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Primeiros vacinados exaltam chance de voltar à ‘vida normal’

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cidades do Grande ABC iniciam imunização contra a Covid com foco nos profissionais da saúde que atuam na linha de frente


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

20/01/2021 | 00:16


Eram 19h04 quando a auxiliar de enfermagem Luzia Quitéria de Jesus da Silva, 28 anos, recebeu a dose inicial da Coronavac, no hospital de campanha do Complexo Pedro Dell’Antonia, em Santo André. Ela se tornou a primeira pessoa imunizada contra a Covid no Grande ABC. Na sequência, todas as cidades da região vacinaram pelo menos uma pessoa do grupo prioritário para marcar o início da campanha, que continua hoje, com foco nos profissionais de saúde e também indígenas, como São Bernardo, que hoje imuniza população das aldeias Guyrapa-ju e Brilho do Sol- Kuaray Rexaká.

Santo André
Trabalhando na limpeza, Luzia relata emoção em ser escolhida
Bia Moço

A auxiliar de higiene Luzia Quitéria de Jesus da Silva, 28 anos, foi a primeira pessoa vacinada contra o coroavírus em Santo André. Responsável pela limpeza do covidário do hospital de campanha

“Soube hoje (ontem) que fui escolhida para ser a primeira vacinada. Fiquei muito feliz e passei o dia todo ansiosa”, relatou Luzia, que atua no local desde o início da pandemia. Ela declara que, no hospital, presenciou “mortes e momentos tristes” e, por isso, indica que as pessoas acreditem na vacina “como luz no fim do túnel”.

Moradora há 11 anos do Jardim Ciprestes, também no município andreense, a funcionária pública vive atualmente com o filho de 7 anos e sonha em voltar para sua cidade natal, Manari, em Pernambuco. “Espero que logo nossas vidas voltem ao normal”, desejou.

São Bernardo
O momento esperado é de fé e esperança, avalia Alice
Yasmin Assagra

Alice Santana de Souza, 60 anos, é técnica de enfermagem na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) São Pedro há 11 anos e foi a primeira profissional da saúde de São Bernardo a ser imunizada contra a Covid-19. Além de atuar na linha de frente desde o início da pandemia, Alice também integra o grupo de risco por ter doença cardíaca. Após receber a dose, ela enalteceu todo trabalho feito para ajudar o próximo e disse ter ficado aliviada com o início da vacinação. “Acho que esse foi o momento mais esperado, para todo mundo.”

Alice é mãe de dois filhos e mora no Parque São Bernardo, perto de sua mãe, aposentada e diabética, que também precisa dos seus cuidados. Durante a imunização, ela declarou que um “filme passou” em sua cabeça. “Tenho lembranças dos primeiros casos que atendi e da perda de pessoas próximas a mim para a doença. Então, o momento que estamos significa de esperança.”

São Caetano
Vi muitos óbitos, mas o trabalho é importante, cita Campagnoli
Nilton Valentim

O auxiliar de enfermagem Filipe Maciel Campagnoli, 34 anos, foi o primeiro morador de São Caetano a receber a vacina contra a Covid-19. Ele atua na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) cuidando de pacientes da doença desde o início da pandemia. “Eu me sinto um vitorioso porque já vai fazer um ano e eu ainda não contraí o vírus”, afirma o profissional.

Casado e morador do bairro Barcelona, Campagnoli é nascido e criado na cidade. Evangélico, ele utiliza as redes sociais para levar mensagens religiosas e também para conscientizar sobre os perigos do coronavírus. Em uma delas, de 22 de dezembro, relata com detalhes o emocionante diálogo, por vídeo, de um paciente com a família antes de ser entubado, com frases do tipo “diga à minha filha que eu a amo” e “o carnê do plano funerário está na gaveta”. Quatro dias depois ele morreu. “Vi muitos óbitos neste período. Mas fazemos um trabalho muito importante”, pondera.

