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Mostra em SP retrata como a moda se entrelaça com a história da arte



22/01/2021 | 07:30


Uma exposição que mostra como o surgimento dos ateliês de costura em 1910 na Europa, especialmente na França e no Brasil, influenciou os artistas será aberta nesta sexta-feira, 22. A mostra Arte da Moda - Histórias Criativas reúne em dois andares do Farol Santander, em São Paulo, 170 itens como um tear de 200 anos, casacos, bordados, acessórios, fotos e vídeos de coleções clássicas e contemporâneas.

Entre esses artigos, está o vestido de casamento de Tarsila do Amaral com Oswald de Andrade, que será exibido pela primeira vez ao público. A peça foi criada, em 1926, a partir do traje matrimonial da mãe do escritor, por Paul Poiret, um dos principais estilistas franceses da época e dono do legado que ajudou a definir o conceito moderno de estilista.

Esse vestido puxou todo o fio da meada para a curadora Giselle Padoin contar a evolução da moda. "Sou apaixonada pela década de 1910, porque foi um momento crucial para a cultura mundial em função da vanguarda que se reuniu em Paris, centro cultural que inclusive acolheu inúmeros intelectuais brasileiros e a Tarsila foi uma delas. Em uma viagem ela foi apresentada ao Paul Poiret que acabou se tornando seu estilista preferido", conta Padoin.

"Eu espero mostrar que até a partir de um vestido a gente pode descobrir tantas coisas interessantes sobre história da modernidade. São fascinantes as conexões que a moda faz com vários assuntos como história e comportamento, porque você pode a partir de um vestido descobrir tudo o que estava acontecendo em determinada época", afirma Giselle.

A exposição Arte da Moda - Histórias Criativas proporciona ao público uma imersão e uma viagem no tempo. Capas da revista Vogue ilustradas pela artista americana Helen Dryden levam o visitante até os anos 20.

Um pouco mais à frente na linha temporal estão outros destaques da exposição: bijuterias dos anos 1960 e 1970 assinadas por Yves Saint Laurent.

Estilistas nacionais

São do mesmo período, mas de produção nacional, os dez vestidos da coleção Rhodia que estão na mostra. As peças foram desenvolvidas por estilistas e artistas da época como Dener Pamplona, Alceu Penna, Ugo Castellana, Fernando Martins, Hércules Barsotti e Alfredo Volpi.

Ainda da moda brasileira, o visitante pode apreciar um corset da coleção A Costura do Invisível, apresentada pelo designer Jum Nakao na Semana de Moda de São Paulo (SPFW), em 2004.

Para retratar tempos mais atuais, vêm da capital francesa para a mostra três peças da grife Christian Dior Couture, incluindo um look completo da coleção de alta costura Cirque, desenhado por Maria Grazia Chiuri para a primavera-verão de 2019.

Falando em atualidade, a exposição também oferece ambientes interativos. Crianças e adultos podem montar looks com mini roupas inspiradas nos estilistas da mostra e bonecas feitas de material magnético. De acordo com a organização, após o manuseio todos os cuidados sanitários e de higienização serão feitos pela monitoria.

A exposição segue até 4 de abril, e estará aberta excepcionalmente no feriado de segunda-feira, no dia 25, para celebrar o aniversário da capital paulista.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Mostra em SP retrata como a moda se entrelaça com a história da arte


22/01/2021 | 07:30


Uma exposição que mostra como o surgimento dos ateliês de costura em 1910 na Europa, especialmente na França e no Brasil, influenciou os artistas será aberta nesta sexta-feira, 22. A mostra Arte da Moda - Histórias Criativas reúne em dois andares do Farol Santander, em São Paulo, 170 itens como um tear de 200 anos, casacos, bordados, acessórios, fotos e vídeos de coleções clássicas e contemporâneas.

Entre esses artigos, está o vestido de casamento de Tarsila do Amaral com Oswald de Andrade, que será exibido pela primeira vez ao público. A peça foi criada, em 1926, a partir do traje matrimonial da mãe do escritor, por Paul Poiret, um dos principais estilistas franceses da época e dono do legado que ajudou a definir o conceito moderno de estilista.

Esse vestido puxou todo o fio da meada para a curadora Giselle Padoin contar a evolução da moda. "Sou apaixonada pela década de 1910, porque foi um momento crucial para a cultura mundial em função da vanguarda que se reuniu em Paris, centro cultural que inclusive acolheu inúmeros intelectuais brasileiros e a Tarsila foi uma delas. Em uma viagem ela foi apresentada ao Paul Poiret que acabou se tornando seu estilista preferido", conta Padoin.

"Eu espero mostrar que até a partir de um vestido a gente pode descobrir tantas coisas interessantes sobre história da modernidade. São fascinantes as conexões que a moda faz com vários assuntos como história e comportamento, porque você pode a partir de um vestido descobrir tudo o que estava acontecendo em determinada época", afirma Giselle.

A exposição Arte da Moda - Histórias Criativas proporciona ao público uma imersão e uma viagem no tempo. Capas da revista Vogue ilustradas pela artista americana Helen Dryden levam o visitante até os anos 20.

Um pouco mais à frente na linha temporal estão outros destaques da exposição: bijuterias dos anos 1960 e 1970 assinadas por Yves Saint Laurent.

Estilistas nacionais

São do mesmo período, mas de produção nacional, os dez vestidos da coleção Rhodia que estão na mostra. As peças foram desenvolvidas por estilistas e artistas da época como Dener Pamplona, Alceu Penna, Ugo Castellana, Fernando Martins, Hércules Barsotti e Alfredo Volpi.

Ainda da moda brasileira, o visitante pode apreciar um corset da coleção A Costura do Invisível, apresentada pelo designer Jum Nakao na Semana de Moda de São Paulo (SPFW), em 2004.

Para retratar tempos mais atuais, vêm da capital francesa para a mostra três peças da grife Christian Dior Couture, incluindo um look completo da coleção de alta costura Cirque, desenhado por Maria Grazia Chiuri para a primavera-verão de 2019.

Falando em atualidade, a exposição também oferece ambientes interativos. Crianças e adultos podem montar looks com mini roupas inspiradas nos estilistas da mostra e bonecas feitas de material magnético. De acordo com a organização, após o manuseio todos os cuidados sanitários e de higienização serão feitos pela monitoria.

A exposição segue até 4 de abril, e estará aberta excepcionalmente no feriado de segunda-feira, no dia 25, para celebrar o aniversário da capital paulista.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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