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Diadema sinaliza encontro com a EMTU para tratar da integração

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

20/01/2021 | 03:17


O governo do prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT), informou ao Diário que deverá solicitar “nos próximos dias” reunião com a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) para tratar do possível fim da cobrança da integração nos terminais da cidade, instituída há três anos por decisão do governo do Estado.

A gestão Filippi frisou que, nessas primeiras semanas de governo, a Secretaria de Transportes realizou “estudos técnicos e outros levantamentos acerca da instalação das catracas” a fim de embasar a demanda. A retirada das catracas, que estabelece cobrança para acesso dos usuários do transporte municipal às linhas de trólebus do chamado Corredor ABD, foi uma das principais promessas de campanha de Filippi no pleito do ano passado. Inicialmente, a tarifa estabelecida para a baldeação foi de R$ 1 e atualmente está em R$ 1,15.

A EMTU, por outro lado, comunicou que, até a semana passada, ainda não havia recebido o pleito por parte do Paço diademense. A empresa paulista admitiu, porém, que pode sentar com a Prefeitura para negociar o tema, considerado polêmico e que já rendeu disputas jurídicas entre Estado e a Prefeitura. A estatal é a responsável por gerir os dois terminais da cidade: Centro e Piraporinha.

A novela sobre a integração em Diadema começou ainda em meados de 2012. O tema norteou a eleição municipal naquele ano – ocasião em que o agora ex-prefeito Lauro Michels (PV) venceu pela primeira vez sob a promessa de garantir o benefício – porque a gratuidade estava vigente na cidade havia duas décadas. Em janeiro de 2017, após cinco anos de ameaça e com catracas já instaladas nos terminais e inativas, a Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos determinou o início da cobrança. Começou ali o afastamento político de Lauro com o Palácio dos Bandeirantes, ainda sob a gestão do então governador Geraldo Alckmin (PSDB). O verde assumiu pessoalmente a briga e, como forma de protesto, usou o próprio carro para fechar por horas o acesso de trólebus ao terminal central. Na época, decisão judicial barrou temporariamente o início da cobrança, mas a liminar foi derrubada meses depois.

O fim da cobrança da integração é tema caro ao petismo em Diadema. Na época em que o assunto passou a ser especulado, o governo do então prefeito Mário Reali (PT) só começou a explorar a aproximação política entre Lauro e o Estado no segundo turno da campanha, mas foi tarde.

A EMTU não respondeu se a tarifa da integração deverá ser reajustada neste ano.  



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Diadema sinaliza encontro com a EMTU para tratar da integração

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

20/01/2021 | 03:17


O governo do prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT), informou ao Diário que deverá solicitar “nos próximos dias” reunião com a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) para tratar do possível fim da cobrança da integração nos terminais da cidade, instituída há três anos por decisão do governo do Estado.

A gestão Filippi frisou que, nessas primeiras semanas de governo, a Secretaria de Transportes realizou “estudos técnicos e outros levantamentos acerca da instalação das catracas” a fim de embasar a demanda. A retirada das catracas, que estabelece cobrança para acesso dos usuários do transporte municipal às linhas de trólebus do chamado Corredor ABD, foi uma das principais promessas de campanha de Filippi no pleito do ano passado. Inicialmente, a tarifa estabelecida para a baldeação foi de R$ 1 e atualmente está em R$ 1,15.

A EMTU, por outro lado, comunicou que, até a semana passada, ainda não havia recebido o pleito por parte do Paço diademense. A empresa paulista admitiu, porém, que pode sentar com a Prefeitura para negociar o tema, considerado polêmico e que já rendeu disputas jurídicas entre Estado e a Prefeitura. A estatal é a responsável por gerir os dois terminais da cidade: Centro e Piraporinha.

A novela sobre a integração em Diadema começou ainda em meados de 2012. O tema norteou a eleição municipal naquele ano – ocasião em que o agora ex-prefeito Lauro Michels (PV) venceu pela primeira vez sob a promessa de garantir o benefício – porque a gratuidade estava vigente na cidade havia duas décadas. Em janeiro de 2017, após cinco anos de ameaça e com catracas já instaladas nos terminais e inativas, a Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos determinou o início da cobrança. Começou ali o afastamento político de Lauro com o Palácio dos Bandeirantes, ainda sob a gestão do então governador Geraldo Alckmin (PSDB). O verde assumiu pessoalmente a briga e, como forma de protesto, usou o próprio carro para fechar por horas o acesso de trólebus ao terminal central. Na época, decisão judicial barrou temporariamente o início da cobrança, mas a liminar foi derrubada meses depois.

O fim da cobrança da integração é tema caro ao petismo em Diadema. Na época em que o assunto passou a ser especulado, o governo do então prefeito Mário Reali (PT) só começou a explorar a aproximação política entre Lauro e o Estado no segundo turno da campanha, mas foi tarde.

A EMTU não respondeu se a tarifa da integração deverá ser reajustada neste ano.  

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