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Vergonha


Do Diário do Grande ABC

27/01/2021 | 23:59


São Bernardo parece ter perdido o controle sobre a vacinação de munícipes contra o novo coronavírus. Abundam denúncias de que há moradores da cidade tomando doses de Coronavac sem integrarem os grupos prioritários do PNI (Plano Nacional de Imunização). Há casos, inclusive, de servidores do Paço, dois deles candidatos a vereador por partidos incluídos na aliança que reelegeu o prefeito Orlando Morando (PSDB). Estranha-se a demora do governo em reagir, com rigor, ao processo de fura-fila que expõe à Covid-19 quem mais precisa de proteção, como profissionais que atuam na linha de frente de combate à doença e idosos.

Até agora, imaginava-se que os casos se devessem ao compadrio infame que caracteriza boa parte das relações políticas no Brasil em geral e no Grande ABC em particular. Reportagem publicada hoje pelo Diário, todavia, comprova que há muito de falta de controle nos processos de distribuição e aplicação das doses, o que é ainda mais preocupante.

Ao atender o pedido de um asilo da cidade, a vigilância sanitária liberou 216 unidades solicitadas, que seriam suficientes para proteger idosos e funcionários do local. Ocorre que, na hora de aplicação do imunizante, deu-se pela falta de doses capazes de atender a todos os indivíduos. Em entrevista ao jornal, funcionária do estabelecimento revelou que parentes da proprietária e das enfermeiras foram vacinados, mesmo não fazendo parte do Plano Nacional de Imunização. Cadê o controle do Paço, a quem o Estado confiou a execução do PNI? A falta de resposta é obscena.

Municípios brasileiros em que servidores públicos furaram a fila para se imunizar, aproveitando-se da proximidade com políticos ou da ausência de fiscalização, adotaram medidas para coibir as infrações. A Prefeitura de Santa Luzia, Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, demitiu ontem o secretário de Esportes, Marco Aurélio Silva, que havia se vacinado sem pertencer ao grupo prioritário. Em São Bernardo, por enquanto, a repressão ainda está na promessa. 



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Vergonha

Do Diário do Grande ABC

27/01/2021 | 23:59


São Bernardo parece ter perdido o controle sobre a vacinação de munícipes contra o novo coronavírus. Abundam denúncias de que há moradores da cidade tomando doses de Coronavac sem integrarem os grupos prioritários do PNI (Plano Nacional de Imunização). Há casos, inclusive, de servidores do Paço, dois deles candidatos a vereador por partidos incluídos na aliança que reelegeu o prefeito Orlando Morando (PSDB). Estranha-se a demora do governo em reagir, com rigor, ao processo de fura-fila que expõe à Covid-19 quem mais precisa de proteção, como profissionais que atuam na linha de frente de combate à doença e idosos.

Até agora, imaginava-se que os casos se devessem ao compadrio infame que caracteriza boa parte das relações políticas no Brasil em geral e no Grande ABC em particular. Reportagem publicada hoje pelo Diário, todavia, comprova que há muito de falta de controle nos processos de distribuição e aplicação das doses, o que é ainda mais preocupante.

Ao atender o pedido de um asilo da cidade, a vigilância sanitária liberou 216 unidades solicitadas, que seriam suficientes para proteger idosos e funcionários do local. Ocorre que, na hora de aplicação do imunizante, deu-se pela falta de doses capazes de atender a todos os indivíduos. Em entrevista ao jornal, funcionária do estabelecimento revelou que parentes da proprietária e das enfermeiras foram vacinados, mesmo não fazendo parte do Plano Nacional de Imunização. Cadê o controle do Paço, a quem o Estado confiou a execução do PNI? A falta de resposta é obscena.

Municípios brasileiros em que servidores públicos furaram a fila para se imunizar, aproveitando-se da proximidade com políticos ou da ausência de fiscalização, adotaram medidas para coibir as infrações. A Prefeitura de Santa Luzia, Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, demitiu ontem o secretário de Esportes, Marco Aurélio Silva, que havia se vacinado sem pertencer ao grupo prioritário. Em São Bernardo, por enquanto, a repressão ainda está na promessa. 

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