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Litro da gasolina pode passar de R$ 5, com alta de R$ 0,12

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Isso em Santo André, onde está o combustível mais caro do Grande ABC; Petrobras avisou que a partir de hoje haverá aumento de 8%


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

19/01/2021 | 00:19


Após reajuste de 8% anunciado pela Petrobras a partir de hoje, a gasolina deve encarecer na média R$ 0,12 por litro nos postos da região. Com média de R$ 4,31 na última semana, os preços devem ficar em torno de R$ 4,43, mas, como alguns revendedores já estavam vendendo o combustível por R$ 4,99, o litro pode passar de R$ 5, dependendo do estabelecimento.

Dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) levantados pelo Diário apontam que, na semana passada, conforme números mais recentes, a gasolina variava entre R$ 3,87, em São Caetano, e R$ 4,99 em Santo André. No mesmo período, o etanol era vendido em torno de R$ 3,09, e o óleo diesel, R$ 3,75.

“É um aumento extremamente expressivo. Estamos falando na média de R$ 0,12, e o mês de janeiro está terrível, as vendas caíram muito. E, para o consumidor, é mais dinheiro que sai do bolso”, disse o presidente do Regran (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do ABCDMR), Wagner de Souza, destacando que o repasse dos preços fica a cargo de cada revendedor. Para ele, valores acima dos R$ 4,99 são “pontos fora da curva”, considerando a média das unidades.

Coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero afirmou que o reajuste está relacionado ao preço internacional do petróleo. “No ano passado, em alguns momentos, o petróleo atingiu mínimas históricas e houve reclamações de que a Petrobras não estava reajustando os preços e, portanto, estava competindo de uma maneira desleal no mercado. Por isso tivemos dois ajustes praticamente seguidos, um no fim de dezembro e outro agora.”

Balistiero pontuou que a decisão é acertada do ponto de vista da liquidez da empresa, mas “é mais notícia ruim para o consumidor, que já vem sofrendo com o fim do auxílio emergencial”. Para ele, essa alta, que mexe com toda a cadeia produtiva, “pode ter impacto ainda mais nocivo à camada mais pobre da população”.

Nas refinarias, com a variação anunciada pela Petrobras, os preços terão acréscimo de R$ 0,15 nas distribuidoras, chegando a R$ 1,98 por litro. A Petrobras destacou que os preços têm como referência a paridade de importação e acompanham as variações do valor do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio. “Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos próprios postos revendedores de combustíveis.”

A empresa destacou que, segundo dados do Global Petrol Prices (www.globalpetrolprices.com), o preço médio da gasolina ao consumidor no Brasil era o 52º mais barato dentre 165 pesquisados, com 21,6% abaixo da média de US$ 1,05 por litro.
 



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Litro da gasolina pode passar de R$ 5, com alta de R$ 0,12

Isso em Santo André, onde está o combustível mais caro do Grande ABC; Petrobras avisou que a partir de hoje haverá aumento de 8%

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

19/01/2021 | 00:19


Após reajuste de 8% anunciado pela Petrobras a partir de hoje, a gasolina deve encarecer na média R$ 0,12 por litro nos postos da região. Com média de R$ 4,31 na última semana, os preços devem ficar em torno de R$ 4,43, mas, como alguns revendedores já estavam vendendo o combustível por R$ 4,99, o litro pode passar de R$ 5, dependendo do estabelecimento.

Dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) levantados pelo Diário apontam que, na semana passada, conforme números mais recentes, a gasolina variava entre R$ 3,87, em São Caetano, e R$ 4,99 em Santo André. No mesmo período, o etanol era vendido em torno de R$ 3,09, e o óleo diesel, R$ 3,75.

“É um aumento extremamente expressivo. Estamos falando na média de R$ 0,12, e o mês de janeiro está terrível, as vendas caíram muito. E, para o consumidor, é mais dinheiro que sai do bolso”, disse o presidente do Regran (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do ABCDMR), Wagner de Souza, destacando que o repasse dos preços fica a cargo de cada revendedor. Para ele, valores acima dos R$ 4,99 são “pontos fora da curva”, considerando a média das unidades.

Coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero afirmou que o reajuste está relacionado ao preço internacional do petróleo. “No ano passado, em alguns momentos, o petróleo atingiu mínimas históricas e houve reclamações de que a Petrobras não estava reajustando os preços e, portanto, estava competindo de uma maneira desleal no mercado. Por isso tivemos dois ajustes praticamente seguidos, um no fim de dezembro e outro agora.”

Balistiero pontuou que a decisão é acertada do ponto de vista da liquidez da empresa, mas “é mais notícia ruim para o consumidor, que já vem sofrendo com o fim do auxílio emergencial”. Para ele, essa alta, que mexe com toda a cadeia produtiva, “pode ter impacto ainda mais nocivo à camada mais pobre da população”.

Nas refinarias, com a variação anunciada pela Petrobras, os preços terão acréscimo de R$ 0,15 nas distribuidoras, chegando a R$ 1,98 por litro. A Petrobras destacou que os preços têm como referência a paridade de importação e acompanham as variações do valor do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio. “Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos próprios postos revendedores de combustíveis.”

A empresa destacou que, segundo dados do Global Petrol Prices (www.globalpetrolprices.com), o preço médio da gasolina ao consumidor no Brasil era o 52º mais barato dentre 165 pesquisados, com 21,6% abaixo da média de US$ 1,05 por litro.
 

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