Fechar
Publicidade

Domingo, 28 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

"Saída da pandemia precisa diminuir a desigualdade do mundo", diz diretora do FMI

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


26/01/2021 | 15:13


A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse nesta terça-feira, 26, que a recuperação da economia global, massacrada pela pandemia de covid-19, será uma oportunidade para mais equilíbrio social no mundo e para que, finalmente, o capitalismo possa ser um sistema para todos. "Sabemos que a saída da pandemia precisa diminuir a desigualdade no mundo", afirmou.

Para a búlgara, os governos são as figuras mais apropriadas para conduzir essa mudança no globo e gerar oportunidades de redistribuição de renda, mas não devem agir só. "Os governos precisam fazer as coisas certas e as empresas precisam fazer as coisas certas", disse ela, enfatizando grupos de jovens e mulheres, por exemplo.

As ações são claramente mais necessárias, de acordo com Georgieva, nos países mais pobres e, para ela, bancos centrais e demais autoridades financeiras em todo o mundo têm como atuar nesse sentido, principalmente se realizarem o trabalho de forma conjunta. "Fazendo isso de forma compartilhada, então poderemos dizer que o capitalismo será para todos", afirmou.

As considerações da diretora do FMI foram feitas durante um painel "Implementando o capitalismo do stakeholder", do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês). Por causa da pandemia, a organização decidiu fazer o evento, que tradicionalmente reúne todos os anos a elite econômica e política do mundo em Davos, nos Alpes suíços, de forma virtual. Há previsão de que uma edição presencial do evento ocorra em maio, em Cingapura.

O debate teve como premissa a decisão do Conselho Empresarial Internacional do Fórum Econômico Mundial de propor um conjunto de métricas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) universais para as empresas, independentemente do setor ou região em que atuam.

Além de Kristalina Georgieva, participaram das discussões o fundador e presidente-executivo do Fórum, Klaus Schwab; a editora-geral e presidente do Conselho Editorial do jornal britânico The Financial Times, Gillian Tett; o presidente e CEO do Bank of America, Brian Moynihan; a vice-primeira-ministra e ministra das Finanças do Canadá, Chrystia Freeland; o presidente e CEO da Salesforce, Marc Benioff; e o presidente e CEO do fundo de investimentos BlackRock, Laurence Fink.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

"Saída da pandemia precisa diminuir a desigualdade do mundo", diz diretora do FMI


26/01/2021 | 15:13


A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse nesta terça-feira, 26, que a recuperação da economia global, massacrada pela pandemia de covid-19, será uma oportunidade para mais equilíbrio social no mundo e para que, finalmente, o capitalismo possa ser um sistema para todos. "Sabemos que a saída da pandemia precisa diminuir a desigualdade no mundo", afirmou.

Para a búlgara, os governos são as figuras mais apropriadas para conduzir essa mudança no globo e gerar oportunidades de redistribuição de renda, mas não devem agir só. "Os governos precisam fazer as coisas certas e as empresas precisam fazer as coisas certas", disse ela, enfatizando grupos de jovens e mulheres, por exemplo.

As ações são claramente mais necessárias, de acordo com Georgieva, nos países mais pobres e, para ela, bancos centrais e demais autoridades financeiras em todo o mundo têm como atuar nesse sentido, principalmente se realizarem o trabalho de forma conjunta. "Fazendo isso de forma compartilhada, então poderemos dizer que o capitalismo será para todos", afirmou.

As considerações da diretora do FMI foram feitas durante um painel "Implementando o capitalismo do stakeholder", do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês). Por causa da pandemia, a organização decidiu fazer o evento, que tradicionalmente reúne todos os anos a elite econômica e política do mundo em Davos, nos Alpes suíços, de forma virtual. Há previsão de que uma edição presencial do evento ocorra em maio, em Cingapura.

O debate teve como premissa a decisão do Conselho Empresarial Internacional do Fórum Econômico Mundial de propor um conjunto de métricas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) universais para as empresas, independentemente do setor ou região em que atuam.

Além de Kristalina Georgieva, participaram das discussões o fundador e presidente-executivo do Fórum, Klaus Schwab; a editora-geral e presidente do Conselho Editorial do jornal britânico The Financial Times, Gillian Tett; o presidente e CEO do Bank of America, Brian Moynihan; a vice-primeira-ministra e ministra das Finanças do Canadá, Chrystia Freeland; o presidente e CEO da Salesforce, Marc Benioff; e o presidente e CEO do fundo de investimentos BlackRock, Laurence Fink.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;