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Primeira vacinada, Mônica diz que não virou jacaré nem teve reações

Divulgação/Governo do Estado Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Enfermeira, que atua pela FUABC, foi convidada três horas antes da vacina


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

19/01/2021 | 00:01


Até agora a enfermeira Mônica Calazans, 53 anos, não consegue descrever, ao certo, a emoção de ter sido a primeira brasileira vacinada contra Covid-19 no País. No domingo, minutos depois de a Coronavac ter o uso emergencial liberado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a profissional da Saúde tomou conta dos noticiários e da TV ao ser imunizada em São Paulo com a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

O convite para participar da vacinação aconteceu três horas antes da imunização, por volta das 12h30. A enfermeira, que mora na Zona Leste da Capital, recebeu um telefonema da direção do Hospital Emílio Ribas, um dos locais onde trabalha, falando sobre o convite e quase não acreditou. “Sai de casa para trabalhar como faço normalmente. Às 7h já estava com meus pacientes e a minha marmita guardada na geladeira”, conta. “É difícil descrever o que senti. Passou muita coisa pela minha cabeça naquela hora. Pensei, ‘vou dar o pontapé inicial para a imunização no Brasil, eu, Mônica, enfermeira, da Zona Leste de São Paulo’”, comentou.

A enfermeira foi voluntária no estudo da Coronavac no País, mas recebeu o placebo e não o imunizante de fato. E a correria foi tanta que não deu tempo nem de avisar a família que seria vacinada ao vivo em evento televisionado para boa parte do Brasil. Uma sobrinha, depois, mandou mensagem pelo smartphone dizendo que os parentes haviam visto pela TV. “Só fui conseguir falar com todos depois, quando deu tempo de pegar o celular na mão.”

Depois da vacinação e da coletiva de imprensa junto das autoridades paulistas, Mônica não teve moleza. Tanto que a volta para casa, depois de todo o evento, e do dia de trabalho, foi como de estrela de cinema. “Você não tem noção. Todo mundo pedindo para tirar foto comigo no Metrô. As pessoas vinham me parabenizar, agradecendo”, diverte-se.

Mônica está bem, garante que não virou jacaré, como supôs o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em uma interação recente com grupo de apoiadores, em Brasília, e que não teve reação nenhuma por conta da vacina. Ela, que atua no Pronto Atendimento São Mateus pela FUABC (Fundação do ABC) há três anos, acredita na importância de a população se vacinar. “É bom ter consciência da necessidade da vacinação para voltar a ter uma vida normal”, explica.

A enfermeira mora com um filho de 30 anos. Cuida da mãe, de 72, que vive sozinha em outra casa. “Tenho também uma avó de 87 anos”, relata. E ela já faz previsões para 2021. “Acredito que neste ano o Natal será diferente do de 2020, com a família reunida”, comemora.  



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Primeira vacinada, Mônica diz que não virou jacaré nem teve reações

Enfermeira, que atua pela FUABC, foi convidada três horas antes da vacina

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

19/01/2021 | 00:01


Até agora a enfermeira Mônica Calazans, 53 anos, não consegue descrever, ao certo, a emoção de ter sido a primeira brasileira vacinada contra Covid-19 no País. No domingo, minutos depois de a Coronavac ter o uso emergencial liberado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a profissional da Saúde tomou conta dos noticiários e da TV ao ser imunizada em São Paulo com a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

O convite para participar da vacinação aconteceu três horas antes da imunização, por volta das 12h30. A enfermeira, que mora na Zona Leste da Capital, recebeu um telefonema da direção do Hospital Emílio Ribas, um dos locais onde trabalha, falando sobre o convite e quase não acreditou. “Sai de casa para trabalhar como faço normalmente. Às 7h já estava com meus pacientes e a minha marmita guardada na geladeira”, conta. “É difícil descrever o que senti. Passou muita coisa pela minha cabeça naquela hora. Pensei, ‘vou dar o pontapé inicial para a imunização no Brasil, eu, Mônica, enfermeira, da Zona Leste de São Paulo’”, comentou.

A enfermeira foi voluntária no estudo da Coronavac no País, mas recebeu o placebo e não o imunizante de fato. E a correria foi tanta que não deu tempo nem de avisar a família que seria vacinada ao vivo em evento televisionado para boa parte do Brasil. Uma sobrinha, depois, mandou mensagem pelo smartphone dizendo que os parentes haviam visto pela TV. “Só fui conseguir falar com todos depois, quando deu tempo de pegar o celular na mão.”

Depois da vacinação e da coletiva de imprensa junto das autoridades paulistas, Mônica não teve moleza. Tanto que a volta para casa, depois de todo o evento, e do dia de trabalho, foi como de estrela de cinema. “Você não tem noção. Todo mundo pedindo para tirar foto comigo no Metrô. As pessoas vinham me parabenizar, agradecendo”, diverte-se.

Mônica está bem, garante que não virou jacaré, como supôs o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em uma interação recente com grupo de apoiadores, em Brasília, e que não teve reação nenhuma por conta da vacina. Ela, que atua no Pronto Atendimento São Mateus pela FUABC (Fundação do ABC) há três anos, acredita na importância de a população se vacinar. “É bom ter consciência da necessidade da vacinação para voltar a ter uma vida normal”, explica.

A enfermeira mora com um filho de 30 anos. Cuida da mãe, de 72, que vive sozinha em outra casa. “Tenho também uma avó de 87 anos”, relata. E ela já faz previsões para 2021. “Acredito que neste ano o Natal será diferente do de 2020, com a família reunida”, comemora.  

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