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Em discurso como presidente, Biden pede união nacional e alerta para a covid-19



20/01/2021 | 14:37


O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez no período da tarde desta quarta-feira, 20, seu primeiro discurso como líder da Casa Branca, após ser empossado em cerimônia no Capitólio. Nos primeiros minutos à frente de um país altamente polarizado politicamente, o democrata convocou a população a se unir para derrotar desafios.

"Vou lutar pelos que me apoiaram e pelos que não me apoiaram. Neste dia de janeiro, minha alma inteira está dedicada a unir nossa nação", declarou o democrata. "Com união, podemos fazer grandes coisas. Podemos superar o vírus mortal", seguiu, em referência ao novo coronavírus, que já matou mais de 400 mil cidadãos americanos.

Ele pediu um minuto de silêncio pelas vítimas e disse que os EUA estão entrando, provavelmente, na fase mais mortal da pandemia. "Vamos derrotar o coronavírus como uma nação unida."

Biden afirmou que sua posse não celebra o triunfo de um candidato, mas de uma causa: a democracia. "A democracia é preciosa e frágil. Desta vez, ela prevaleceu."

A fala vem após uma transição de poder bastante tensa nos EUA, com o antecessor Donald Trump sem reconhecer a legitimidade das eleições de novembro. O republicano tampouco compareceu à cerimônia de posse desta quarta.

Há exatas duas semanas, o Capitólio, sede do Congresso norte-americano, foi invadido por apoiadores de Trump que tentaram impedir a certificação da vitória do então presidente eleito. "Esse é o dia da América, da democracia. Dia de história e esperança", declarou nesta quarta o democrata. "Juntos, vamos escrever uma história de esperança, não de medo".

O novo presidente dos EUA agradeceu seus antecessores dos dois partidos e disse acreditar na resiliência da Constituição americana. Os ex-presidentes Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton compareceram à cerimônia de posse.

Reforçando seu tom conciliador, Biden confirmou que vai restaurar antigas alianças para "engajar os EUA com o mundo" outra vez.

A expectativa é que o democrata anuncie ainda nesta quarta o retorno do país ao Acordo de Paris e à Organização Mundial da Saúde (OMS). "Podemos fazer os EUA outra vez uma força de liderança para o bem neste mundo. Seremos julgados de acordo com como lidamos com as crises deste momento."

Sem citar nominalmente o agora ex-presidente Trump, Biden afirmou que "a política não precisa ser um fogo destruindo tudo ao redor" e que líderes têm responsabilidade de defender a verdade sobre a mentira.

Trump foi banido do Twitter por compartilhar notícias falsas, como as supostas fraudes eleitorais, e insuflar a população no episódio da invasão do Capitólio. "Precisamos confrontar e vamos derrotar a ameaça do terrorismo doméstico. Vamos voltar a nos escutar e nos ver outra vez; vamos nos respeitar", clamou o novo presidente.

Biden também parabenizou Kamala Harris, primeira mulher eleita vice-presidente dos EUA, e lembrou a mancha do racismo no país.



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Em discurso como presidente, Biden pede união nacional e alerta para a covid-19


20/01/2021 | 14:37


O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez no período da tarde desta quarta-feira, 20, seu primeiro discurso como líder da Casa Branca, após ser empossado em cerimônia no Capitólio. Nos primeiros minutos à frente de um país altamente polarizado politicamente, o democrata convocou a população a se unir para derrotar desafios.

"Vou lutar pelos que me apoiaram e pelos que não me apoiaram. Neste dia de janeiro, minha alma inteira está dedicada a unir nossa nação", declarou o democrata. "Com união, podemos fazer grandes coisas. Podemos superar o vírus mortal", seguiu, em referência ao novo coronavírus, que já matou mais de 400 mil cidadãos americanos.

Ele pediu um minuto de silêncio pelas vítimas e disse que os EUA estão entrando, provavelmente, na fase mais mortal da pandemia. "Vamos derrotar o coronavírus como uma nação unida."

Biden afirmou que sua posse não celebra o triunfo de um candidato, mas de uma causa: a democracia. "A democracia é preciosa e frágil. Desta vez, ela prevaleceu."

A fala vem após uma transição de poder bastante tensa nos EUA, com o antecessor Donald Trump sem reconhecer a legitimidade das eleições de novembro. O republicano tampouco compareceu à cerimônia de posse desta quarta.

Há exatas duas semanas, o Capitólio, sede do Congresso norte-americano, foi invadido por apoiadores de Trump que tentaram impedir a certificação da vitória do então presidente eleito. "Esse é o dia da América, da democracia. Dia de história e esperança", declarou nesta quarta o democrata. "Juntos, vamos escrever uma história de esperança, não de medo".

O novo presidente dos EUA agradeceu seus antecessores dos dois partidos e disse acreditar na resiliência da Constituição americana. Os ex-presidentes Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton compareceram à cerimônia de posse.

Reforçando seu tom conciliador, Biden confirmou que vai restaurar antigas alianças para "engajar os EUA com o mundo" outra vez.

A expectativa é que o democrata anuncie ainda nesta quarta o retorno do país ao Acordo de Paris e à Organização Mundial da Saúde (OMS). "Podemos fazer os EUA outra vez uma força de liderança para o bem neste mundo. Seremos julgados de acordo com como lidamos com as crises deste momento."

Sem citar nominalmente o agora ex-presidente Trump, Biden afirmou que "a política não precisa ser um fogo destruindo tudo ao redor" e que líderes têm responsabilidade de defender a verdade sobre a mentira.

Trump foi banido do Twitter por compartilhar notícias falsas, como as supostas fraudes eleitorais, e insuflar a população no episódio da invasão do Capitólio. "Precisamos confrontar e vamos derrotar a ameaça do terrorismo doméstico. Vamos voltar a nos escutar e nos ver outra vez; vamos nos respeitar", clamou o novo presidente.

Biden também parabenizou Kamala Harris, primeira mulher eleita vice-presidente dos EUA, e lembrou a mancha do racismo no país.

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