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Endividamento é o menor em 14 meses


Karina Nappi
Do Diário do Grande ABC

30/08/2011 | 07:02


O aumento da população empregada e com carteira assinada, em conjunto com a ausência de datas comemorativas em julho e as medidas do governo de contenção aos altos financiamentos, proporcionou redução no endividamento e a queda na inadimplência. Os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da Fecomercio de agosto apontam queda nos números das famílias que possuem algum tipo de dívida, ao marcar 45,1%, frente aos 47,3% apurados em julho. O nível de endividamento de agosto é o mais baixo desde junho de 2010, quando o índice apresentou 42,1%.

A Fecomercio explica que essa menor taxa do endividamento deve-se ao maior crescimento da renda e estabilidade no mercado de trabalho, o que tem mantido os débitos abaixo dos 50%, nível que se manteve nos primeiros meses do ano. A assessora econômica da entidade, Fernanda Della Rosa, relata que para chegar neste resultado é necessário analisar alguns fatores, como que o endividamento já vinha caindo mês a mês, depois da alta de janeiro, resultado das compras de Natal - a melhor data para o comércio e que teve recorde na década. Além disso, ela ressaltou que as datas comemorativas como Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia dos Pais, que aumentaram as vendas, já se diluíram.

"O que chama atenção é o nível, abaixo de 50%, isso mostra que o consumidor consegue agora administrar suas dívidas e que estamos numa época em que as pessoas começam a regularizar seu nome para fazer novos financiamentos."

O analista José Góes, da Wintrade, não concorda com a posição da assessora, diz que os brasileiros não se planejam para fazer novas dívidas e que esta queda é surpreendente e deve-se à entressafra de datas comerciais do País.

"Isso é uma surpresa, no curto prazo as famílias estão se readaptando ao novo cenário para não se endividarem. Estamos vendo a renda aumentar, o que é favorável para o consumidor honrar suas dívidas. As pessoas estão com mais verbas e quitando os financiamentos e créditos feitos para se adaptar a sua nova realidade."

Fernanda relata que apesar das medidas que restringem o crédito, e que tiraram R$ 61 bilhões da economia, o governo tem feito de tudo para restringir a inflação e o consumo mais acelerado.

Uma das decisões ocorreu por meio da imposição do valor mínimo para as faturas de cartão de crédito, que passou para 15% em junho e será de 20% em dezembro, o que força o pagamento dos débitos e não deixa que o consumidor prolongue suas contas.

FUTURO - Fernanda reintera que a tendência é de consumo e há potencial para isso, pois o endividamento está baixo, mesmo frente à crise mundial. A expectativa é que este ano seja igual ao ano passado, ou seja, sem alta, uma vez que houve crescimento forte em 2010, com faturamento real crescendo 6%.

Em números absolutos, o total de famílias endividadas diminuiu de 1,683 milhão em julho para 1,616 milhão em agosto, sendo que em agosto de 2010 esse número era de 1,8 milhão, apresentando queda, ano a ano, da ordem de 184 mil consumidores.

Em média, famílias analisadas com contas em atraso, 51,8% têm dívidas vencidas há mais de 90 dias. Outros 23,1% têm contas atrasadas por até 30 dias, enquanto que 21,6% do total de famílias estão com débitos vencidos entre 30 e 90 dias.

 

Cartão de crédito ainda é o vilão para as famílias

Em agosto houve decréscimo de 3,5 pontos percentuais no número de famílias que apresentam contas em atraso chegando a 12%. Esse é menor nível desde fevereiro de 2010 quando o índice esteve em 12,3%. No comparativo com agosto do ano passado, o indicador apresentou queda de 2 pontos. Com isso, o total de famílias com contas em atraso caiu de 555 mil em julho para 428 mil em agosto.

Dos consumidores com dívidas vencidas, a diferença entre as que ganham até dez salários-mínimos com as ganham acima de dez salários é de 9%. Demonstrando que as famílias com renda de até dez mínimos apresentam problemas com a capacidade de pagamento e que acabam se endividando demais, proporcionalmente à sua renda.

O principal tipo de dívida continua sendo o cartão de crédito, sendo utilizado por 71,2% das famílias analisadas. Em seguida, estão: carnês (23,2%) e crédito pessoal (10,1%).



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