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Embaixador no Brasil diz que presidente quer avanços ambientais



22/01/2021 | 07:38


O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, disse que o presidente americano, Joe Biden, deseja ver avanços concretos na pauta ambiental com o País, acrescentando que o democrata já deixou claro que o tema será um "pilar" de sua gestão.

A mudança já ficou evidente, segundo o diplomata, com a decisão de Biden de levar os EUA de volta à Organização Mundial da Saúde (OMS) e ao acordo climático de Paris. Uma primeira indicação, notou o embaixador, foi a nomeação de John Kerry, ex-secretário de Estado do governo Barack Obama, como embaixador para o clima. Temas como conservação, energias renováveis e carbono ganharão importância. Kerry esteve na Cúpula da Terra, em 1992, realizada no Rio.

"Agora que voltamos ao Acordo de Paris, vamos ver como podemos trabalhar através deste foro e bilateralmente para chegar a novos acordos. O presidente Biden e o secretário Kerry vão querer ver mais oportunidades de avançar nesse diálogo e fazer coisas concretas. Isso já é bastante evidente para todo mundo, incluindo o governo brasileiro. Vamos dar um pouco de tempo para que as conversas comecem. Esperamos chegar a entendimentos importantes não somente para Brasil e EUA, mas também para o planeta", afirmou Chapman.

O ambiente é um dos temas de atrito entre os dois presidentes e marcou única menção ao Brasil na campanha eleitoral nos EUA, quando Biden disse que reuniria outros países para oferecer US$ 20 bilhões (R$ 107 bilhões) de ajuda para conservação na Amazônia. Ele prometeu pressionar o governo Bolsonaro a agir, ameaçando com sanções econômicas.

O embaixador disse que países amigos devem conversar de forma "franca e honesta" e pediu atenção dos dois lados. Ele afirma que as conversas devem olhar para o futuro, mas reconhece que há divergências a tratar. "A comunicação aberta e clara é muito melhor do que a falta de comunicação ou através de intermediários", afirmou.

Chapman voltou nesta semana de Washington e disse que manteve um encontro de trabalho com o embaixador brasileiro, Nestor Forster Junior. Ele afirmou não ter informações ainda quanto a possíveis contatos entre os presidentes, mas trabalha para criar novos canais de colaboração. "Temos de facilitar o diálogo entre nossos governantes, encontrar novas oportunidades, mas também notando que há desafios. As palavras e a maneira de comunicação vão ser muito importantes. Temos de mostrar muita atenção nas palavras e nas comunicações para trabalhar de maneira bastante disciplinada para chegar onde queremos, que é uma relação produtiva para os dois lados."

Nesse sentido, o embaixador elogiou o tom e o pragmatismo da carta escrita por Jair Bolsonaro a Biden, a segunda concessão pública feita pelo Palácio do Planalto, desde a confirmação da eleição de Biden. Até então, Bolsonaro e seus auxiliares se recusavam a reconhecer sua vitória e ecoavam suspeitas de fraude que se mostraram infundadas.

"A carta foi bastante construtiva, importante para o presidente Bolsonaro mandar seus votos para Biden e também ser específico sobre as áreas que talvez pudéssemos trabalhar."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Embaixador no Brasil diz que presidente quer avanços ambientais


22/01/2021 | 07:38


O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, disse que o presidente americano, Joe Biden, deseja ver avanços concretos na pauta ambiental com o País, acrescentando que o democrata já deixou claro que o tema será um "pilar" de sua gestão.

A mudança já ficou evidente, segundo o diplomata, com a decisão de Biden de levar os EUA de volta à Organização Mundial da Saúde (OMS) e ao acordo climático de Paris. Uma primeira indicação, notou o embaixador, foi a nomeação de John Kerry, ex-secretário de Estado do governo Barack Obama, como embaixador para o clima. Temas como conservação, energias renováveis e carbono ganharão importância. Kerry esteve na Cúpula da Terra, em 1992, realizada no Rio.

"Agora que voltamos ao Acordo de Paris, vamos ver como podemos trabalhar através deste foro e bilateralmente para chegar a novos acordos. O presidente Biden e o secretário Kerry vão querer ver mais oportunidades de avançar nesse diálogo e fazer coisas concretas. Isso já é bastante evidente para todo mundo, incluindo o governo brasileiro. Vamos dar um pouco de tempo para que as conversas comecem. Esperamos chegar a entendimentos importantes não somente para Brasil e EUA, mas também para o planeta", afirmou Chapman.

O ambiente é um dos temas de atrito entre os dois presidentes e marcou única menção ao Brasil na campanha eleitoral nos EUA, quando Biden disse que reuniria outros países para oferecer US$ 20 bilhões (R$ 107 bilhões) de ajuda para conservação na Amazônia. Ele prometeu pressionar o governo Bolsonaro a agir, ameaçando com sanções econômicas.

O embaixador disse que países amigos devem conversar de forma "franca e honesta" e pediu atenção dos dois lados. Ele afirma que as conversas devem olhar para o futuro, mas reconhece que há divergências a tratar. "A comunicação aberta e clara é muito melhor do que a falta de comunicação ou através de intermediários", afirmou.

Chapman voltou nesta semana de Washington e disse que manteve um encontro de trabalho com o embaixador brasileiro, Nestor Forster Junior. Ele afirmou não ter informações ainda quanto a possíveis contatos entre os presidentes, mas trabalha para criar novos canais de colaboração. "Temos de facilitar o diálogo entre nossos governantes, encontrar novas oportunidades, mas também notando que há desafios. As palavras e a maneira de comunicação vão ser muito importantes. Temos de mostrar muita atenção nas palavras e nas comunicações para trabalhar de maneira bastante disciplinada para chegar onde queremos, que é uma relação produtiva para os dois lados."

Nesse sentido, o embaixador elogiou o tom e o pragmatismo da carta escrita por Jair Bolsonaro a Biden, a segunda concessão pública feita pelo Palácio do Planalto, desde a confirmação da eleição de Biden. Até então, Bolsonaro e seus auxiliares se recusavam a reconhecer sua vitória e ecoavam suspeitas de fraude que se mostraram infundadas.

"A carta foi bastante construtiva, importante para o presidente Bolsonaro mandar seus votos para Biden e também ser específico sobre as áreas que talvez pudéssemos trabalhar."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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