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É inviável permanecermos estagnados


Do Diário do Grande ABC

21/01/2021 | 23:59


Chegamos a dez meses de pandemia de Covid-19 no Brasil. Dez meses de incertezas. Mais de 200 mil pessoas perderam as vidas, famílias sofreram com despedidas, empresas fecharam, trabalhadores foram tirados do mercado de trabalho sem perspectivas de novas oportunidades em curto espaço de tempo, crianças abandonaram um ano letivo. Todas as esperanças estão voltadas às vacinas e por mais que tenhamos fé que os resultados serão positivos, temos de encarar a realidade: não teremos imunização em massa tão rapidamente. Por mais quantas semanas seguiremos paralisados esperando a pandemia passar sem planejar como agir junto a ela? Será que o ‘novo normal’ tão mencionado não dizia respeito justamente a conviver com o vírus da forma mais segura até que a ciência trouxesse solução definitiva? Nação que não se planeja, não se desenvolve e, também, não se cuida.

O setor de eventos foi um dos que mais sofreram durante 2020 com as recomendações de distanciamento físico. Vivemos de encontros presenciais, de reunir grandes grupos e promover relacionamento. Entendemos as medidas emergenciais. Bloquear qualquer possibilidade de contaminação, quando o curso da doença era mistério, era compreensível. Mas hoje temos protocolos de tratamento mais assertivos e estamos rumo às soluções para imunidade. A ciência está avançando, e todos os outros setores também precisam avançar. Não podemos ficar sem trabalhar. Ao mesmo tempo em que vemos shopping centers abertos, os eventos em pé estão proibidos, atitude bastante incoerente, visto que, apesar de os cenários de movimentação de pessoas em centros comerciais e em eventos serem similares, em encontros fechados há controle maior sobre a circulação. Qual o padrão matemático utilizado para liberação do shopping e proibição das feiras comerciais?

Em eventos corporativos, o controle é mais rígido. Mas qual o plano do governo para que esse setor possa girar e contribuir com a recuperação do País? Estamos no escuro. Nos preparamos, investimos em rígidos protocolos de segurança. Criamos acessos controlados e diferenciados. Limitamos a ocupação. Fortalecemos o distanciamento seguro. Apostamos em soluções inovadoras para higienização. Apesar de prontos para atuar, temos as limitações burocráticas e governamentais que não nos ajudam a construir a solução. Uma feira de negócios começa a ser organizada dois anos antes. Sabemos como fazer com segurança. Em nenhum momento paramos de trabalhar. Estamos prontos para colocar os eventos para rodar. Porém, ficamos de mãos atadas aguardando posições de governantes que não nos apoiam nem nos envolvem na tomada de decisões.

Malu Sevieri é diretora da Medical Fair Brasil.


PALAVRA DO LEITOR

Vacina
Em cerimônia dia 19 em São Caetano foram aplicadas as primeiras doses da vacinação contra a Covid-19 em cinco funcionários da saúde da cidade. Espero que em breve toda a população do município seja também vacinada. Parabéns, São Caetano, por vencermos mais essa batalha.
Fernando Zucatelli
São Caetano

A conta-gotas
Finalmente o governo da Índia autoriza a exportação de 2 milhões de doses da vacina Oxford/Astrazeneca, que podem chegar ao Brasil nos próximos dias. Em razão da falta de capacidade diplomática, seriedade para negociar e de logística, o Planalto havia preferido montar farsa no dia 15, quando avião partiria à Índia e, triunfalmente, retiraria as 2 milhões de doses. E sob os auspícios do governo federal se daria início à vacinação no País. Só que faltou combinar com o governo indiano. E assim, a conta-gotas, vão chegando as tão esperadas vacinas contra a Covid-19. É bom lembrar que a vacinação somente iniciou no Brasil no dia 17 graças ao respeito à ciência do governo de São Paulo e do centenário Instituto Butantan. Já Bolsonaro não demonstrou em momento algum interesse em salvar vidas, menos ainda se antecipar à compra de vacinas, agulhas e seringas.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Itaú
Reclamo do mau atendimento oferecido pelo Banco Itaú, especialmente pelo setor que cuida de financiamento imobiliário. Como estou vendendo imóvel a comprador que pretende financiar parte do pagamento, no dia 10 de dezembro uma engenheira, que não exibiu credencial do banco nem do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Estado de São Paulo (Crea-SP), fez avaliação do imóvel, que teria sido encaminhada ao departamento jurídico do Itaú. Mas, desde então, passados mais de 40 dias, o financiamento não foi liberado, embora, segundo o corretor, nenhum impedimento tenha sido levantado contra o comprador. A informação que recebo é que o banco, ao oferecer juros mais baixos, atraiu grande número de interessados, provocando forte demanda, sem que se tenha preparado para tanto. Sem contar que a pandemia, hoje, serve também como desculpa para tudo. Já a ouvidoria do Itaú não dá informações ao vendedor, mas apenas ao comprador. Espero que a liberação do financiamento seja realizada no menor espaço de tempo possível.
Adelto Rodrigues Gonçalves
Praia Grande (SP)

