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Futuro de concessionárias da Ford deve ser resolvido amanhã

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Na região, há três delas; Ka e EcoSport têm preços até 7% menores


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

18/01/2021 | 23:32


O futuro das concessionárias Ford será definido a partir de amanhã em reunião com a montadora norte-americana. No dia 11, a companhia anunciou o encerramento das atividades da Ford no Brasil e o fechamento de três fábricas – Camaçari (Bahia), Taubaté (Interior) e Horizonte (Ceará), o que terá impacto também sobre as 280 revendedoras de veículos de sua marca.

No Grande ABC, existem atualmente três delas. Em Santo André e São Bernardo estão filiais da Ford Auto Prime e, em São Caetano, da Ford Mix.

Na avaliação do consultor da Oikonomia Consultoria Automotiva, Raphael Galante, o reflexo maior deverá se dar em concessionárias de cidades do Interior e próximas a grandes centros em que o perfil do público era mais voltado aos modelos de entrada da montadora no País, o Ka (a partir de R$ 51.990) e a EcoSport (R$ 69.990). Isso porque os veículos que a Ford vai continuar vendendo no País terão outra faixa de preços, acima de R$ 130 mil, caso da picape Ranger e dos SUVs Territory e Bronco e do esportivo Mustang. “Dificilmente a região deve se manter com esse mesmo número de concessionárias”, disse. “Se tinha três estabelecimentos com 8% do mercado da Ford e, agora, a expectativa é a de que a montadora mantenha de 1,5% a 2%, é uma queda grande. Mais do que a metade”, afirmou.

Segundo o gerente da Ford Mix, Valdir Castro, cerca de 90% das vendas da unidade são de Ka e EcoSport, sendo, desse total, 60% do carro de entrada da montadora. “Já estávamos vendendo esses modelos com preços de 6% a 7% abaixo da tabela. O Ka modelo SE, por exemplo, de R$ 53 mil já tem saído por R$ 49.990, redução de uns R$ 3.000, mas não sabemos ainda se os valores vão baixar mais”, disse.

Castro contou que nas cinco concessionárias do grupo há 350 unidades dos dois veículos, sendo 30 da EcoSport, o que levaria um mês para vender anteriormente, mas que ele acredita que sejam comercializadas em dois meses. “Ainda não tivemos cancelamento de pedidos. O que houve foram muitas perguntas dos clientes querendo saber sobre como ficarão as coisas. Fomos pegos de surpresa, mas a Ford continuará vendendo aqui, e os carros têm três anos de garantia, seguiremos oferecendo revisões. E o brasileiro, além de gostar de trocar de carro, e dificilmente ficar mais de dez anos com um carro, vai pelo que cabe no bolso. Por enquanto, nada muda”, avaliou.

Além dos zero-quilômetro, a concessionária trabalha com seminovos e usados, por isso, o gerente acredita que eles continuarão vendendo, além de que, com a chegada dos veículos de maior valor, também deve haver a procura por outro perfil de clientes.

(Colaborou Yara Ferraz)
 



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Futuro de concessionárias da Ford deve ser resolvido amanhã

Na região, há três delas; Ka e EcoSport têm preços até 7% menores

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

18/01/2021 | 23:32


O futuro das concessionárias Ford será definido a partir de amanhã em reunião com a montadora norte-americana. No dia 11, a companhia anunciou o encerramento das atividades da Ford no Brasil e o fechamento de três fábricas – Camaçari (Bahia), Taubaté (Interior) e Horizonte (Ceará), o que terá impacto também sobre as 280 revendedoras de veículos de sua marca.

No Grande ABC, existem atualmente três delas. Em Santo André e São Bernardo estão filiais da Ford Auto Prime e, em São Caetano, da Ford Mix.

Na avaliação do consultor da Oikonomia Consultoria Automotiva, Raphael Galante, o reflexo maior deverá se dar em concessionárias de cidades do Interior e próximas a grandes centros em que o perfil do público era mais voltado aos modelos de entrada da montadora no País, o Ka (a partir de R$ 51.990) e a EcoSport (R$ 69.990). Isso porque os veículos que a Ford vai continuar vendendo no País terão outra faixa de preços, acima de R$ 130 mil, caso da picape Ranger e dos SUVs Territory e Bronco e do esportivo Mustang. “Dificilmente a região deve se manter com esse mesmo número de concessionárias”, disse. “Se tinha três estabelecimentos com 8% do mercado da Ford e, agora, a expectativa é a de que a montadora mantenha de 1,5% a 2%, é uma queda grande. Mais do que a metade”, afirmou.

Segundo o gerente da Ford Mix, Valdir Castro, cerca de 90% das vendas da unidade são de Ka e EcoSport, sendo, desse total, 60% do carro de entrada da montadora. “Já estávamos vendendo esses modelos com preços de 6% a 7% abaixo da tabela. O Ka modelo SE, por exemplo, de R$ 53 mil já tem saído por R$ 49.990, redução de uns R$ 3.000, mas não sabemos ainda se os valores vão baixar mais”, disse.

Castro contou que nas cinco concessionárias do grupo há 350 unidades dos dois veículos, sendo 30 da EcoSport, o que levaria um mês para vender anteriormente, mas que ele acredita que sejam comercializadas em dois meses. “Ainda não tivemos cancelamento de pedidos. O que houve foram muitas perguntas dos clientes querendo saber sobre como ficarão as coisas. Fomos pegos de surpresa, mas a Ford continuará vendendo aqui, e os carros têm três anos de garantia, seguiremos oferecendo revisões. E o brasileiro, além de gostar de trocar de carro, e dificilmente ficar mais de dez anos com um carro, vai pelo que cabe no bolso. Por enquanto, nada muda”, avaliou.

Além dos zero-quilômetro, a concessionária trabalha com seminovos e usados, por isso, o gerente acredita que eles continuarão vendendo, além de que, com a chegada dos veículos de maior valor, também deve haver a procura por outro perfil de clientes.

(Colaborou Yara Ferraz)
 

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