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Bolsonaro x Doria: comunicação


Do Diário do Grande ABC

22/01/2021 | 23:59


Potenciais rivais nas eleições presidenciais de 2022, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), travam em campos opostos, desde o início da pandemia da Covid-19, o controle da narrativa, da condução dos rumos e das diretrizes a serem seguidas. E usam para isso a comunicação, claro.

Enquanto o presidente segue fiel ao seu estilo de se comunicar ‘sem intermediários’, utilizando-se das redes sociais com todos os seus artifícios, aglomerações informais e de linha de ataque à imprensa, o governador utiliza o receituário clássico. Coletivas com médicos e demais quadros de seu governo, frases de efeito e postura mais contida, o oposto do ocupante do Planalto.

O episódio mais recente dessa disputa e da diferença de modelos aconteceu no último dia 17, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso emergencial das vacinas do Instituto Butantan (ligado ao governo de São Paulo) e da Fiocruz (órgão do governo federal).

Em trabalho planejado e produzido nos mínimos detalhes, imediatamente após o termino da reunião do órgão regulador João Doria entra no ar em emissoras e redes sociais promovendo a vacinação contra a Covid-19 da primeira pessoa do Brasil. A escolhida foi a enfermeira negra Mônica Calazans, ato com vários simbolismos. Em cenário montado com direito a camisetas personalizadas, depoimentos e entrevistas, o governador paulista conseguiu a tão sonhada primeira foto da imunização e os holofotes.

A reação do governo Bolsonaro foi coletiva improvisada em simultâneo em que o general Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, lamentava o ‘golpe de marketing’ do mandatário paulista e reafirmava o comando da gestão federal na vacinação nacional. Na cena montada às pressas, foi percebida também a ausência de repercussão. Havia apenas dois microfones na mesa da autoridade máxima da saúde do Brasil: da estatal TV Brasil e do SBT.

Paralelamente a isso, Doria rebatia quase em tempo real as falas de Pazuello, outro sinal de comunicação eficaz de retaguarda com boa assessoria, e fortalecia sua imagem de fiador da vacina e da ciência em contraponto ao estilo negacionista do presidente. Bolsonaro, aliás, só se pronunciou no dia seguinte e de forma lacônica.

Para nós, profissionais do marketing político, é fundamental acompanhar e analisar o trabalho desenvolvido no setor e trazer ao público, de forma transparente, as ações que tanto impactam na vida das pessoas. O julgamento de quem se comunica melhor entre os personagens acima citados deixo ao caro leitor.

Caio Bruno é jornalista e profissional de marketing político.


PALAVRA DO LEITOR

Síndrome de 1984
Último romance de George Orwell, 1984 conta a história de um povo aprisionado na engrenagem totalitária de sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho, onde só o que interessa ao Estado é o poder. Ficção à parte, parece que a pandemia serviu como pano de fundo para criarmos nosso próprio 1984, onde o isolamento levou pessoas a postarem-se em frente a aparelho de TV, sendo paulatinamente doutrinadas e servindo como massa de manobra para aqueles que querem o poder a qualquer custo. Se você está se sentido um deles e deseja sair do mundo virtual e fantasioso das novelas, telejornais e BBBs, convido-o a repensar suas atitudes. Desligue a TV, levante do sofá, muna-se de frasco de álcool gel e máscara, saia para as ruas, converse com pessoas e volte a participar do mundo real. Ainda não está pronto para assumir a realidade? Sem problema, desligue a TV ou sintonize outros tipos de programas, como filmes, documentários, esportes etc. Mas não tem TV a cabo? Sem problema, desligue a TV e comece a ler bom livro. Garanto que em menos de um mês você estará livre dessa síndrome que esta levando muitos brasileiros à condição de zumbis.
Vanderlei A. Retondo
Santo André

CNH travada
Passo por grande problema para obter minha CNH (Carteira Nacional de Habilitação). O Detran está com esse descaso total comigo, com meu processo para adquirir a CNH! Em agosto finalizei o processo, que teria o vencimento, de 12 meses, em 16 de setembro. E até hoje nada da emissão. Já cobrei várias vezes a autoescola. A ouvidoria disse que, primeiro, era o sistema; depois o motivo foi minha digital. Fui no Detran, cadastrei de novo. E, terceiro, foi porque a diretora da Ciretran precisava liberar uma chave. Nesta última falaram que já estava certo, que só deveria aguardar a emissão. Mas nada ainda! Não aguento mais ter que sair do serviço e ir ao Detran, no Atrium Shopping, e ninguém resolver nada! Tenho todos os protocolos de ouvidoria e toda a conversa no WhatsApp com a autoescola. Não sei mais o que fazer nem quem procurar! Preciso de ajuda, um caminho!
Talita Leite
Santo André