Diadema
Eu não vejo a hora de voltar a abraçar pessoas, argumenta Jô
Yara Ferraz

A técnica de enfermagem Josefa Pinheiro da Silva, a Jô, tem 59 anos de idade. Seu sonho sempre foi trabalhar na área da saúde. Ela atua na atenção básica em UBS (Unidade Básica de Saúde) e faz o trabalho de monitoramento das famílias com suspeita de Covid-19, até o diagnóstico e orientações em relação aos cuidados. “É muito tenso. E cada dia que eu acordo e me sinto bem, eu agradeço muito a Deus”, disse.

Ela estava de férias, em março, quando a pandemia teve início e, por ter arritmia, foi aconselhada pelos filhos a ficar em casa. Mas a necessidade de ajudar os pacientes a impediu de observar o sofrimento alheio a distância. “Eu queria voltar e tinha certeza que não ia pegar.”

Questionada sobre o que vai fazer quando tomar a segunda dose e passar o período necessário, ela é categórica. “Abraçar bastante. No trabalho, a gente tinha hábito de abraçar colegas e pacientes e isso foi muito difícil no início.”

Mauá
Vacinei milhares, é um privilégio ser vacinada, conta Francisca
Tauana Marin

Há 33 anos no cuidado da saúde dos mauaenses, a auxiliar de enfermagem Francisca das Chagas Silva de Lima, 72 anos, foi a primeira munícipe a receber a dose da vacina contra a Covid-19. O imunizante foi aplicado na UPA do Jardim Zaíra, unidade bastante frequentada pelos moradores da cidade.

“Vacinei milhares de pessoas e hoje (ontem) tive o privilégio de ser vacinada contra essa doença horrível, que muitas pessoas ainda desacreditam. O meu recado é para aqueles que possuem medo de tomar vacina: parem com isso. Essa é a única forma de voltarmos à nossa vida de antes. É um privilégio tomar. Não tenham medo. Vamos ajudar a salvar vidas”, disse.

Ela conta que os dois filhos e os três netos ficaram aliviados em saber que ela, que está na linha de frente, agora está a poucos passos de ficar protegida para continuar a realizar o trabalho que tanto ama. “Espero que a vez dos meus familiares não demore a chegar.”

Ribeirão Pires
Não sei como aguentamos tanta coisa, relembra Malek
Luís Felipe Soares

Aos 33 anos, o médico Malek Mounir Imad é coordenador médico e multidisciplinar do hospital de campanha montado em Ribeirão Pires e foi o primeiro imunizado contra a Covid-19 da cidade. Ele lembra de todo o sofrimento que viu de pacientes. “Não sei como aguentamos tanta coisa. Tivemos que protocolizar tudo, principalmente fazendo um trabalho de medicina humanizada”, analisa, ao revisitar o passado.

O médico passou cerca de seis meses longe de casa. Para não colocar sua família em risco, alugou um flat para ficar sozinho. Neste período, contraiu o novo coronavírus. “Criei uma empatia enorme. Por ter tido a doença, melhorou meu tratamento com essas pessoas, porque eu senti e sinto o que eles sentem.”

Ele não foi o primeiro integrante da família a se vacinar. Sua irmã é médica, mora nos Estados Unidos e já recebeu a primeira parte do imunizante. “A felicidade da minha família acaba sendo em dobro.”

Rio Grande da Serra
Sinto-me especial por ser a primeira vacinada, celebra Luzia Pauleto
Matheus Moreira
Especial para o Diário

Técnica de enfermagem há dez anos na UPA Vereador José da Rocha Gonçalves, na Vila Figueiredo, Luzia Pauleto, 56 anos, foi a escolhida pela Prefeitura de Rio Grande da Serra para receber a primeira dose da Coronavac na cidade, no local onde atua.

A escolha foi uma espécie de premiação para a profissional, que é conhecida pela dedicação extrema no trabalho. “Sinto-me especial por ser a primeira da cidade, mas espero que todos recebam logo a vacina. O quanto antes, melhor, para acabar com essa doença. Essa é uma doença mundial e é um sentimento muito especial ser a primeira a receber a vacina”, comentou a técnica de enfermagem, que tratou de incentivar a população a se imunizar. “Não dói nada, pode tomar”, brincou.

Luzia agora conta os dias para receber a segunda dose, em 21 dias, para poder celebrar a imunização completa contra o novo coronavírus. 



