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Funcionários de bares fazem protesto na Avenida Paulista

Estadão Conteúdo Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Movimento, que pede abertura aos fins de semana, repercute em São Paulo e Brasília


Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

27/01/2021 | 21:10


Funcionários e donos de bares e restaurantes protestaram ontem na Avenida Paulista, em São Paulo, contra o fechamento dos estabelecimentos às 20h durante a semana e a proibição de abertura aos sábados e domingos. O movimento repercutiu nas esferas estadual e federal. Os posicionamentos do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), não foram bem recebidas pelo Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC).

Doria, em entrevista a uma rádio, disse que entende a dificuldade dos proprietários de bares e restaurantes e também dos funcionários. Entretanto, é preciso manter as normas porque “morto não consome”.

“Paciência já estamos tendo desde março de 2020. Se morto não consome, o desempregado também não. Aliás, a inanição é uma das formas do genocídio. Uma declaração esdrúxula merece resposta à altura. Essa falta de ação do governo só prejudica donos de bares e restaurantes, que já estão em situação difícil, sem ter como se sustentarem. Só quem tem de pagar as contas sabe o quanto o momento está difícil”, afirmou Beto Moreira, presidente do Sehal.

Em Brasília, Bolsonaro prometeu responder, em até 15 dias, se o governo tem condições ou não de ajudar novamente o setor. O presidente levou representantes da categoria a uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e saiu de lá com uma lista de pedidos que inclui adiar o início dos pagamentos de empréstimos subsidiados concedidos em 2020 e retomar a permissão para que empresas reduzam salário e jornada ou suspendam contratos de trabalhadores.

“Esperar por 15 dias? Até lá muita gente já morreu de fome. O presidente precisa se decidir se governa o País ou se se preocupa com a campanha para eleição da presidência da Câmara... Como presidente deveria agir, mas, ao contrário, não está fazendo nada”, disse Moreira.

Representantes do setor pediram ao ministro, entre outras coisas, a prorrogação da carência para pagar empréstimos no âmbito do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte). (com informações do Estadão Conteúdo) 



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Funcionários de bares fazem protesto na Avenida Paulista

Movimento, que pede abertura aos fins de semana, repercute em São Paulo e Brasília

Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

27/01/2021 | 21:10


Funcionários e donos de bares e restaurantes protestaram ontem na Avenida Paulista, em São Paulo, contra o fechamento dos estabelecimentos às 20h durante a semana e a proibição de abertura aos sábados e domingos. O movimento repercutiu nas esferas estadual e federal. Os posicionamentos do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), não foram bem recebidas pelo Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC).

Doria, em entrevista a uma rádio, disse que entende a dificuldade dos proprietários de bares e restaurantes e também dos funcionários. Entretanto, é preciso manter as normas porque “morto não consome”.

“Paciência já estamos tendo desde março de 2020. Se morto não consome, o desempregado também não. Aliás, a inanição é uma das formas do genocídio. Uma declaração esdrúxula merece resposta à altura. Essa falta de ação do governo só prejudica donos de bares e restaurantes, que já estão em situação difícil, sem ter como se sustentarem. Só quem tem de pagar as contas sabe o quanto o momento está difícil”, afirmou Beto Moreira, presidente do Sehal.

Em Brasília, Bolsonaro prometeu responder, em até 15 dias, se o governo tem condições ou não de ajudar novamente o setor. O presidente levou representantes da categoria a uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e saiu de lá com uma lista de pedidos que inclui adiar o início dos pagamentos de empréstimos subsidiados concedidos em 2020 e retomar a permissão para que empresas reduzam salário e jornada ou suspendam contratos de trabalhadores.

“Esperar por 15 dias? Até lá muita gente já morreu de fome. O presidente precisa se decidir se governa o País ou se se preocupa com a campanha para eleição da presidência da Câmara... Como presidente deveria agir, mas, ao contrário, não está fazendo nada”, disse Moreira.

Representantes do setor pediram ao ministro, entre outras coisas, a prorrogação da carência para pagar empréstimos no âmbito do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte). (com informações do Estadão Conteúdo) 

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