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Juíza impede bloqueio de Anchieta e Imigrantes durante greve dos caminhoneiros

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ida Inês Del Cid, de S.Bernardo, estipula multa de R$ 300 mil por hora para motorista que desrespeitar decisão; categoria cobra melhores condições de trabalho


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

31/01/2021 | 22:26


A juíza Ida Inês Del Cid, da 2ª Vara Cível de São Bernardo e plantonista deste fim de semana, deferiu liminar contra o bloqueio da Via Anchieta e da Rodovia dos Imigrantes, que cortam o Grande ABC, a partir desta segunda-feira, data programada para início de greve dos caminhoneiros.

Reconhecendo o direito constitucional de greve, ela estipulou multa de R$ 50 mil inicial caso não haja distanciamento de 500 metros das praças de pedágio mais R$ 300 mil por hora para cada profissional do transporte identificado pela polícia que estiver bloqueando a passagem.

“Aqueles que não forem caminhoneiros, o que é possível se ver pela identificação da CNH (Carteira Nacional de Habilitação), serão retirados do local, pena de crime de desobediência, e multados na mesma forma acima, com a devida lavratura dos boletins de ocorrência e o boletim de ocorrência da Polícia Militar”, escreveu a magistrada.

A juíza atendeu a um pedido da Ecovias, concessionária do SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes). “Tal decisão visa com que, a greve deva ser única e tão somente realizada pela classe dos caminhoneiros, sem participação de classes diversas, mesmo que apoiadoras. A via deve ficar livre, mormente porque estamos em Pandemia Covid-19, onde a circulação não pode parar”, disse Ida, em seu despacho.

Os caminhoneiros confirmaram greve a partir desta segunda-feira, reivindicando melhores condições de trabalho. Há crítica ao aumento dos combustíveis e ao marco regulatório do transporte marítimo, bem como pedido para que a categoria tenha aposentadoria especial. Segundo os sindicatos que cuidam dos interesses do segmento, a situação atual é pior do que a de 2018.

Três anos atrás, caminhoneiros pararam durante dez dias, o que afetou o sistema de distribuição em todo o País. Faltaram, por exemplo, combustível e alimento. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), cuja eleição foi defendida pela classe, fez apelo aos motoristas. Por ora, em vão. 



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