Especialistas
Nunca antes na minha vida ouvi tanto as palavras ‘especialista’ e ‘protocolo’. Às vezes fico pensando que especialista sou eu. Não sei. Talvez especialista em uma boa cachaça. Pode ser. Aqui mesmo nesta coluna há vários especialistas. Tem para todos os gostos: políticas públicas, Bolsonaro, vacinas, Lula, Estados Unidos, aborto, indígenas, esquerda, direita. As mídias adoram começar uma reportagem dizendo ‘o especialista falou isso, falou aquilo...’ Enfim, para todos os gostos tem. Não há um só dia sem esses assuntos. O povo sabe de tudo, mas fica mais fácil ficar reclamando. É melhor. Para que fazer alguma coisa? Vamos colocar a culpa em quem não gostamos, simples assim. E é só seguir os protocolos.
Edson Roberto Peleteiro
Santo André

Hyundai
Meus pais trocaram o velho e bom Sandero 2014 por um carro zero-quilômetro, um HB20, em 2019, na autorizada Hyundai de Diadema. Ocorre que desde os 7.000 quilômetros o carro dá problema na embreagem e trepida muito ao sair em primeira marcha. Parece que vai desmontar. Mesmo após a revisão dos 10 mil quilômetros o problema persiste e tem piorado muito. Alegam que está normal e a embreagem, boa. Porém, deparei-me com muitas pessoas com o mesmo problema: no HB20 a embreagem dura apenas 10 mil quilômetros. Entendo isso como vício oculto, problema crônico, que a montadora tem que arcar. Alegam que a garantia da embreagem é de apenas três meses, mas nenhum vendedor diz isso. Gostaria que resolvessem isso, porque meus pais são idosos e precisam do carro diariamente, que é financiado e que pagam com muito sacrifício. Não acho justo ter que arcar com peça que dura tão pouco por falta de qualidade da montadora. Hoje o carro está com 11 mil quilômetros e praticamente não tem força para subir rua íngreme.
Fabio Luiz Bacco Andrade
São Bernardo 



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Bolsonaro x Doria: comunicação

Do Diário do Grande ABC

22/01/2021 | 23:59


Potenciais rivais nas eleições presidenciais de 2022, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), travam em campos opostos, desde o início da pandemia da Covid-19, o controle da narrativa, da condução dos rumos e das diretrizes a serem seguidas. E usam para isso a comunicação, claro.

Enquanto o presidente segue fiel ao seu estilo de se comunicar ‘sem intermediários’, utilizando-se das redes sociais com todos os seus artifícios, aglomerações informais e de linha de ataque à imprensa, o governador utiliza o receituário clássico. Coletivas com médicos e demais quadros de seu governo, frases de efeito e postura mais contida, o oposto do ocupante do Planalto.

O episódio mais recente dessa disputa e da diferença de modelos aconteceu no último dia 17, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso emergencial das vacinas do Instituto Butantan (ligado ao governo de São Paulo) e da Fiocruz (órgão do governo federal).

Em trabalho planejado e produzido nos mínimos detalhes, imediatamente após o termino da reunião do órgão regulador João Doria entra no ar em emissoras e redes sociais promovendo a vacinação contra a Covid-19 da primeira pessoa do Brasil. A escolhida foi a enfermeira negra Mônica Calazans, ato com vários simbolismos. Em cenário montado com direito a camisetas personalizadas, depoimentos e entrevistas, o governador paulista conseguiu a tão sonhada primeira foto da imunização e os holofotes.

A reação do governo Bolsonaro foi coletiva improvisada em simultâneo em que o general Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, lamentava o ‘golpe de marketing’ do mandatário paulista e reafirmava o comando da gestão federal na vacinação nacional. Na cena montada às pressas, foi percebida também a ausência de repercussão. Havia apenas dois microfones na mesa da autoridade máxima da saúde do Brasil: da estatal TV Brasil e do SBT.

Paralelamente a isso, Doria rebatia quase em tempo real as falas de Pazuello, outro sinal de comunicação eficaz de retaguarda com boa assessoria, e fortalecia sua imagem de fiador da vacina e da ciência em contraponto ao estilo negacionista do presidente. Bolsonaro, aliás, só se pronunciou no dia seguinte e de forma lacônica.

