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Taxas de juros têm viés de queda, em dia de liquidez fraca



18/01/2021 | 18:55


Perto dos menores níveis de liquidez desde a virada do ano, os juros futuros encerraram a sessão regular com viés de queda, à medida que o investidor recalibrou posições. Sem a referência de Nova York, devido ao feriado de Martin Luther King, o mercado aproveitou para reduzir prêmios, em especial na ponta mais curta da curva a termo, que na semana passada teve alta firme. O compromisso dos principais candidatos à Presidência da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP), com a ampliação de medidas sociais dentro das regras fiscais também agradou. Tudo isso nas vésperas da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic, em que a precificação de manutenção da taxa a 2% atinge 96%, nos cálculos da Quantitas.

O DI para janeiro de 2022 cedeu 9 pontos, encerrando em 3,26% a sessão regular e a estendida. O janeiro 2023 passou de 5,041% na sexta-feira a 4,98% (regular) e 4,995% (estendida). E o janeiro 2027 recuou de 7,114% a 7,08% (regular), mas subiu a 7,12% na estendida.

O vértice mais líquido desta segunda foi o janeiro 2022, que teve 249.099 contratos negociados. Foi o dia de liquidez mais baixa desde a virada do ano. Na média, até sexta-feira passada, foram negociados 639 mil contratos desse vencimento em 2021.

A liquidez mais limitada também afetou outros pontos da curva. O janeiro 2023 teve 241.095 contratos negociados, ante média no ano até a sexta-feira de 468,5 mil. Já o janeiro 2027 teve 43,7 mil, ante média de 76,3 mil.

Assim, os ajustes de posições tendem a ser amplificados, já que operações pontuais tendem a exacerbar os movimentos. E, de certa forma, o mercado entendeu que o dia era propício para esses ajustes nesta segunda. Dados fortes da China, confirmando a recuperação econômica na virada do ano, também alimentam o cenário positivo a emergentes, que ao fim das contas ajuda em termos de fluxo.

Depois da aprovação no domingo pela Anvisa do uso emergencial de lotes da Coronavac e da vacina da AstraZeneca/Oxford, o governo federal montou o plano para distribuição das doses, embora tenha havido problemas de logística neste primeiro dia. Por sua vez, em São Paulo, onde é fabricada, a imunização de profissionais de saúde teve início na Capital e no interior.

Com a vacinação tendo início, o mercado de juros agora centra as atenções para a disputa em torno da Presidência da Câmara, que ocorre no dia 1º de fevereiro. Mais do que a abertura ou não de um processo de impeachment, o comandante da Casa tem poder sobre o ritmo de reformas e discussões orçamentárias. Nesse sentido, houve boa recepção aos sinais dados ao longo do fim de semana.

Em artigos na Folha de S.Paulo, ambos se comprometeram com o equilíbrio das contas públicas, ao mesmo tempo que mencionaram a necessidade de ampliar a ajuda social no contexto da pandemia respeitando-se as regras fiscais.



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Taxas de juros têm viés de queda, em dia de liquidez fraca


18/01/2021 | 18:55


Perto dos menores níveis de liquidez desde a virada do ano, os juros futuros encerraram a sessão regular com viés de queda, à medida que o investidor recalibrou posições. Sem a referência de Nova York, devido ao feriado de Martin Luther King, o mercado aproveitou para reduzir prêmios, em especial na ponta mais curta da curva a termo, que na semana passada teve alta firme. O compromisso dos principais candidatos à Presidência da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP), com a ampliação de medidas sociais dentro das regras fiscais também agradou. Tudo isso nas vésperas da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic, em que a precificação de manutenção da taxa a 2% atinge 96%, nos cálculos da Quantitas.

O DI para janeiro de 2022 cedeu 9 pontos, encerrando em 3,26% a sessão regular e a estendida. O janeiro 2023 passou de 5,041% na sexta-feira a 4,98% (regular) e 4,995% (estendida). E o janeiro 2027 recuou de 7,114% a 7,08% (regular), mas subiu a 7,12% na estendida.

O vértice mais líquido desta segunda foi o janeiro 2022, que teve 249.099 contratos negociados. Foi o dia de liquidez mais baixa desde a virada do ano. Na média, até sexta-feira passada, foram negociados 639 mil contratos desse vencimento em 2021.

A liquidez mais limitada também afetou outros pontos da curva. O janeiro 2023 teve 241.095 contratos negociados, ante média no ano até a sexta-feira de 468,5 mil. Já o janeiro 2027 teve 43,7 mil, ante média de 76,3 mil.

Assim, os ajustes de posições tendem a ser amplificados, já que operações pontuais tendem a exacerbar os movimentos. E, de certa forma, o mercado entendeu que o dia era propício para esses ajustes nesta segunda. Dados fortes da China, confirmando a recuperação econômica na virada do ano, também alimentam o cenário positivo a emergentes, que ao fim das contas ajuda em termos de fluxo.

Depois da aprovação no domingo pela Anvisa do uso emergencial de lotes da Coronavac e da vacina da AstraZeneca/Oxford, o governo federal montou o plano para distribuição das doses, embora tenha havido problemas de logística neste primeiro dia. Por sua vez, em São Paulo, onde é fabricada, a imunização de profissionais de saúde teve início na Capital e no interior.

Com a vacinação tendo início, o mercado de juros agora centra as atenções para a disputa em torno da Presidência da Câmara, que ocorre no dia 1º de fevereiro. Mais do que a abertura ou não de um processo de impeachment, o comandante da Casa tem poder sobre o ritmo de reformas e discussões orçamentárias. Nesse sentido, houve boa recepção aos sinais dados ao longo do fim de semana.

Em artigos na Folha de S.Paulo, ambos se comprometeram com o equilíbrio das contas públicas, ao mesmo tempo que mencionaram a necessidade de ampliar a ajuda social no contexto da pandemia respeitando-se as regras fiscais.

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