após a denúncia.

“Desliguei três pessoas da clínica, mas não devido à reportagem, até porque, não tomei ciência de quem entrou em contato com o jornal. Já eram funcionários que não se enquadraram na reestruturação que estou fazendo, além de terem advertências e problemas antes da vacina”, explicou Luciana.

Apesar de ter enviado a relação de 216 pessoas que seriam imunizadas no asilo – 98 idosos e 118 profissionais que atuam com os residentes –, a proprietária disse que a ordem de quem seria vacinado não compete à clínica, já que o processo foi feito pela UBS. “Faltaram muitas doses daquelas que pedimos (cerca de 40) quando a vigilância sanitária entrou em contato com a gente. Não sou a dona da vacina. As enfermeiras que vieram aplicar já estavam com o cadastro daqueles que seriam vacinados”, disse Luciana.

Questionada, a Prefeitura de São Bernardo explicou, por meio da Secretaria de Saúde, que a cobertura vacinal nas Ilips (Instituições de Longa Permanência de Idosos) foi de 100%, com imunização dos idosos e os profissionais que têm contatos com estes pacientes, incluindo a Casa de Repouso Residence Care. “A denúncia em questão segue em apuração. Ressalta-se que, caso seja confirmada qualquer infração dos protocolos de vacinação, os envolvidos serão responsabilizados.”

Polícia apreende celulares em UBS de Diadema onde doses foram furtadas

A investigação sobre o furto de duas doses da Coronavac na UBS (Unidade Básica de Saúde) Parque Reid, no bairro Campanário, em Diadema, continua. De acordo com o delegado do 1º DP (Distrito Policial) da cidade, Nelson Canelói Junior, foram apreendidos telefones celulares de cinco funcionários da UBS e, desses, um foi encaminhado para perícia. “Estou no aguardo do laudo. Pedi urgência, mas ainda não tenho prazo de quando terei esse documento em mãos.”

A Prefeitura de Diadema informou que “há processo disciplinar em andamento para apuração de suposto envolvimento de funcionários quando do furto” e que o estoque da vacina fica em local com vigilância da GCM (Guarda Civil Municipal) 24 horas por dia.

Os imunizantes estavam armazenados na UBS para aplicação exclusiva dos profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate à pandemia na cidade. A unidade foi abastecida com 70 doses e, desse total, 41 foram aplicadas nos trabalhadores nos três primeiros dias. Ao conferirem o estoque, funcionários perceberam que dois frascos da vacina haviam sido furtados. 

 



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MP apura denúncias de fura-fila da vacina na região

Ouvidoria recebeu relatos de problemas em 100 cidades, incluindo Mauá e Diadema

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

09/02/2021 | 07:00


A vacinação contra a Covid tem sido alvo de denúncias em várias cidades. Levantamento da ouvidoria do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) mostrou que, até janeiro, foram cerca de 100 reclamações sobre fura-fila no Estado. Entre as cidades citadas estão Diadema e Mauá, que tiveram seus casos comunicados à Promotoria de Justiça da Capital.

O MP não respondeu sobre a quantidade de denúncias recebidas nas sete cidades e disse que o dado de janeiro é o mais recente. O Diário denunciou em janeiro dois casos que ocorreram em São Bernardo, quando os servidores Marilia Batista, que trabalha no Centro de Zoonoses, mas está afastada até o dia 1º de abril, e Wanderley Tavares, que atua na área burocrática do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e é responsável pelo direcionamento das ambulâncias, foram imunizados antes de profissionais da saúde da linha de frente. Além deles, o jornal também mostrou que em um asilo de São Bernardo funcionários acusaram a proprietária de vacinar parentes (leia mais abaixo).

A Prefeitura de Mauá informou que a Secretaria de Saúde ainda não foi notificada das denúncias feitas ao MP. “Todo o processo da vacinação tem sido acompanhado pela secretaria e estamos respeitando todos os critérios estabelecidos no plano estadual de saúde. Informamos ainda que está à disposição da população a ouvidoria da saúde, que está disponível para denúncias de qualquer pessoa pelo 0800 760 9000”, afirmou o Paço, por meio de nota.