Para nós, profissionais do marketing político, é fundamental acompanhar e analisar o trabalho desenvolvido no setor e trazer ao público, de forma transparente, as ações que tanto impactam na vida das pessoas. O julgamento de quem se comunica melhor entre os personagens acima citados deixo ao caro leitor.

Caio Bruno é jornalista e profissional de marketing político.


PALAVRA DO LEITOR

Síndrome de 1984
Último romance de George Orwell, 1984 conta a história de um povo aprisionado na engrenagem totalitária de sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho, onde só o que interessa ao Estado é o poder. Ficção à parte, parece que a pandemia serviu como pano de fundo para criarmos nosso próprio 1984, onde o isolamento levou pessoas a postarem-se em frente a aparelho de TV, sendo paulatinamente doutrinadas e servindo como massa de manobra para aqueles que querem o poder a qualquer custo. Se você está se sentido um deles e deseja sair do mundo virtual e fantasioso das novelas, telejornais e BBBs, convido-o a repensar suas atitudes. Desligue a TV, levante do sofá, muna-se de frasco de álcool gel e máscara, saia para as ruas, converse com pessoas e volte a participar do mundo real. Ainda não está pronto para assumir a realidade? Sem problema, desligue a TV ou sintonize outros tipos de programas, como filmes, documentários, esportes etc. Mas não tem TV a cabo? Sem problema, desligue a TV e comece a ler bom livro. Garanto que em menos de um mês você estará livre dessa síndrome que esta levando muitos brasileiros à condição de zumbis.
Vanderlei A. Retondo
Santo André

CNH travada
Passo por grande problema para obter minha CNH (Carteira Nacional de Habilitação). O Detran está com esse descaso total comigo, com meu processo para adquirir a CNH! Em agosto finalizei o processo, que teria o vencimento, de 12 meses, em 16 de setembro. E até hoje nada da emissão. Já cobrei várias vezes a autoescola. A ouvidoria disse que, primeiro, era o sistema; depois o motivo foi minha digital. Fui no Detran, cadastrei de novo. E, terceiro, foi porque a diretora da Ciretran precisava liberar uma chave. Nesta última falaram que já estava certo, que só deveria aguardar a emissão. Mas nada ainda! Não aguento mais ter que sair do serviço e ir ao Detran, no Atrium Shopping, e ninguém resolver nada! Tenho todos os protocolos de ouvidoria e toda a conversa no WhatsApp com a autoescola. Não sei mais o que fazer nem quem procurar! Preciso de ajuda, um caminho!
Talita Leite
Santo André

Especialistas
Nunca antes na minha vida ouvi tanto as palavras ‘especialista’ e ‘protocolo’. Às vezes fico pensando que especialista sou eu. Não sei. Talvez especialista em uma boa cachaça. Pode ser. Aqui mesmo nesta coluna há vários especialistas. Tem para todos os gostos: políticas públicas, Bolsonaro, vacinas, Lula, Estados Unidos, aborto, indígenas, esquerda, direita. As mídias adoram começar uma reportagem dizendo ‘o especialista falou isso, falou aquilo...’ Enfim, para todos os gostos tem. Não há um só dia sem esses assuntos. O povo sabe de tudo, mas fica mais fácil ficar reclamando. É melhor. Para que fazer alguma coisa? Vamos colocar a culpa em quem não gostamos, simples assim. E é só seguir os protocolos.
Edson Roberto Peleteiro
Santo André

Hyundai
Meus pais trocaram o velho e bom Sandero 2014 por um carro zero-quilômetro, um HB20, em 2019, na autorizada Hyundai de Diadema. Ocorre que desde os 7.000 quilômetros o carro dá problema na embreagem e trepida muito ao sair em primeira marcha. Parece que vai desmontar. Mesmo após a revisão dos 10 mil quilômetros o problema persiste e tem piorado muito. Alegam que está normal e a embreagem, boa. Porém, deparei-me com muitas pessoas com o mesmo problema: no HB20 a embreagem dura apenas 10 mil quilômetros. Entendo isso como vício oculto, problema crônico, que a montadora tem que arcar. Alegam que a garantia da embreagem é de apenas três meses, mas nenhum vendedor diz isso. Gostaria que resolvessem isso, porque meus pais são idosos e precisam do carro diariamente, que é financiado e que pagam com muito sacrifício. Não acho justo ter que arcar com peça que dura tão pouco por falta de qualidade da montadora. Hoje o carro está com 11 mil quilômetros e praticamente não tem força para subir rua íngreme.
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