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Parecer sugere desaprovação de contas de Dequinha

Vereador do PSD de Diadema vê analista interna do TRE-SP recomendar rejeição; parlamentar diz ter encaminhado toda documentação


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

28/01/2021 | 00:15


A Justiça Eleitoral de Diadema recomendou a desaprovação das contas de campanha do vereador Dequinha Potência (PSD) por falhas na prestação de contas. O parecer negativo foi emitido por órgão interno da 426ª Zona Eleitoral da cidade, não representa decisão judicial ainda, mas pode abrir caminho para cassação do mandato do parlamentar.

O Diário mostrou na semana passada que pente-fino realizado pela Justiça Eleitoral diademense encontrou diversas inconsistências no balancete entregue por Dequinha e que o juiz José Pedro Rebello Giannini determinou que o parlamentar explicasse a identificação de receitas e despesas ocultadas da prestação de contas.

Entre as contradições encontradas, o juízo eleitoral da cidade apontou omissão de gasto, na ordem de R$ 200, com uma gráfica. Também citou o fato de Dequinha ter tirado do próprio bolso R$ 2.500 para investir em sua campanha, enquanto declarou à Justiça Eleitoral não possuir bens. Há ainda registros de falta de recolhimento de sobras da campanha, no valor de R$ 84,30.

Em suas explicações, Dequinha alegou, no caso da despesa com a gráfica, que o valor não consta na prestação de contas porque não tinha conhecimento do gasto. À Justiça, o pessedista disse que a dívida diz respeito à compra de 10 mil santinhos feita voluntariamente por uma eleitora “para fins de distribuir em sua vizinhança”. O argumento, contudo, não foi aceito. “A nota fiscal (da despesa) se refere a gasto eleitoral. Sendo assim, a alegação de desconhecimento da despesa não afasta a irregularidade no presente caso”, diz trecho do parecer.

Quanto à sobra financeira, Dequinha garantiu que devolveu o recurso ao partido, mas a Justiça identificou a existência de um “cheque compensado e posteriormente devolvido sem fundos”.

Ao Diário, Dequinha minimizou o caso. “É algo simples de se resolver e que todos os candidatos estão passando. É só consultar, tem vários vereadores com o mesmo problema (na prestação de contas)”, disse. “Fizemos uma campanha limpa e honesta. Estamos à disposição da Justiça para mais esclarecimentos”, afirmou.



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Parecer sugere desaprovação de contas de Dequinha

Vereador do PSD de Diadema vê analista interna do TRE-SP recomendar rejeição; parlamentar diz ter encaminhado toda documentação

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

28/01/2021 | 00:15


A Justiça Eleitoral de Diadema recomendou a desaprovação das contas de campanha do vereador Dequinha Potência (PSD) por falhas na prestação de contas. O parecer negativo foi emitido por órgão interno da 426ª Zona Eleitoral da cidade, não representa decisão judicial ainda, mas pode abrir caminho para cassação do mandato do parlamentar.

O Diário mostrou na semana passada que pente-fino realizado pela Justiça Eleitoral diademense encontrou diversas inconsistências no balancete entregue por Dequinha e que o juiz José Pedro Rebello Giannini determinou que o parlamentar explicasse a identificação de receitas e despesas ocultadas da prestação de contas.

Entre as contradições encontradas, o juízo eleitoral da cidade apontou omissão de gasto, na ordem de R$ 200, com uma gráfica. Também citou o fato de Dequinha ter tirado do próprio bolso R$ 2.500 para investir em sua campanha, enquanto declarou à Justiça Eleitoral não possuir bens. Há ainda registros de falta de recolhimento de sobras da campanha, no valor de R$ 84,30.

Em suas explicações, Dequinha alegou, no caso da despesa com a gráfica, que o valor não consta na prestação de contas porque não tinha conhecimento do gasto. À Justiça, o pessedista disse que a dívida diz respeito à compra de 10 mil santinhos feita voluntariamente por uma eleitora “para fins de distribuir em sua vizinhança”. O argumento, contudo, não foi aceito. “A nota fiscal (da despesa) se refere a gasto eleitoral. Sendo assim, a alegação de desconhecimento da despesa não afasta a irregularidade no presente caso”, diz trecho do parecer.

Quanto à sobra financeira, Dequinha garantiu que devolveu o recurso ao partido, mas a Justiça identificou a existência de um “cheque compensado e posteriormente devolvido sem fundos”.

Ao Diário, Dequinha minimizou o caso. “É algo simples de se resolver e que todos os candidatos estão passando. É só consultar, tem vários vereadores com o mesmo problema (na prestação de contas)”, disse. “Fizemos uma campanha limpa e honesta. Estamos à disposição da Justiça para mais esclarecimentos”, afirmou.

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