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Leandro Altrão denuncia fura-filas da vacina ao MP

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Médico, ex-prefeiturável de São Bernardo leva casos de servidores que foram imunizados


Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

08/02/2021 | 07:00


O ex-prefeiturável Leandro Altrão (PSB), de São Bernardo, levou ao Ministério Público os casos de fura-filas da vacina contra a Covid-19 na cidade, cuja denúncia foi revelada pelo Diário recentemente.

Doutor Leandro, que é medico oriundo da rede pública de São Bernardo e hoje está na linha de frente da atuação contra o novo coronavírus, prometeu cobrar da Promotoria celeridade na investigação do caso.

“Já não é mais novidade as notícias de imoralidade na atual gestão <CF51>(de Orlando Morando, PSDB)</CF>. Vou formalizar uma denúncia ao Ministério Público para averiguar o ocorrido”, publicou o socialista. O protocolo foi feito via sistema eletrônico do MP e encaminhado à Prromotoria de São Bernardo.

Os casos dizem respeito a dois servidores que não pertencem aos grupos prioritários da vacinação e que atuam em setores burocráticos do governo Morando (PSDB).

A primeira é Marilia Batista, que registrou nas redes sociais o momento em que foi vacinada. Ela trabalha no Centro de Zoonozes, mas está afastada das atividades por pertencer ao grupo risco da Covid-19. Outro que furou a prioridade foi Wanderley Tavares, que atua na área burocrática do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) – é responsável pelo direcionamento das ambulâncias. Os casos surgiram dias depois de a cidade receber as primeiras doses da Coronavac, vacina contra a Covid produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Ambos foram candidatos a vereador na coalizão de Morando no ano passado.

No atual cenário de pandemia e diante da escassez de doses no País, a imunização tem sido restringida a populações mais vulneráveis ao coronavírus, como profissionais da saúde e idosos, mas fraudes têm levado as seringas a outros braços antes dos de quem enfrenta o vírus de frente ou tende a desenvolver a face mais grave da infecção. Os casos dos fura-filas explodiram no Brasil desde o início da vacinação, no mês passado. Há relatos que vão de servidores até agentes políticos, como prefeitos, secretários de saúde e seus familiares.

Em Diadema, apesar de não haver denúncias de fura-filas, a vacinação contra a Covid-19 virou caso de polícia depois que duas doses da Coronavac foram furtadas da UBS (Unidade Básica de Saúde) Parque Reid, no bairro Canhema. Recentemente, funcionários da unidade prestaram depoimentos e o caso segue sendo investigado pelo 1º DP (Centro). O governo do prefeito José de Filippi Júnior (PT) também instaurou sindicância para apurar o furto, já que o local onde os frascos estavam armazenados não tinha sinais de arrombamento e o acesso era restrito aos funcionários.

Também foram denunciados casos de fura-filas em Mauá. Funcionários da área da saúde acusaram servidores que atuam no setor administrativo do Hospital Doutor Radamés Nardini, gerenciado pela FUABC (Fundação do ABC), de passarem na frente dos próprios profissionais da linha de frente. A FUABC, por sua vez, defendeu o direito desses servidores em serem imunizados. Segundo a entidade, “dois colaboradores trabalham no plantão administrativo noturno” do Nardini e “acessam frequentemente todas as áreas de Covid-19 para levar prontuários”.

O governo Morando, por sua vez, sustenta que segue à risca os critérios do PNI (Plano Nacional de Imunização) e promete apurar eventuais irregularidades. Sobre a representação de doutor Leandro, a gestão diz não ter sido notificada e que aguarda manifestação do MP.

Projeto propõe prisão a quem for imunizado antes da hora

Em meio ao surgimento de casos de pessoas que estão furando a fila da vacina contra a Covid-19, parlamentares do Grande ABC formularam projetos para punir quem for imunizado antes de grupos prioritários.

Há pelo menos três projetos de autoria dos parlamentares da região nesse sentido. Dois deles tramitam em âmbito municipal, nos municípios de Santo André e Ribeirão Pires. Na esfera federal, a proposta foi apresentada pelo deputado Alex Manente (Cidadania), de São Bernardo, e prevê a responsabilização criminal de quem furar a fila de qualquer vacina no País.

O projeto de Alex inclui artigo no Código Penal que enquadra a prática como crime contra a saúde pública. Quem desrespeitar a prioridade das vacinações poderia ser condenado à prisão pelo período de um a três anos, além de pagar multa. “Entendemos ser absolutamente necessária a criação de tipo penal para inibir tais comportamentos abusivos, para proteger os que realmente necessitam de imunização urgente, sejam os absolutamente vulneráveis, sejam os que põem a própria vida em risco para salvar os doentes em hospitais”, sustenta Alex. O projeto foi protocolado na casa na quarta-feira e, por ora, não tramitará com urgência.

Em Santo André, a proposta, de autoria do vereador Eduardo Leite (PT), fixa multa de R$ 2.500 para quem furar a fila da vacina contra a Covid no município. A quantia sobe para R$ 5.000 caso o infrator seja servidor público, tanto da administração direta quanto da indireta. A medida foi protocolada na casa na terça-feira e aguarda aval das comissões internas para ir ao plenário.

Já a parlamentar Amanda Nabeshima (PTB), de Ribeirão Pires, anunciou iniciativa semelhante nas redes sociais que visa “criminalizar e multar aqueles que furarem a fila da vacinação” na cidade, mas não detalhou quais seriam as sanções. “Precisamos de um controle sério e transparente para que ninguém fure a fila da vacinação, como temos visto, infelizmente, no noticiário”, publicou a parlamentar.



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