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Afetada pela saída da Ford, Arteb demite trabalhadores

Adonis Guerra/SMABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Metalúrgicos cruzaram os braços após assembleia organizada pelo sindicato; existe a possibilidade de 435 dispensas


Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

26/01/2021 | 22:52


 A Arteb, empresa instalada em São Bernardo desde 1967, foi impactada pelo encerramento das atividades da Ford no Brasil. A fabricante de sistemas de iluminação anunciou demissões e, desde ontem, seus funcionários estão em greve. 

O número total de cortes não foi informado. O sindicato dos Metalúrgicos do ABC afirma que uma consultoria contratada pela empresa teria indicado a dispensa de 50% dos cerca de 870 trabalhadores.

A Arteb possuía uma unidade no Polo de Camaçari, na Bahia, que tinha como principal cliente a Ford. E que encerrou as atividades com o término das operações da montadora. A fabricante fornecia peças para os modelos EcoSport, Ka e Ka sedan, além da Rager, feita na planta da Argentina.

Uma assembleia foi realizada ontem na portaria da Arteb, quando os operários decidiram cruzar os braços em resposta ao anúncio das demissões, que foi feito por carta ou telefone. No período da tarde, sindicato e representantes da empresa se reuniram para tratar do assunto.

De acordo com Moisés Selerges, secretário-geral do sindicato, a Arteb alega que foi prejudicada pela descontinuidade da Ford do Brasil, o que culminou no fechamento da planta que ficava dentro da montadora, em Camaçari. 

“A Arteb é uma empresa antiga no Grande ABC, que já vivia uma situação complicada, em recuperação judicial desde 2016. O que a direção nos disse é que, com o fechamento da Ford, em plena pandemia, as coisas complicaram muito. É mais uma empresa, e seus trabalhadores, colhendo as consequências da total falta de política governamental, tanto em nível estadual como federal”, destacou Selerges. 

De acordo com o dirigente, haverá novas rodadas de negociação com a fábrica. “Precisamos abordar uma série de questões, já que se trata de uma empresa em recuperação judicial. Queremos discutir inclusive seu futuro, uma fábrica antiga, que emprega atualmente mais de 800 trabalhadores e é importante para a região”, reforçou.

Segundo Selerges, hoje haverá nova assembleia com os trabalhadores, na porta da fábrica, às 8h. “Vamos detalhar para eles o que conversamos com a empresa e tomar as decisões em conjunto”, informou. Os responsáveis pela Arteb não foram localizados.

Fábrica entrou com pedido de recuperação judicial em 2016

A Arteb entrou com pedido de recuperação judicial em 2016 e, na época, anunciou a dispensa de 370 dos cerca de 1.100 funcionários que possuía em são Bernardo. A decisão motivou greve, que durou sete dias. 

A paralisação foi suspensa quando a fabricante de autopeças abriu negociações com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para a quitação das verbas rescisórias dos funcionários dispensados. Inicialmente, os valores seriam incorporados ao processo de recuperação.

Fornecedora das principais montadoras, como General Motors, Toyota, Fiat e Ford, a empresa foi afetada pela forte crise econômica que abalou o País entre os anos de 2014 e 2016. 

Com a queda no faturamento, tentou valer-se de operações financeiras. Sem sucesso, não restou outra alternativa que não fosse recorrer ao pedido de recuperação judicial



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Afetada pela saída da Ford, Arteb demite trabalhadores

Metalúrgicos cruzaram os braços após assembleia organizada pelo sindicato; existe a possibilidade de 435 dispensas

Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

26/01/2021 | 22:52


 A Arteb, empresa instalada em São Bernardo desde 1967, foi impactada pelo encerramento das atividades da Ford no Brasil. A fabricante de sistemas de iluminação anunciou demissões e, desde ontem, seus funcionários estão em greve. 

O número total de cortes não foi informado. O sindicato dos Metalúrgicos do ABC afirma que uma consultoria contratada pela empresa teria indicado a dispensa de 50% dos cerca de 870 trabalhadores.

A Arteb possuía uma unidade no Polo de Camaçari, na Bahia, que tinha como principal cliente a Ford. E que encerrou as atividades com o término das operações da montadora. A fabricante fornecia peças para os modelos EcoSport, Ka e Ka sedan, além da Rager, feita na planta da Argentina.

Uma assembleia foi realizada ontem na portaria da Arteb, quando os operários decidiram cruzar os braços em resposta ao anúncio das demissões, que foi feito por carta ou telefone. No período da tarde, sindicato e representantes da empresa se reuniram para tratar do assunto.

De acordo com Moisés Selerges, secretário-geral do sindicato, a Arteb alega que foi prejudicada pela descontinuidade da Ford do Brasil, o que culminou no fechamento da planta que ficava dentro da montadora, em Camaçari. 

“A Arteb é uma empresa antiga no Grande ABC, que já vivia uma situação complicada, em recuperação judicial desde 2016. O que a direção nos disse é que, com o fechamento da Ford, em plena pandemia, as coisas complicaram muito. É mais uma empresa, e seus trabalhadores, colhendo as consequências da total falta de política governamental, tanto em nível estadual como federal”, destacou Selerges. 

De acordo com o dirigente, haverá novas rodadas de negociação com a fábrica. “Precisamos abordar uma série de questões, já que se trata de uma empresa em recuperação judicial. Queremos discutir inclusive seu futuro, uma fábrica antiga, que emprega atualmente mais de 800 trabalhadores e é importante para a região”, reforçou.

Segundo Selerges, hoje haverá nova assembleia com os trabalhadores, na porta da fábrica, às 8h. “Vamos detalhar para eles o que conversamos com a empresa e tomar as decisões em conjunto”, informou. Os responsáveis pela Arteb não foram localizados.

Fábrica entrou com pedido de recuperação judicial em 2016

A Arteb entrou com pedido de recuperação judicial em 2016 e, na época, anunciou a dispensa de 370 dos cerca de 1.100 funcionários que possuía em são Bernardo. A decisão motivou greve, que durou sete dias. 

A paralisação foi suspensa quando a fabricante de autopeças abriu negociações com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para a quitação das verbas rescisórias dos funcionários dispensados. Inicialmente, os valores seriam incorporados ao processo de recuperação.

Fornecedora das principais montadoras, como General Motors, Toyota, Fiat e Ford, a empresa foi afetada pela forte crise econômica que abalou o País entre os anos de 2014 e 2016. 

Com a queda no faturamento, tentou valer-se de operações financeiras. Sem sucesso, não restou outra alternativa que não fosse recorrer ao pedido de recuperação judicial

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