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Câmara diz que vai evitar venda da sede da AD São Caetano

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Presidente do Legislativo, Pio critica negociação de Nairo com grupo de investidores para assumir o futebol com direito a exploração da estrutura


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

20/01/2021 | 00:01


O presidente da Câmara de São Caetano, Pio Mielo (PSDB), avisou que, enquanto estiver à frente do Legislativo municipal, não vai pautar projetos de lei que envolvam negociação da sede da AD São Caetano, estrutura pública, para uma empresa privada.

A declaração foi feita na esteira da reportagem de ontem do Diário, que mostrava que Nairo Ferreira de Souza, sócio majoritário da São Caetano Futebol Ltda, gestora do time, estaria incluindo a exploração da sede em conversas com grupo de investidores dispostos a comprar a firma que cuida do departamento de futebol.

“Enquanto eu estiver presidente da Câmara, não irei facilitar a vida de quem quer vender o que é público, o que é de todos. Temos de estar discutindo o reaproveitamento da sede para a comunidade. A irregularidade existe em destinar um espaço que é da Prefeitura para uso exclusivo de quem é sócio do clube e paga mensalidade pelo uso do que é público”, comentou Pio.

O Diário revelou ontem que Nairo e o presidente do conselho deliberativo, Antônio de Pádua Tortorello, articulavam antecipar eleição para presidência da agremiação para que a negociação com o grupo de investidores não tivesse empecilho jurídico para ser formalizada. Ontem, Pádua disse que o pleito será realizado somente depois do Paulistão. Nairo negou que tenha alocado a exploração da sede, no bairro Cerâmica, nas tratativas com novos financiadores (veja mais ao lado).

Como a sede da AD São Caetano é um bem público, seria necessário haver lei autorizando a venda da estrutura para o setor privado – legislação que precisaria ser analisada pelos vereadores, aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito. E, no que depender de Pio, esse debate nem sequer será pautado no Legislativo.

“Estou surpreso e estarrecido em ler esta notícia no Diário. Na condição de presidente da Câmara e de torcedor do Azulão, avalio que não é hora de ter eleição na AD em meio a tantas especulações políticas, muito menos falar em vender sede do clube e o Estádio Anacleto Campanella, que são públicos, patrimônios da população de São Caetano”, disparou Pio, que também criticou a suspeita de que Saul Klein, filho do fundador da Casas Bahia, Samuel Klein, e investidor do Azulão por décadas estaria por trás das negociações com Nairo – o dirigente assegurou que Saul não participa do diálogo.

“Fiquei surpreso em ler que o empresário Saul Klein, que foi derrotado como vice de Fabio Palacio (PSD) na eleição e está envolvido em seriíssimas acusações, esteja intermediando a venda deste legado de nossa cidade. Com certeza o ex-prefeito Luiz Tortorello (morto em 2004), fundador do Azulão, não aprovaria a conduta. Pessoalmente acho inaceitável o Saul intermediar a venda do Azulão”, adicionou Pio, ao lembrar das acusações de assédio e estupro que Saul responde – ele nega as denúncias feitas formalmente por 14 mulheres.

Eleição é transferida para depois do Paulistão

Nem 25 de janeiro, muito menos 8 de fevereiro. A eleição da nova diretoria da AD São Caetano será somente após o Paulistão, disputado entre fevereiro e maio. Ao menos foi o que revelou o presidente do conselho deliberativo do Azulão, Antônio de Pádua Tortorello. Segundo ele, a transferência da data tem como intuito não prejudicar o planejamento do time para a disputa do Estadual (os são-caetanenses estão de volta à elite após o título da Série A-2 de 2020). De acordo com ele, foi convocada para a segunda semana de fevereiro assembleia para alterar e aprovar o estatuto do clube, em caráter prioritário.

“Em abril do ano passado, vagou a presidência do clube. Por direito, eu achava que tinha, como presidente do conselho, que tomar posse até nova eleição. Quando pedi essas providências, me informaram que o estatuto não prevê nada disso. Então chegou-se à conclusão de que o estatuto é muito antigo. Se fizéssemos a eleição no dia 8, atrapalharíamos o andamento do processo da preparação do time para o Campeonato Paulista. Resolvemos fazer primeiro a assembleia geral para mudança do estatuto, para quando entrar o presidente ter as normas e o conselho ter atividade”, explicou Pádua. A expectativa é a de que, com o novo estatuto, Pádua assuma a agremiação.

