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Mauaense espera há mais de 2 anos por uma consulta

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com paralisia cerebral, Maria Clara, 9 anos, precisa passar com especialista para avaliar possível cirurgia; Prefeitura promete resolver impasse


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

28/01/2021 | 00:01


Desde agosto de 2018, Silvoneide Oliveira Felix, 50 anos, luta para que sua filha, Maria Clara Silva Felix, 9, passe com ortopedista especialista pediatra e, em seguida, faça exame chamado análise de marcha pela rede pública de saúde de Mauá. A garota tem paralisia cerebral e sofre com problema na parte motora da cintura para baixo. Ela consegue andar, mas por pouco tempo e com ajuda de órtese (dispositivo externo que axilia a dar suporte e alinhamento a certas partes do corpo). O exame é crucial para dar início a outro processo, cirúrgico, que pode trazer mais conforto à criança.

Moradora de Mauá, Maria Clara é acompanhada pela Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência de Ribeirão Pires). Há mais de dois anos, o espaço pediu que a criança passasse com ortopedista especialista pediatra e sugeriu que fosse na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), para que o profissional a avaliasse e pedisse o exame por meio da rede pública de saúde.
“Minha filha precisa de cirurgia, porém, somente esse exame dirá com precisão o local exato da cirurgia”, explica a mãe.

Como mora em Mauá, Silvoneide foi à UBS (Unidade Básica de Saúde) da Vila Assis para dar continuidade ao trâmite. A resposta, no entanto, só veio mais de um ano depois do pedido, em janeiro de 2020, negativada. “A UBS alegou que eles (AACD) não atendem à região de Mauá. Foi essa a justificativa”, explicou a mãe.
“O pessoal da UBS disse que ia tentar enviar o encaminhamento para a Rede Lucy Montoro, de São Paulo. Em seguida veio a pandemia. Só consegui voltar lá em agosto. Primeiro me disseram que a guia estava vencida e me disseram para passar de novo com um pediatra. Respondi que não ia começar tudo do zero de novo”, conta.

Silvoneide foi encaminhada pela UBS para assistente social da rede municipal. “Ela me orientou a retornar à UBS e que lá eles tinham que preencher os formulários para encaminhar ao Lucy Montoro”, explica. Após envio, em dezembro, a resposta saiu dia 19, negativa de novo. Diz que a ficha foi recusada e “não atende critérios de elegibilidade”.

“Venho buscando uma solução. Ela faz fisioterapia desde os 11 meses. Precisa de série de cuidados e é muito dependente de mim”, conta. O exame custa, em média, R$ 2.500. Silvoneide está desempregada desde que se separou, há seis anos, pois passou a se dedicar somente aos cuidados da filha.

“Sobrevivemos com o Loas (Lei Orgânica da Assistência Social) da minha filha. É um salário mínimo, mas tem aluguel, as contas e comida. O pai dela mudou do Estado, ajuda quando quer. Não posso pagar por esse exame e dependo exclusivamente do SUS (Sistema Único de Saúde)”, desabafa.

Procurada, a AACD explicou que não foi encontrado o registro de entrada da paciente, “o que significa que a instituição não recebeu nenhum encaminhamento da UBS”. A Prefeitura informou que não encontrou registro das tratativas feitas com a antiga administração. “No entanto, dada a gravidade e a necessidade da atenção rápida, após alguns contatos entre a nova equipe da Secretaria de Saúde e a mãe da menina, ficou agendada para amanhã (hoje) reunião presencial com a equipe técnica da secretaria para conseguir encontrar solução”. 



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Com paralisia cerebral, Maria Clara, 9 anos, precisa passar com especialista para avaliar possível cirurgia; Prefeitura promete resolver impasse

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

28/01/2021 | 00:01


Desde agosto de 2018, Silvoneide Oliveira Felix, 50 anos, luta para que sua filha, Maria Clara Silva Felix, 9, passe com ortopedista especialista pediatra e, em seguida, faça exame chamado análise de marcha pela rede pública de saúde de Mauá. A garota tem paralisia cerebral e sofre com problema na parte motora da cintura para baixo. Ela consegue andar, mas por pouco tempo e com ajuda de órtese (dispositivo externo que axilia a dar suporte e alinhamento a certas partes do corpo). O exame é crucial para dar início a outro processo, cirúrgico, que pode trazer mais conforto à criança.

Moradora de Mauá, Maria Clara é acompanhada pela Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência de Ribeirão Pires). Há mais de dois anos, o espaço pediu que a criança passasse com ortopedista especialista pediatra e sugeriu que fosse na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), para que o profissional a avaliasse e pedisse o exame por meio da rede pública de saúde.
“Minha filha precisa de cirurgia, porém, somente esse exame dirá com precisão o local exato da cirurgia”, explica a mãe.

Como mora em Mauá, Silvoneide foi à UBS (Unidade Básica de Saúde) da Vila Assis para dar continuidade ao trâmite. A resposta, no entanto, só veio mais de um ano depois do pedido, em janeiro de 2020, negativada. “A UBS alegou que eles (AACD) não atendem à região de Mauá. Foi essa a justificativa”, explicou a mãe.
“O pessoal da UBS disse que ia tentar enviar o encaminhamento para a Rede Lucy Montoro, de São Paulo. Em seguida veio a pandemia. Só consegui voltar lá em agosto. Primeiro me disseram que a guia estava vencida e me disseram para passar de novo com um pediatra. Respondi que não ia começar tudo do zero de novo”, conta.

Silvoneide foi encaminhada pela UBS para assistente social da rede municipal. “Ela me orientou a retornar à UBS e que lá eles tinham que preencher os formulários para encaminhar ao Lucy Montoro”, explica. Após envio, em dezembro, a resposta saiu dia 19, negativa de novo. Diz que a ficha foi recusada e “não atende critérios de elegibilidade”.

“Venho buscando uma solução. Ela faz fisioterapia desde os 11 meses. Precisa de série de cuidados e é muito dependente de mim”, conta. O exame custa, em média, R$ 2.500. Silvoneide está desempregada desde que se separou, há seis anos, pois passou a se dedicar somente aos cuidados da filha.

“Sobrevivemos com o Loas (Lei Orgânica da Assistência Social) da minha filha. É um salário mínimo, mas tem aluguel, as contas e comida. O pai dela mudou do Estado, ajuda quando quer. Não posso pagar por esse exame e dependo exclusivamente do SUS (Sistema Único de Saúde)”, desabafa.

Procurada, a AACD explicou que não foi encontrado o registro de entrada da paciente, “o que significa que a instituição não recebeu nenhum encaminhamento da UBS”. A Prefeitura informou que não encontrou registro das tratativas feitas com a antiga administração. “No entanto, dada a gravidade e a necessidade da atenção rápida, após alguns contatos entre a nova equipe da Secretaria de Saúde e a mãe da menina, ficou agendada para amanhã (hoje) reunião presencial com a equipe técnica da secretaria para conseguir encontrar solução”. 

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