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Primeiros vacinados exaltam chance de voltar à ‘vida normal’

Cidades do Grande ABC iniciam imunização contra a Covid com foco nos profissionais da saúde que atuam na linha de frente

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

20/01/2021 | 00:16


Eram 19h04 quando a auxiliar de enfermagem Luzia Quitéria de Jesus da Silva, 28 anos, recebeu a dose inicial da Coronavac, no hospital de campanha do Complexo Pedro Dell’Antonia, em Santo André. Ela se tornou a primeira pessoa imunizada contra a Covid no Grande ABC. Na sequência, todas as cidades da região vacinaram pelo menos uma pessoa do grupo prioritário para marcar o início da campanha, que continua hoje, com foco nos profissionais de saúde e também indígenas, como São Bernardo, que hoje imuniza população das aldeias Guyrapa-ju e Brilho do Sol- Kuaray Rexaká.

Santo André
Trabalhando na limpeza, Luzia relata emoção em ser escolhida
Bia Moço

A auxiliar de higiene Luzia Quitéria de Jesus da Silva, 28 anos, foi a primeira pessoa vacinada contra o coroavírus em Santo André. Responsável pela limpeza do covidário do hospital de campanha

“Soube hoje (ontem) que fui escolhida para ser a primeira vacinada. Fiquei muito feliz e passei o dia todo ansiosa”, relatou Luzia, que atua no local desde o início da pandemia. Ela declara que, no hospital, presenciou “mortes e momentos tristes” e, por isso, indica que as pessoas acreditem na vacina “como luz no fim do túnel”.

Moradora há 11 anos do Jardim Ciprestes, também no município andreense, a funcionária pública vive atualmente com o filho de 7 anos e sonha em voltar para sua cidade natal, Manari, em Pernambuco. “Espero que logo nossas vidas voltem ao normal”, desejou.

São Bernardo
O momento esperado é de fé e esperança, avalia Alice
Yasmin Assagra

Alice Santana de Souza, 60 anos, é técnica de enfermagem na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) São Pedro há 11 anos e foi a primeira profissional da saúde de São Bernardo a ser imunizada contra a Covid-19. Além de atuar na linha de frente desde o início da pandemia, Alice também integra o grupo de risco por ter doença cardíaca. Após receber a dose, ela enalteceu todo trabalho feito para ajudar o próximo e disse ter ficado aliviada com o início da vacinação. “Acho que esse foi o momento mais esperado, para todo mundo.”

Alice é mãe de dois filhos e mora no Parque São Bernardo, perto de sua mãe, aposentada e diabética, que também precisa dos seus cuidados. Durante a imunização, ela declarou que um “filme passou” em sua cabeça. “Tenho lembranças dos primeiros casos que atendi e da perda de pessoas próximas a mim para a doença. Então, o momento que estamos significa de esperança.”

São Caetano
Vi muitos óbitos, mas o trabalho é importante, cita Campagnoli
Nilton Valentim

O auxiliar de enfermagem Filipe Maciel Campagnoli, 34 anos, foi o primeiro morador de São Caetano a receber a vacina contra a Covid-19. Ele atua na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) cuidando de pacientes da doença desde o início da pandemia. “Eu me sinto um vitorioso porque já vai fazer um ano e eu ainda não contraí o vírus”, afirma o profissional.

Casado e morador do bairro Barcelona, Campagnoli é nascido e criado na cidade. Evangélico, ele utiliza as redes sociais para levar mensagens religiosas e também para conscientizar sobre os perigos do coronavírus. Em uma delas, de 22 de dezembro, relata com detalhes o emocionante diálogo, por vídeo, de um paciente com a família antes de ser entubado, com frases do tipo “diga à minha filha que eu a amo” e “o carnê do plano funerário está na gaveta”. Quatro dias depois ele morreu. “Vi muitos óbitos neste período. Mas fazemos um trabalho muito importante”, pondera.