Diadema, disse, também por nota, que, diante de apuração realizada pela Secretaria de Saúde, essa informação não procede e toda a rede municipal tem seguido os critérios do PNI (Plano Nacional de Imunização). “Duas enfermeiras de cada UBS (Unidade Básica de Saúde), sendo uma delas responsável técnica, têm feito a supervisão direta das vacinas da Covid-19.”

Diário mostrou ontem que há pelo menos três projetos de autoria dos parlamentares da região para punir quem for imunizado antes de grupos prioritários. Na esfera federal, a proposta foi apresentada pelo deputado Alex Manente (Cidadania), de São Bernardo, e prevê a responsabilização criminal de quem furar a fila. Em Santo André, a proposta do vereador Eduardo Leite (PT) fixa multa de R$ 2.500 para os infratores no município. A quantia sobe para R$ 5.000 caso seja servidor público. Já a parlamentar Amanda Nabeshima (PTB), de Ribeirão Pires, anunciou iniciativa semelhante nas redes sociais que visa “criminalizar e multar aqueles que furarem a fila da vacinação” na cidade, mas não detalhou quais seriam as sanções.

Funcionários são demitidos de asilo após reclamação

No dia 28 de janeiro, o Diário publicou denúncia de funcionários da Casa de Repouso Residence Care, no Planalto, em São Bernardo, sobre fura-fila. Na ocasião, os trabalhadores informaram que parentes da proprietária foram imunizados antes de profissionais da limpeza do local. A dona, Luciana Fontes, assumiu, também na ocasião, que faltou vacina nos dois dias de campanha. Segundo ela, a vacinação foi realizada pelas enfermeiras da UBS (Unidade Básica de Saúde) Planalto. Nesta semana, funcionários voltaram a entrar em contato com o Diário sobre demissões após a denúncia.

“Desliguei três pessoas da clínica, mas não devido à reportagem, até porque, não tomei ciência de quem entrou em contato com o jornal. Já eram funcionários que não se enquadraram na reestruturação que estou fazendo, além de terem advertências e problemas antes da vacina”, explicou Luciana.

Apesar de ter enviado a relação de 216 pessoas que seriam imunizadas no asilo – 98 idosos e 118 profissionais que atuam com os residentes –, a proprietária disse que a ordem de quem seria vacinado não compete à clínica, já que o processo foi feito pela UBS. “Faltaram muitas doses daquelas que pedimos (cerca de 40) quando a vigilância sanitária entrou em contato com a gente. Não sou a dona da vacina. As enfermeiras que vieram aplicar já estavam com o cadastro daqueles que seriam vacinados”, disse Luciana.

Questionada, a Prefeitura de São Bernardo explicou, por meio da Secretaria de Saúde, que a cobertura vacinal nas Ilips (Instituições de Longa Permanência de Idosos) foi de 100%, com imunização dos idosos e os profissionais que têm contatos com estes pacientes, incluindo a Casa de Repouso Residence Care. “A denúncia em questão segue em apuração. Ressalta-se que, caso seja confirmada qualquer infração dos protocolos de vacinação, os envolvidos serão responsabilizados.”

Polícia apreende celulares em UBS de Diadema onde doses foram furtadas

A investigação sobre o furto de duas doses da Coronavac na UBS (Unidade Básica de Saúde) Parque Reid, no bairro Campanário, em Diadema, continua. De acordo com o delegado do 1º DP (Distrito Policial) da cidade, Nelson Canelói Junior, foram apreendidos telefones celulares de cinco funcionários da UBS e, desses, um foi encaminhado para perícia. “Estou no aguardo do laudo. Pedi urgência, mas ainda não tenho prazo de quando terei esse documento em mãos.”

A Prefeitura de Diadema informou que “há processo disciplinar em andamento para apuração de suposto envolvimento de funcionários quando do furto” e que o estoque da vacina fica em local com vigilância da GCM (Guarda Civil Municipal) 24 horas por dia.

Os imunizantes estavam armazenados na UBS para aplicação exclusiva dos profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate à pandemia na cidade. A unidade foi abastecida com 70 doses e, desse total, 41 foram aplicadas nos trabalhadores nos três primeiros dias. Ao conferirem o estoque, funcionários perceberam que dois frascos da vacina haviam sido furtados. 

 

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