Brasileirão
No Brasileirão, o São Paulo, praticamente com a mão na taça devido à enorme vantagem, virou ‘cavalo paraguaio’. Ao que tudo indica, a decadência é consequência da imprudente ofensa e os exasperados gritos a um dos atletas durante o transcurso de uma partida. Talvez seja isso que desmotivou e a equipe, que funcionava como relógio, desandou. Que sirva de lição aos demais clubes.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)

Feriado?
Confesso que fiquei estarrecido com reportagem neste Diário informando que o Consórcio define que Carnaval, dia 16 de fevereiro, será feriado (Setecidades, ontem). Ora bolas, se essa festa popular foi adiada ou cancelada nas principais cidades brasileiras, não vejo razão de os sete prefeitos da região aprovarem esse feriado, seguindo decisão do governo do Estado. E o que é mais grave: o dia anterior a esse feriado imoral será decretado ponto facultativo. Isso significa que as prefeituras não terão expediente nesses dois dias, sem contar o sábado e domingo que antecedem o extinto Carnaval deste ano. Será que os prefeitos avaliaram bem as consequências dessa decisão? Com as prefeituras fechadas, presume-se que haverá número reduzido de fiscais e guardas-civis para coibir as aglomerações de foliões. Acredito que os sete prefeitos devam estar bastante cansados e precisam desse feriadão para descanso. Mas só quero ver os resultados dessa irresponsabilidade dias depois com a divulgação dos números de casos do novo coronavírus na região.
Arlindo Ligeirinnho Ribeiro
Diadema 



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É inviável permanecermos estagnados

Do Diário do Grande ABC

21/01/2021 | 23:59


Chegamos a dez meses de pandemia de Covid-19 no Brasil. Dez meses de incertezas. Mais de 200 mil pessoas perderam as vidas, famílias sofreram com despedidas, empresas fecharam, trabalhadores foram tirados do mercado de trabalho sem perspectivas de novas oportunidades em curto espaço de tempo, crianças abandonaram um ano letivo. Todas as esperanças estão voltadas às vacinas e por mais que tenhamos fé que os resultados serão positivos, temos de encarar a realidade: não teremos imunização em massa tão rapidamente. Por mais quantas semanas seguiremos paralisados esperando a pandemia passar sem planejar como agir junto a ela? Será que o ‘novo normal’ tão mencionado não dizia respeito justamente a conviver com o vírus da forma mais segura até que a ciência trouxesse solução definitiva? Nação que não se planeja, não se desenvolve e, também, não se cuida.

O setor de eventos foi um dos que mais sofreram durante 2020 com as recomendações de distanciamento físico. Vivemos de encontros presenciais, de reunir grandes grupos e promover relacionamento. Entendemos as medidas emergenciais. Bloquear qualquer possibilidade de contaminação, quando o curso da doença era mistério, era compreensível. Mas hoje temos protocolos de tratamento mais assertivos e estamos rumo às soluções para imunidade. A ciência está avançando, e todos os outros setores também precisam avançar. Não podemos ficar sem trabalhar. Ao mesmo tempo em que vemos shopping centers abertos, os eventos em pé estão proibidos, atitude bastante incoerente, visto que, apesar de os cenários de movimentação de pessoas em centros comerciais e em eventos serem similares, em encontros fechados há controle maior sobre a circulação. Qual o padrão matemático utilizado para liberação do shopping e proibição das feiras comerciais?