Diadema
Eu não vejo a hora de voltar a abraçar pessoas, argumenta Jô
Yara Ferraz

A técnica de enfermagem Josefa Pinheiro da Silva, a Jô, tem 59 anos de idade. Seu sonho sempre foi trabalhar na área da saúde. Ela atua na atenção básica em UBS (Unidade Básica de Saúde) e faz o trabalho de monitoramento das famílias com suspeita de Covid-19, até o diagnóstico e orientações em relação aos cuidados. “É muito tenso. E cada dia que eu acordo e me sinto bem, eu agradeço muito a Deus”, disse.

Ela estava de férias, em março, quando a pandemia teve início e, por ter arritmia, foi aconselhada pelos filhos a ficar em casa. Mas a necessidade de ajudar os pacientes a impediu de observar o sofrimento alheio a distância. “Eu queria voltar e tinha certeza que não ia pegar.”

Questionada sobre o que vai fazer quando tomar a segunda dose e passar o período necessário, ela é categórica. “Abraçar bastante. No trabalho, a gente tinha hábito de abraçar colegas e pacientes e isso foi muito difícil no início.”

Mauá
Vacinei milhares, é um privilégio ser vacinada, conta Francisca
Tauana Marin

Há 33 anos no cuidado da saúde dos mauaenses, a auxiliar de enfermagem Francisca das Chagas Silva de Lima, 72 anos, foi a primeira munícipe a receber a dose da vacina contra a Covid-19. O imunizante foi aplicado na UPA do Jardim Zaíra, unidade bastante frequentada pelos moradores da cidade.

“Vacinei milhares de pessoas e hoje (ontem) tive o privilégio de ser vacinada contra essa doença horrível, que muitas pessoas ainda desacreditam. O meu recado é para aqueles que possuem medo de tomar vacina: parem com isso. Essa é a única forma de voltarmos à nossa vida de antes. É um privilégio tomar. Não tenham medo. Vamos ajudar a salvar vidas”, disse.

Ela conta que os dois filhos e os três netos ficaram aliviados em saber que ela, que está na linha de frente, agora está a poucos passos de ficar protegida para continuar a realizar o trabalho que tanto ama. “Espero que a vez dos meus familiares não demore a chegar.”

Ribeirão Pires
Não sei como aguentamos tanta coisa, relembra Malek
Luís Felipe Soares

Aos 33 anos, o médico Malek Mounir Imad é coordenador médico e multidisciplinar do hospital de campanha montado em Ribeirão Pires e foi o primeiro imunizado contra a Covid-19 da cidade. Ele lembra de todo o sofrimento que viu de pacientes. “Não sei como aguentamos tanta coisa. Tivemos que protocolizar tudo, principalmente fazendo um trabalho de medicina humanizada”, analisa, ao revisitar o passado.

O médico passou cerca de seis meses longe de casa. Para não colocar sua família em risco, alugou um flat para ficar sozinho. Neste período, contraiu o novo coronavírus. “Criei uma empatia enorme. Por ter tido a doença, melhorou meu tratamento com essas pessoas, porque eu senti e sinto o que eles sentem.”

Ele não foi o primeiro integrante da família a se vacinar. Sua irmã é médica, mora nos Estados Unidos e já recebeu a primeira parte do imunizante. “A felicidade da minha família acaba sendo em dobro.”

Rio Grande da Serra
Sinto-me especial por ser a primeira vacinada, celebra Luzia Pauleto
Matheus Moreira
Especial para o Diário

Técnica de enfermagem há dez anos na UPA Vereador José da Rocha Gonçalves, na Vila Figueiredo, Luzia Pauleto, 56 anos, foi a escolhida pela Prefeitura de Rio Grande da Serra para receber a primeira dose da Coronavac na cidade, no local onde atua.

A escolha foi uma espécie de premiação para a profissional, que é conhecida pela dedicação extrema no trabalho. “Sinto-me especial por ser a primeira da cidade, mas espero que todos recebam logo a vacina. O quanto antes, melhor, para acabar com essa doença. Essa é uma doença mundial e é um sentimento muito especial ser a primeira a receber a vacina”, comentou a técnica de enfermagem, que tratou de incentivar a população a se imunizar. “Não dói nada, pode tomar”, brincou.

Luzia agora conta os dias para receber a segunda dose, em 21 dias, para poder celebrar a imunização completa contra o novo coronavírus. 

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