Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 1 de Março

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

dmais@dgabc.com.br | 4435-8396

Atenção aos detalhes de uma relação

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Jovens ainda sem maturidade precisam buscar por respeito em namoros entre diferentes idades


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

24/01/2021 | 00:01


Se relacionar é inerente à vida do ser humano. Há espaço para amores, paixões, amizades e proximidades. Para todos, é preciso se atentar a alguns detalhes, a fim de que essas relações se estabeleçam de forma mais saudável possível. Um assunto sobre atenções a serem tomadas ganhou destaque recentemente: o relacionamento de jovens com pessoas mais velhas, principalmente após notícias ao redor do ex-casal Duda Reis e Nego do Borel. A atriz e influenciadora, 19 anos, começou o namoro com o cantor e compositor aos 16, com ele tendo 25 na época. Na primeira quinzena de janeiro, ela relatou violência psicológica, traição e manipulação durante o relacionamento. 

Cada história é única e maturidade não tem a ver com idade. No entanto, um adolescente, por mais ‘bem resolvido’ que seja, ainda não tem vivência e experiência justamente pela baixa idade. Nessa etapa da vida, é natural que a impulsividade do que se espera de um namoro faça parte do dia a dia do casal. “Na juventude, o que acontece é que se deseja experimentar muitas coisas pela primeira vez e isso vem junto com fantasias, expectativas, idealizações. O problema pode morar aí. Com a urgência em viver o presente, muitos querem viver cinco anos de relacionamento em apenas um mês”, explica Camila Tarif Ferreira Folquitto, psicóloga, doutora em psicologia escolar e do desenvolvimento humano pelo Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo). “Por ser um período difícil de descobrimento, os adolescentes podem buscar num parceiro com mais idade passaporte à vida adulta, como se pudesse pular uma etapa.” 

Ainda segundo a especialista, dentro dos conteúdos inconscientes, os ‘novatos’ trazem para seus casos certo espelho da base primária, ou seja, o que tiveram como exemplo em casa e na família. Tendem a repetir o que acostumaram a vivenciar. “Meninas ou meninos que viram em seus pais situações de autoridade ou ausência podem projetar isso em seus relacionamentos.”

Mesmo essas questões sendo discutidas na internet, principalmente nas redes sociais, e bastantes acessadas pelos jovens, muitas vezes quem vive o problema não consegue visualizá-lo. “Algo que sempre precisa ficar atento é sobre o distanciamento familiar ou com os amigos. Geralmente são essas pessoas que fazem o alerta quando se vê que a relação amorosa está indo por um caminho não muito bom. Não se pode, nunca, viver numa bolha”, afirma Camila. “Os pais não devem dirigir a vida amorosa do filho(a) e não cabe intromissão, porque isso é uma escolha individual, aliás, em outros departamentos da vida também. No entanto, devem orientar e fortalecer as relações pessoais com seus filhos. É por meio dessa ponte que a ajuda vem.” 

Um relacionamento não tem regras claras. Mas o ritmo como as coisas acontecem depende dos envolvidos. São pessoas que, independentemente da idade, vivem coisas distintas e tiveram momentos diferentes no que diz respeito a desenvolvimento pessoal. O diálogo é essencial para o respeito. “O bom do relacionamento é crescerem e amadurecerem juntos, vibrando pelos sonhos individuais e em conjunto”, comenta a psicóloga. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Atenção aos detalhes de uma relação

Jovens ainda sem maturidade precisam buscar por respeito em namoros entre diferentes idades

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

24/01/2021 | 00:01


Se relacionar é inerente à vida do ser humano. Há espaço para amores, paixões, amizades e proximidades. Para todos, é preciso se atentar a alguns detalhes, a fim de que essas relações se estabeleçam de forma mais saudável possível. Um assunto sobre atenções a serem tomadas ganhou destaque recentemente: o relacionamento de jovens com pessoas mais velhas, principalmente após notícias ao redor do ex-casal Duda Reis e Nego do Borel. A atriz e influenciadora, 19 anos, começou o namoro com o cantor e compositor aos 16, com ele tendo 25 na época. Na primeira quinzena de janeiro, ela relatou violência psicológica, traição e manipulação durante o relacionamento. 

Cada história é única e maturidade não tem a ver com idade. No entanto, um adolescente, por mais ‘bem resolvido’ que seja, ainda não tem vivência e experiência justamente pela baixa idade. Nessa etapa da vida, é natural que a impulsividade do que se espera de um namoro faça parte do dia a dia do casal. “Na juventude, o que acontece é que se deseja experimentar muitas coisas pela primeira vez e isso vem junto com fantasias, expectativas, idealizações. O problema pode morar aí. Com a urgência em viver o presente, muitos querem viver cinco anos de relacionamento em apenas um mês”, explica Camila Tarif Ferreira Folquitto, psicóloga, doutora em psicologia escolar e do desenvolvimento humano pelo Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo). “Por ser um período difícil de descobrimento, os adolescentes podem buscar num parceiro com mais idade passaporte à vida adulta, como se pudesse pular uma etapa.” 

Ainda segundo a especialista, dentro dos conteúdos inconscientes, os ‘novatos’ trazem para seus casos certo espelho da base primária, ou seja, o que tiveram como exemplo em casa e na família. Tendem a repetir o que acostumaram a vivenciar. “Meninas ou meninos que viram em seus pais situações de autoridade ou ausência podem projetar isso em seus relacionamentos.”

Mesmo essas questões sendo discutidas na internet, principalmente nas redes sociais, e bastantes acessadas pelos jovens, muitas vezes quem vive o problema não consegue visualizá-lo. “Algo que sempre precisa ficar atento é sobre o distanciamento familiar ou com os amigos. Geralmente são essas pessoas que fazem o alerta quando se vê que a relação amorosa está indo por um caminho não muito bom. Não se pode, nunca, viver numa bolha”, afirma Camila. “Os pais não devem dirigir a vida amorosa do filho(a) e não cabe intromissão, porque isso é uma escolha individual, aliás, em outros departamentos da vida também. No entanto, devem orientar e fortalecer as relações pessoais com seus filhos. É por meio dessa ponte que a ajuda vem.” 

Um relacionamento não tem regras claras. Mas o ritmo como as coisas acontecem depende dos envolvidos. São pessoas que, independentemente da idade, vivem coisas distintas e tiveram momentos diferentes no que diz respeito a desenvolvimento pessoal. O diálogo é essencial para o respeito. “O bom do relacionamento é crescerem e amadurecerem juntos, vibrando pelos sonhos individuais e em conjunto”, comenta a psicóloga. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;