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Preço da locação sobe sete vezes mais na região do que na Capital

Aluguel em Sto.André e S.Bernardo encareceu, mas m² é mais barato


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

19/01/2021 | 00:03


O preço do aluguel dos imóveis na região subiu, em média, sete vezes mais do que na Capital durante o ano passado. Em Santo André, o valor foi reajustado em 8,42% e, em São Bernardo, 7,81%. Já em São Paulo houve aumento de apenas 1,14%. Os dados são do Índice FipeZap, que acompanha o comportamento do preço médio de aluguel de imóveis residenciais em 25 cidades brasileiras, sendo 11 capitais.

A alta mais expressiva no Grande ABC foi estimulada pela maior procura por espaços com metro quadrado mas acessível, reflexo da pandemia, que incorporou o home office à rotina ao mesmo tempo em que desencadeou crise econômica com crescimento do desemprego.

Em Santo André, a alta foi de 8,42% no ano (sendo 1,57% só em dezembro), o que levou o valor do m² (metro quadrado) do aluguel a R$ 24,08. Já em São Bernardo, onde o crescimento foi de 7,81% (alta de 1,69% em dezembro), o m² está na média R$ 22,27. Apesar do aumento, os preços ainda são melhores do que na Capital, onde m² custa praticamente o dobro, R$ 40,06, valor que avançou 1,14% em 2020.

Para o coordenador do FipeZap, Eduardo Zylberstajn, a migração de moradores para o Grande ABC pode justificar o cenário. “Essa é uma boa hipótese – difícil de validar 100% apenas com o monitoramento dos preços pelo FipeZap –, mas certamente a migração ou êxodo dos grandes centros é fator que contribui à dinâmica de preços no Grande ABC, Interior e Litoral de São Paulo”, disse.

Os aumentos percentuais da região foram o terceiro e quarto maiores, só perdendo para São José do Rio Preto (9,84%) e Goiânia (8,87%). “Cidades com boa infraestrutura, suficientemente próximas aos grandes centros e, ao mesmo tempo com preços mais atrativos, chamaram a atenção em 2020”, afirmou.

Segundo o empresário do setor Miguel Colicchio Neto, o Guta, proprietário da Colicchio Imóveis, em Santo André, a alta tem relação com o aquecimento do mercado. “É a lei da oferta e da procura. Cresceu a procura por imóveis e, consequentemente, os valores cobrados.” 



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Preço da locação sobe sete vezes mais na região do que na Capital

Aluguel em Sto.André e S.Bernardo encareceu, mas m² é mais barato

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

19/01/2021 | 00:03


O preço do aluguel dos imóveis na região subiu, em média, sete vezes mais do que na Capital durante o ano passado. Em Santo André, o valor foi reajustado em 8,42% e, em São Bernardo, 7,81%. Já em São Paulo houve aumento de apenas 1,14%. Os dados são do Índice FipeZap, que acompanha o comportamento do preço médio de aluguel de imóveis residenciais em 25 cidades brasileiras, sendo 11 capitais.

A alta mais expressiva no Grande ABC foi estimulada pela maior procura por espaços com metro quadrado mas acessível, reflexo da pandemia, que incorporou o home office à rotina ao mesmo tempo em que desencadeou crise econômica com crescimento do desemprego.

Em Santo André, a alta foi de 8,42% no ano (sendo 1,57% só em dezembro), o que levou o valor do m² (metro quadrado) do aluguel a R$ 24,08. Já em São Bernardo, onde o crescimento foi de 7,81% (alta de 1,69% em dezembro), o m² está na média R$ 22,27. Apesar do aumento, os preços ainda são melhores do que na Capital, onde m² custa praticamente o dobro, R$ 40,06, valor que avançou 1,14% em 2020.

Para o coordenador do FipeZap, Eduardo Zylberstajn, a migração de moradores para o Grande ABC pode justificar o cenário. “Essa é uma boa hipótese – difícil de validar 100% apenas com o monitoramento dos preços pelo FipeZap –, mas certamente a migração ou êxodo dos grandes centros é fator que contribui à dinâmica de preços no Grande ABC, Interior e Litoral de São Paulo”, disse.

Os aumentos percentuais da região foram o terceiro e quarto maiores, só perdendo para São José do Rio Preto (9,84%) e Goiânia (8,87%). “Cidades com boa infraestrutura, suficientemente próximas aos grandes centros e, ao mesmo tempo com preços mais atrativos, chamaram a atenção em 2020”, afirmou.

Segundo o empresário do setor Miguel Colicchio Neto, o Guta, proprietário da Colicchio Imóveis, em Santo André, a alta tem relação com o aquecimento do mercado. “É a lei da oferta e da procura. Cresceu a procura por imóveis e, consequentemente, os valores cobrados.” 

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