O presidente do conselho revelou que nos últimos dias a São Caetano Futebol Ltda, que vem utilizando a sede social do Azulão para manter as atividades relativas à equipe, recebeu notificação judicial para deixar o local em até 30 dias. “Há necessidade de a Ltda deixar a sede, que é patrimônio público, e com o estatuto novo, vamos fazer novo contrato, seja com Ltda ou qualquer outra empresa. À Ltda demos concessão até 2027, mas vamos tentar romper esse contrato e fazer outro, ou com ela ou outra empresa, mas depois do Paulista, porque agora não queremos atrapalhar de forma nenhuma”, disse Pádua, que rechaçou que AD e Ltda sejam uma coisa só. “A Ltda é particular e a ADSC é uma associação que está instalada em prédio público por concessão da Prefeitura”, concluiu.

Mandatário da Ltda nega comercialização da área social e pede ‘paz’ para o Azulão

Presidente da São Caetano Futebol Ltda, Nairo Ferreira de Souza falou sobre a reportagem publicada ontem pelo Diário a respeito da venda da gestão do futebol e a possibilidade de envolver a sede social do Azulão no negócio. O mandatário negou qualquer hipótese disso estar acontecendo, lamentou os ataques a ele e, no fim, pediu “paz”.

“É absurdo dizer que estamos vendendo a sede, porque é espaço público. Estou louco, sim, para vender a Ltda”, disse Nairo, que negou envolvimento do ex-mecenas Saul Klein. “Não tem nada a ver com Saul. Agradecemos pelo que fez, mas estou arrumando gestor para o São Caetano poder disputar o Campeonato Paulista. Fui atrás de pessoas que querem ajudar. Trouxemos o Fabinho (Félix), que não recebe nada e ainda coloca dinheiro do bolso. Estamos precisando de ajuda, não de gente falando besteira. Quero é paz para o São Caetano”, emendou. 



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Câmara diz que vai evitar venda da sede da AD São Caetano

Presidente do Legislativo, Pio critica negociação de Nairo com grupo de investidores para assumir o futebol com direito a exploração da estrutura

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

20/01/2021 | 00:01


O presidente da Câmara de São Caetano, Pio Mielo (PSDB), avisou que, enquanto estiver à frente do Legislativo municipal, não vai pautar projetos de lei que envolvam negociação da sede da AD São Caetano, estrutura pública, para uma empresa privada.

A declaração foi feita na esteira da reportagem de ontem do Diário, que mostrava que Nairo Ferreira de Souza, sócio majoritário da São Caetano Futebol Ltda, gestora do time, estaria incluindo a exploração da sede em conversas com grupo de investidores dispostos a comprar a firma que cuida do departamento de futebol.

“Enquanto eu estiver presidente da Câmara, não irei facilitar a vida de quem quer vender o que é público, o que é de todos. Temos de estar discutindo o reaproveitamento da sede para a comunidade. A irregularidade existe em destinar um espaço que é da Prefeitura para uso exclusivo de quem é sócio do clube e paga mensalidade pelo uso do que é público”, comentou Pio.

O Diário revelou ontem que Nairo e o presidente do conselho deliberativo, Antônio de Pádua Tortorello, articulavam antecipar eleição para presidência da agremiação para que a negociação com o grupo de investidores não tivesse empecilho jurídico para ser formalizada. Ontem, Pádua disse que o pleito será realizado somente depois do Paulistão. Nairo negou que tenha alocado a exploração da sede, no bairro Cerâmica, nas tratativas com novos financiadores (veja mais ao lado).

Como a sede da AD São Caetano é um bem público, seria necessário haver lei autorizando a venda da estrutura para o setor privado – legislação que precisaria ser analisada pelos vereadores, aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito. E, no que depender de Pio, esse debate nem sequer será pautado no Legislativo.

