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Falta de matéria-prima põe em xeque sequência da vacinação

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Imunização teve início no Grande ABC, entretanto, a continuidade depende do envio de mais doses pelo Butantan


Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

20/01/2021 | 00:47


As cidades do Grande ABC deram início ontem à vacinação contra a Covid-19. A falta de insumos para a produção da Coronavac pelo Instituto Butantan, entretanto, pode atrapalhar e até interromper a campanha de imunização. A fabricação depende de componentes importados da China, incluindo o chamado IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), o principal ingrediente da vacina.

A região recebeu 39,3 mil doses, que foram distribuídas pelos sete municípios. Este número será destinado para a imunização de 40% dos profissionais da saúde que atuam na chamada linha de frente, indígenas, idosos que estão em asilos e deficientes físicos acamados.

A secretária de Saúde de São Caetano, Regina Maura Zetone, destaca que a o Instituto Butantan necessita de material para dar andamento à fabricação da Coronavac. “Há insumos para a produção de 4,8 milhões de doses, cujo pedido de liberação emergencial foi enviado à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Se conseguir entregar até o fim do mês, para que possamos terminar de vacinar todos os profissionais de saúde eu fico feliz”, afirmou, sem dar previsão de quando poderá dar início à aplicação em toda a população.

As dificuldades de obter vacinas fazem com que o secretário de Saúde de Santo André, Márcio Chaves, peça paciência para as pessoas. Ele destacou que para vacinar todos os andreenses seriam necessárias 1,4 milhão de frações. Para a região, 5,6 milhões e para o País, 420 milhões. “E nós estamos começando com 6 milhões de doses (no Brasil). É essa clareza que a pessoas precisam ter. Vamos começar com uma vacinação a conta-gotas, para depois ganhar velocidade”, aponta Chaves.

O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), lembrou que a Coronavac é a única vacina disponível no País e que até o fim de agosto o Butantan trabalha com a hipótese de ter 25 milhões de unidades prontas. “A vacina que foi pensada para São Paulo está atendendo o Brasil, servindo ao Brasil. Então, conforme for chegando a gente vai aplicando”, declarou, ressaltando a necessidade de “não criar falsas expectativas” na população.

O prefeito de São Caetano, Tite Campanella (Cidadania) festejou a chegada dos primeiros imunizantes, mas sabe que precisa de muito mais. “A vacina não cria alívio algum, pois os nossos números (de contaminados e de óbitos) estão aumentando. O que a gente tem é esperança de que diminuam num futuro próximo. São poucas vacinas, mas esperamos que logo isso mude. Mas dependemos dos laboratórios”, afirmou o prefeito.

ROTEIRO DA VACINA
As 39,3 mil primeiras doses da Coronavac chegaram ao Grande ABC ontem. O caminhão refrigerado que trouxe o remédio fez escalas em todas as cidades. Passou primeiro por Diadema, onde deixou 4.480 unidades. A segunda parada ocorreu em Santo André, onde foram descarregadas 11.360. A parada seguinte foi em São Caetano, que recebeu 4.800 frações.

De lá, seguiu para São Bernardo, onde deixou 11.480 doses, a maior quantidade da região, seguindo em direção a Mauá (4.760), Ribeirão Pires (1.640) e Rio Grande da Serra, que teve direito a 440 doses.

Em reunião virtual no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, os sete prefeitos deliberaram que as vacinações teriam início simultâneo, às 19h.



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Falta de matéria-prima põe em xeque sequência da vacinação

Imunização teve início no Grande ABC, entretanto, a continuidade depende do envio de mais doses pelo Butantan

Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

20/01/2021 | 00:47


As cidades do Grande ABC deram início ontem à vacinação contra a Covid-19. A falta de insumos para a produção da Coronavac pelo Instituto Butantan, entretanto, pode atrapalhar e até interromper a campanha de imunização. A fabricação depende de componentes importados da China, incluindo o chamado IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), o principal ingrediente da vacina.

A região recebeu 39,3 mil doses, que foram distribuídas pelos sete municípios. Este número será destinado para a imunização de 40% dos profissionais da saúde que atuam na chamada linha de frente, indígenas, idosos que estão em asilos e deficientes físicos acamados.

A secretária de Saúde de São Caetano, Regina Maura Zetone, destaca que a o Instituto Butantan necessita de material para dar andamento à fabricação da Coronavac. “Há insumos para a produção de 4,8 milhões de doses, cujo pedido de liberação emergencial foi enviado à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Se conseguir entregar até o fim do mês, para que possamos terminar de vacinar todos os profissionais de saúde eu fico feliz”, afirmou, sem dar previsão de quando poderá dar início à aplicação em toda a população.

As dificuldades de obter vacinas fazem com que o secretário de Saúde de Santo André, Márcio Chaves, peça paciência para as pessoas. Ele destacou que para vacinar todos os andreenses seriam necessárias 1,4 milhão de frações. Para a região, 5,6 milhões e para o País, 420 milhões. “E nós estamos começando com 6 milhões de doses (no Brasil). É essa clareza que a pessoas precisam ter. Vamos começar com uma vacinação a conta-gotas, para depois ganhar velocidade”, aponta Chaves.

O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), lembrou que a Coronavac é a única vacina disponível no País e que até o fim de agosto o Butantan trabalha com a hipótese de ter 25 milhões de unidades prontas. “A vacina que foi pensada para São Paulo está atendendo o Brasil, servindo ao Brasil. Então, conforme for chegando a gente vai aplicando”, declarou, ressaltando a necessidade de “não criar falsas expectativas” na população.

O prefeito de São Caetano, Tite Campanella (Cidadania) festejou a chegada dos primeiros imunizantes, mas sabe que precisa de muito mais. “A vacina não cria alívio algum, pois os nossos números (de contaminados e de óbitos) estão aumentando. O que a gente tem é esperança de que diminuam num futuro próximo. São poucas vacinas, mas esperamos que logo isso mude. Mas dependemos dos laboratórios”, afirmou o prefeito.

ROTEIRO DA VACINA
As 39,3 mil primeiras doses da Coronavac chegaram ao Grande ABC ontem. O caminhão refrigerado que trouxe o remédio fez escalas em todas as cidades. Passou primeiro por Diadema, onde deixou 4.480 unidades. A segunda parada ocorreu em Santo André, onde foram descarregadas 11.360. A parada seguinte foi em São Caetano, que recebeu 4.800 frações.

De lá, seguiu para São Bernardo, onde deixou 11.480 doses, a maior quantidade da região, seguindo em direção a Mauá (4.760), Ribeirão Pires (1.640) e Rio Grande da Serra, que teve direito a 440 doses.

Em reunião virtual no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, os sete prefeitos deliberaram que as vacinações teriam início simultâneo, às 19h.

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