Em eventos corporativos, o controle é mais rígido. Mas qual o plano do governo para que esse setor possa girar e contribuir com a recuperação do País? Estamos no escuro. Nos preparamos, investimos em rígidos protocolos de segurança. Criamos acessos controlados e diferenciados. Limitamos a ocupação. Fortalecemos o distanciamento seguro. Apostamos em soluções inovadoras para higienização. Apesar de prontos para atuar, temos as limitações burocráticas e governamentais que não nos ajudam a construir a solução. Uma feira de negócios começa a ser organizada dois anos antes. Sabemos como fazer com segurança. Em nenhum momento paramos de trabalhar. Estamos prontos para colocar os eventos para rodar. Porém, ficamos de mãos atadas aguardando posições de governantes que não nos apoiam nem nos envolvem na tomada de decisões.

Malu Sevieri é diretora da Medical Fair Brasil.


PALAVRA DO LEITOR

Vacina
Em cerimônia dia 19 em São Caetano foram aplicadas as primeiras doses da vacinação contra a Covid-19 em cinco funcionários da saúde da cidade. Espero que em breve toda a população do município seja também vacinada. Parabéns, São Caetano, por vencermos mais essa batalha.
Fernando Zucatelli
São Caetano

A conta-gotas
Finalmente o governo da Índia autoriza a exportação de 2 milhões de doses da vacina Oxford/Astrazeneca, que podem chegar ao Brasil nos próximos dias. Em razão da falta de capacidade diplomática, seriedade para negociar e de logística, o Planalto havia preferido montar farsa no dia 15, quando avião partiria à Índia e, triunfalmente, retiraria as 2 milhões de doses. E sob os auspícios do governo federal se daria início à vacinação no País. Só que faltou combinar com o governo indiano. E assim, a conta-gotas, vão chegando as tão esperadas vacinas contra a Covid-19. É bom lembrar que a vacinação somente iniciou no Brasil no dia 17 graças ao respeito à ciência do governo de São Paulo e do centenário Instituto Butantan. Já Bolsonaro não demonstrou em momento algum interesse em salvar vidas, menos ainda se antecipar à compra de vacinas, agulhas e seringas.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Itaú
Reclamo do mau atendimento oferecido pelo Banco Itaú, especialmente pelo setor que cuida de financiamento imobiliário. Como estou vendendo imóvel a comprador que pretende financiar parte do pagamento, no dia 10 de dezembro uma engenheira, que não exibiu credencial do banco nem do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Estado de São Paulo (Crea-SP), fez avaliação do imóvel, que teria sido encaminhada ao departamento jurídico do Itaú. Mas, desde então, passados mais de 40 dias, o financiamento não foi liberado, embora, segundo o corretor, nenhum impedimento tenha sido levantado contra o comprador. A informação que recebo é que o banco, ao oferecer juros mais baixos, atraiu grande número de interessados, provocando forte demanda, sem que se tenha preparado para tanto. Sem contar que a pandemia, hoje, serve também como desculpa para tudo. Já a ouvidoria do Itaú não dá informações ao vendedor, mas apenas ao comprador. Espero que a liberação do financiamento seja realizada no menor espaço de tempo possível.
Adelto Rodrigues Gonçalves
Praia Grande (SP)

Brasileirão
No Brasileirão, o São Paulo, praticamente com a mão na taça devido à enorme vantagem, virou ‘cavalo paraguaio’. Ao que tudo indica, a decadência é consequência da imprudente ofensa e os exasperados gritos a um dos atletas durante o transcurso de uma partida. Talvez seja isso que desmotivou e a equipe, que funcionava como relógio, desandou. Que sirva de lição aos demais clubes.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)

Feriado?
Confesso que fiquei estarrecido com reportagem neste Diário informando que o Consórcio define que Carnaval, dia 16 de fevereiro, será feriado (Setecidades, ontem). Ora bolas, se essa festa popular foi adiada ou cancelada nas principais cidades brasileiras, não vejo razão de os sete prefeitos da região aprovarem esse feriado, seguindo decisão do governo do Estado. E o que é mais grave: o dia anterior a esse feriado imoral será decretado ponto facultativo. Isso significa que as prefeituras não terão expediente nesses dois dias, sem contar o sábado e domingo que antecedem o extinto Carnaval deste ano. Será que os prefeitos avaliaram bem as consequências dessa decisão? Com as prefeituras fechadas, presume-se que haverá número reduzido de fiscais e guardas-civis para coibir as aglomerações de foliões. Acredito que os sete prefeitos devam estar bastante cansados e precisam desse feriadão para descanso. Mas só quero ver os resultados dessa irresponsabilidade dias depois com a divulgação dos números de casos do novo coronavírus na região.
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