“Estou surpreso e estarrecido em ler esta notícia no Diário. Na condição de presidente da Câmara e de torcedor do Azulão, avalio que não é hora de ter eleição na AD em meio a tantas especulações políticas, muito menos falar em vender sede do clube e o Estádio Anacleto Campanella, que são públicos, patrimônios da população de São Caetano”, disparou Pio, que também criticou a suspeita de que Saul Klein, filho do fundador da Casas Bahia, Samuel Klein, e investidor do Azulão por décadas estaria por trás das negociações com Nairo – o dirigente assegurou que Saul não participa do diálogo.

“Fiquei surpreso em ler que o empresário Saul Klein, que foi derrotado como vice de Fabio Palacio (PSD) na eleição e está envolvido em seriíssimas acusações, esteja intermediando a venda deste legado de nossa cidade. Com certeza o ex-prefeito Luiz Tortorello (morto em 2004), fundador do Azulão, não aprovaria a conduta. Pessoalmente acho inaceitável o Saul intermediar a venda do Azulão”, adicionou Pio, ao lembrar das acusações de assédio e estupro que Saul responde – ele nega as denúncias feitas formalmente por 14 mulheres.

Eleição é transferida para depois do Paulistão

Nem 25 de janeiro, muito menos 8 de fevereiro. A eleição da nova diretoria da AD São Caetano será somente após o Paulistão, disputado entre fevereiro e maio. Ao menos foi o que revelou o presidente do conselho deliberativo do Azulão, Antônio de Pádua Tortorello. Segundo ele, a transferência da data tem como intuito não prejudicar o planejamento do time para a disputa do Estadual (os são-caetanenses estão de volta à elite após o título da Série A-2 de 2020). De acordo com ele, foi convocada para a segunda semana de fevereiro assembleia para alterar e aprovar o estatuto do clube, em caráter prioritário.

“Em abril do ano passado, vagou a presidência do clube. Por direito, eu achava que tinha, como presidente do conselho, que tomar posse até nova eleição. Quando pedi essas providências, me informaram que o estatuto não prevê nada disso. Então chegou-se à conclusão de que o estatuto é muito antigo. Se fizéssemos a eleição no dia 8, atrapalharíamos o andamento do processo da preparação do time para o Campeonato Paulista. Resolvemos fazer primeiro a assembleia geral para mudança do estatuto, para quando entrar o presidente ter as normas e o conselho ter atividade”, explicou Pádua. A expectativa é a de que, com o novo estatuto, Pádua assuma a agremiação.

O presidente do conselho revelou que nos últimos dias a São Caetano Futebol Ltda, que vem utilizando a sede social do Azulão para manter as atividades relativas à equipe, recebeu notificação judicial para deixar o local em até 30 dias. “Há necessidade de a Ltda deixar a sede, que é patrimônio público, e com o estatuto novo, vamos fazer novo contrato, seja com Ltda ou qualquer outra empresa. À Ltda demos concessão até 2027, mas vamos tentar romper esse contrato e fazer outro, ou com ela ou outra empresa, mas depois do Paulista, porque agora não queremos atrapalhar de forma nenhuma”, disse Pádua, que rechaçou que AD e Ltda sejam uma coisa só. “A Ltda é particular e a ADSC é uma associação que está instalada em prédio público por concessão da Prefeitura”, concluiu.

Mandatário da Ltda nega comercialização da área social e pede ‘paz’ para o Azulão

Presidente da São Caetano Futebol Ltda, Nairo Ferreira de Souza falou sobre a reportagem publicada ontem pelo Diário a respeito da venda da gestão do futebol e a possibilidade de envolver a sede social do Azulão no negócio. O mandatário negou qualquer hipótese disso estar acontecendo, lamentou os ataques a ele e, no fim, pediu “paz”.

“É absurdo dizer que estamos vendendo a sede, porque é espaço público. Estou louco, sim, para vender a Ltda”, disse Nairo, que negou envolvimento do ex-mecenas Saul Klein. “Não tem nada a ver com Saul. Agradecemos pelo que fez, mas estou arrumando gestor para o São Caetano poder disputar o Campeonato Paulista. Fui atrás de pessoas que querem ajudar. Trouxemos o Fabinho (Félix), que não recebe nada e ainda coloca dinheiro do bolso. Estamos precisando de ajuda, não de gente falando besteira. Quero é paz para o São Caetano”, emendou. 

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