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Falsa dicotomia


Do Diário do Grande ABC

26/01/2021 | 23:59


No momento em que a pandemia do novo coronavírus segue fazendo vítimas em larga escala, procura-se estabelecer, no Grande ABC e mundo afora, batalha opondo defensores da saúde e da economia. Trata-se, como se verá, de falsa dicotomia, estimulada sabe-se lá por quais interesses. Não há razão para disputa fratricida, posto que os objetivos dos dois grupos são absolutamente convergentes. Ambos querem estancar os efeitos nefastos do novo coronavírus na sociedade, de modo a recuperar a rotina. O acirramento das tensões, infelizmente, não ajuda a solucionar o impasse. Muito pelo contrário.

É natural que, dados a ampliação da quarentena e o seu consequente impacto na economia, a ansiedade atropele o bom-senso. Com a razão embaçada pela emoção, começa-se a confundir zelo pelo bem-estar coletivo com tentativa de impor medidas discricionárias contra determinadas classes, como a dos comerciários. E eis instalada a balbúrdia.

No Brasil em geral, e nas sete cidades em particular, o processo foi deflagrado já no decorrer dos dois primeiros meses de medidas restritivas, ainda no semestre inicial do ano passado, acentuando-se sobremaneira com a aproximação das eleições municipais de novembro. Agora o movimento retornou com toda força, após pequeno arrefecimento no fim de 2020.

Compreende-se a agonia dos comerciantes e prestadores de serviços não essenciais com a possibilidade – real – de as medidas sanitárias colocarem em xeque a sustentabilidade dos negócios, mas a saúde da sociedade deve ser encarada de forma prioritária.

Dizer que, a longo prazo, medidas contra o funcionamento de lojas, restaurantes e outros estabelecimentos não essenciais podem causar, pela carestia, tantos mortos quanto a pandemia é sofisma barato. A verdade é que a economia só vai se recuperar quando o número de indivíduos vacinados for suficiente para garantir a imunidade coletiva, momento a partir do qual a humanidade poderá, enfim, retomar a vida normal. Protegido, o cidadão estará livre para voltar a consumir.
 



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Falsa dicotomia

Do Diário do Grande ABC

26/01/2021 | 23:59


No momento em que a pandemia do novo coronavírus segue fazendo vítimas em larga escala, procura-se estabelecer, no Grande ABC e mundo afora, batalha opondo defensores da saúde e da economia. Trata-se, como se verá, de falsa dicotomia, estimulada sabe-se lá por quais interesses. Não há razão para disputa fratricida, posto que os objetivos dos dois grupos são absolutamente convergentes. Ambos querem estancar os efeitos nefastos do novo coronavírus na sociedade, de modo a recuperar a rotina. O acirramento das tensões, infelizmente, não ajuda a solucionar o impasse. Muito pelo contrário.

É natural que, dados a ampliação da quarentena e o seu consequente impacto na economia, a ansiedade atropele o bom-senso. Com a razão embaçada pela emoção, começa-se a confundir zelo pelo bem-estar coletivo com tentativa de impor medidas discricionárias contra determinadas classes, como a dos comerciários. E eis instalada a balbúrdia.

No Brasil em geral, e nas sete cidades em particular, o processo foi deflagrado já no decorrer dos dois primeiros meses de medidas restritivas, ainda no semestre inicial do ano passado, acentuando-se sobremaneira com a aproximação das eleições municipais de novembro. Agora o movimento retornou com toda força, após pequeno arrefecimento no fim de 2020.

Compreende-se a agonia dos comerciantes e prestadores de serviços não essenciais com a possibilidade – real – de as medidas sanitárias colocarem em xeque a sustentabilidade dos negócios, mas a saúde da sociedade deve ser encarada de forma prioritária.

Dizer que, a longo prazo, medidas contra o funcionamento de lojas, restaurantes e outros estabelecimentos não essenciais podem causar, pela carestia, tantos mortos quanto a pandemia é sofisma barato. A verdade é que a economia só vai se recuperar quando o número de indivíduos vacinados for suficiente para garantir a imunidade coletiva, momento a partir do qual a humanidade poderá, enfim, retomar a vida normal. Protegido, o cidadão estará livre para voltar a consumir.
 

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